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Imprensa 'invade' Couval
26 Novembro 2011
A noticia que dá conta que a Câmara de Montalegre oferece "30 mil couves" despertou a cobiça da comunicação social. Na Quinta da Veiga assistiu-se a um quadro inédito que reuniu todas as televisões, de sinal aberto, portuguesas. O chamariz, lançado pela autarquia, de dar uma couve a quem consuma no concelho, resultou em pleno. Uma aposta de promoção dos produtos locais que promete arrastar público numa altura em que se aproximam eventos como a "sexta-feira 13" e a Feira do Fumeiro.
Ao longo deste fim de semana, a Câmara municipal de Montalegre, em conjunto com o Ecomuseu de Barroso, está a oferecer couves numa campanha enquadrada na promoção dos produtos do concelho. Em troca apenas é pedida uma fatura que comprove consumo, igual ou superior a 15 euros, no comércio local. Este acontecimento, previamente anunciado, chamou à atenção de todos, um pouco por todo o lado. A comunicação social não foi exceção. Equipas de reportagem de diversos canais televisivos deslocaram-se a Montalegre para mostrar ao país e ao mundo uma aposta peculiar da organização.
«ESSÊNCIA»
Em paralelo a esta campanha esteve «uma experiencia de negócio» e também o objetivo principal: «promoção da região e dos produtos locais», desvenda Fernando Rodrigues, presidente do município de Montalegre. Estas premissas estão «na essência de tudo», continua. Nesta época do ano «a couve é bastante procurada», originando «uma boa oportunidade de negócio, que tem mercado», esclarece. Além de tudo «reforça a imagem da nossa terra», como «região de natureza, bons produtos, com arte de bem receber» e «oferecer», narra o autarca.
«PROVOCAR OS HABITANTES»
Por outro lado, David Teixeira, diretor do Ecomuseu de Barroso, lembra que «esta ideia foi uma forma de provocar os habitantes da região». É necessário que «acreditem novamente na agricultura e no retorno à terra», expõe. Ao mesmo tempo, «unimos o útil ao agradável» e «promovemos a região de uma forma diferente». No fundo «pegámos num pedaço de terreno», reunimos «esforços para o cultivar» e «criámos um canal de comercialização». Desta forma, «garantimos o escoamento do produto», sustenta.
1.500 QUILOS NO
PINGO DOCE
Dado o crescente baixar das temperaturas, que acelera a degradação da couve, «escolhemos este fim de semana para fazer a promoção», declara David Teixeira. Quem apresentar no Ecomuseu de Barroso uma fatura com valor igual ou superior a 15 euros tem direito a levar uma couve troncha para casa. Porém, dada a imensidão do couval, estas iguarias, naturais de Barroso, estão «já a ser comercializadas pelo Pingo Doce». Até hoje, «mais de 1.500 quilos já foram entregues» à cadeia de hipermercados.
«ABRE OLHOS»
Orlando Alves, vice presidente do município, encara a iniciativa como «uma espécie de abre olhos». Acredita que é um «despertar de mentes e consciências» para o «potencial de comercialização extraordinário da couve troncha». Na mesma linha, entende que «os obreiros da terra» devem «aproveitar o solo fértil» e modernizar «as explorações agrícolas». Só por esse caminho será possível «manter e fixar a população», assegura.
MENSAGEIROS
Como já foi descrito, a comunicação social veio em massa até Montalegre. Orlando Alves constata que «é muito interessante a curiosidade suscitada» nos canais de transmissão de informação. A rematar, salienta que «estes elementos são os grandes difusores desta grande dinâmica» e vão «reportar ao país» uma situação inédita.
Reportagem PORTO CANAL
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44