III Jornada Técnica das Equipas e Brigadas de Sapadores Florestais do Alto Tâmega e Barroso
Conteúdo atualizado em15 de abril de 2026às 16:22
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O Pavilhão Desportivo de Montalegre recebeu a III Jornada Técnica das Equipas e Brigadas de Sapadores Florestais do Alto Tâmega e Barroso. O encontro afirmou-se como um momento de partilha, reflexão e valorização do trabalho desenvolvido no território.Ao longo da iniciativa, foram abordadas diversas temáticas de relevância, desde os comportamentos e boas práticas a adotar no terreno até à análise do percurso e da atividade do ICNF, promovendo um espaço de aprendizagem conjunta e de reforço de competências. Atualmente, a sub-região do Alto Tâmega e Barroso conta com 38 equipas de sapadores florestais que representam um pilar essencial na proteção da paisagem e das comunidades, desempenhando um papel determinante na prevenção e no apoio ao combate aos incêndios rurais, contribuindo de forma decisiva para a resiliência e sustentabilidade do território.
Fátima Fernandes, presidente da Câmara de Montalegre, destacou o papel fundamental das equipas, em especial as que atuam no concelho, sublinhando o “contributo determinante destes profissionais na proteção do território”. A presidente da autarquia chamou também a atenção para o facto de este esforço nem sempre ser acompanhado pela devida compensação. “Estamos a falar de profissionais que desempenham um serviço público de enorme relevância e que, muitas vezes, não veem reconhecido esse esforço em termos de horas extraordinárias”, salientou. Perante este cenário, defendeu que o território deve reconhecer o valor destes operacionais. “É justo dizer que lhes devemos um profundo agradecimento e gratidão pelo trabalho que desenvolvem em prol de todos”, concluiu.
Segundo a diretora regional do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Sandra Sarmento, estas jornadas têm como principal objetivo “capacitar as equipas, criando mais conhecimento em áreas estratégicas”. Este ano, o programa contou com a participação do Centro PINUS, que abordou a fileira do pinho, a silvicultura e a gestão do pinhal, “temas muito relevantes para este território”. Além disso, foi também convidado um investigador para falar sobre espécies invasoras, “um tema crítico no qual pretendemos capacitar as nossas equipas para o seu controlo”, destacou. A responsável sublinhou que esta iniciativa já vai na sua terceira edição, refletindo “um esforço contínuo de capacitação, essencial para melhorar o trabalho desenvolvido no terreno”.