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Intercâmbio 'Barroso-Itália' - III Mobilidade
28 Fevereiro 2012
Chegou ao fim a terceira mobilidade estabelecida entre Barroso e Itália. Em torno da temática “As máscaras e a Identidade. Rituais Celtas e Nurágicos”, Montalegre acolheu sete Italianos que, durante cerca de três semanas, exploraram o concelho e arredores, bem como as suas tradições e valores. Estamos perante um intercâmbio inserido «num projeto de voluntariado sénior», que tem como missão «a troca de experiências a nível cultural e formativo». Resulta de uma parceria estabelecida entre Ecomuseu de Barroso, Portugal, e associação NO ARTE, Itália. Recorde-se que esta permuta tem quatro etapas e a última deslocação, feita pelos barrosões, está agendada para Maio.
Em Montalegre, quase todo o mês de Fevereiro, foi sentida a presença italiana. Um grupo de cidadãos provenientes do "país da bota" esteve no concelho, no decurso de um projeto que «prevê quatro períodos de mobilidade voluntários, duas mobilidades de acolhimento e duas de envio para cada um dos países parceiros». Nesse sentido, espera-se que em cada mobilidade, «que envolve no mínimo três voluntários com idade superior a 50 anos», sejam «desenvolvidas atividades na instituição parceira». Mediado pelo mote “As máscaras e a Identidade. Rituais Celtas e Nurágicos”, o terceiro período de intercâmbio fica marcado pela troca de saberes, sabores e valores.
ACOLHIMENTO CALOROSO
Foi em ambiente de júbilo que o grupo de Itália foi recebido no aeroporto Francisco Sá Carneiro, na cidade do Porto. Para os receber estavam os amigos de Barroso, caras já populares de outras deslocações. Entre sorrisos e abraços foram trocadas palavras de carinho e nem a língua distinta foi entrave à comunicação. Esta é feita nas duas línguas, auxiliada por gestos. Os visitantes vieram preparados para o melhor entendimento do português e, nessa linha, o dicionário de bolso foi elemento chave para ajudar nas situações do quotidiano.
EXPLORAÇÃO DO TERRITÓRIO
E TRADIÇÕES
Durante a estadia por terras de Barroso, os italianos percorreram algumas localidades do concelho e visitaram, também, outros pontos da região. Bragança, Vinhais, Santiago de Compostela, Vigo, Xinzo de Limia, Paredes do Rio, Salto, Borralha, Tourém e Pitões foram pontos de passagem do grupo forasteiro. A par do conhecimento do território, os “amigos de San Sperate” levaram memórias marcantes de elementos culturais de Barroso, como é o caso do entrudo celebrado em algumas aldeias do concelho de Montalegre. Destaque ainda para a visita à “Casa do Capitão”, polo do Ecomuseu em Salto, e “Arte da Terra”, em Paradela.
«ABRAÇO AMIGO»
No jantar que antecedeu o “adeus” a Barroso, Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, tomou a palavra e deixou ao grupo de italianos «um abraço amigo», como «reforço do convívio que proporcionaram durante os dias que cá estiveram». Sem se deter, acrescentou que impera «deixar um agradecimento». Não apenas «pela forma como receberam o grupo barrosão em Itália», mas também «pela forma como aqui, na nossa terra, aprofundaram essa amizade e reforçaram o espírito solidário que se cultiva muito aqui em Barroso e sobretudo no Ecomuseu».
«APRENDIZAGEM MÚTUA»
A avaliar pelas opiniões que escutou, Fernando Rodrigues julga que os turistas «ficaram satisfeitos e que gostaram de estar por cá». Na mesma linha, realçou que «houve uma relação que se aprofundou com o Ecomuseu» e que «a aprendizagem foi mútua». Neste contexto, o autarca espera que «se propiciem mais oportunidades deste género», de forma a conseguir «reforçar o espirito de solidariedade e amizade». Ato contínuo, adiciona que «nós enriquecemos sempre muito quando visitamos ou recebemos outras comunidades que têm cultura forte». Nesse sentido, alertou para a necessidade «de viver mais em harmonia, apostar na tranquilidade, viver menos preocupados com as finanças e dar mais atenção ao ambiente, ecologia, coisas da terra…».
«QUEREMOS SER UNIVERSAIS»
É no «contato estabelecido com civilizações semelhantes, mas com muitas diferenças na vida, cultura e recursos» que se «produz conhecimento», afiança o edil. O saber que «trouxeram aumenta o nosso registo». No mesmo contexto, afirmou que «gostamos e queremos privilegiar a nossa cultura, mas também queremos ser universais». Fernando Rodrigues proferiu que «na cultura não há politica e devemos respeitarmo-nos uns aos outros e valorizar a cultura de cada um». É nesta «valorização permanente que vamos conseguir ser mais tolerantes». Atingido este patamar «conseguimos encontrar melhores soluções, compreender melhor as coisas, viver melhor e isso faz-se muito da cultura, convívio e relação entre as pessoas», ressalvou.
«MUNDO ENTREGUE A BUROCRATAS»
Atento à situação atual, Fernando Rodrigues comenta que «hoje o Mundo está entregue a burocratas, que vivem nos escritórios e computadores, que não conhecem o Mundo, não conhecem as pessoas, não sabem o que é o afeto, nem sabem o que é chorar ou rir». Sem poupar palavras, afirmou que «são seres que não sabem para onde ir e que decidem as coisas sem conhecer o impacto que isso tem na vida das pessoas, na sociedade e no Mundo». Para o político barrosão «é preciso ter este relacionamento pessoal» e salvaguarda que «é esta a relação que o Ecomuseu tem promovido». Lembra que estamos perante um «museu do território, que envolve as pessoas, aposta na dinamização cultural, turística, e no desenvolvimento». Todavia, este «projeto de desenvolvimento foi enriquecido com a vossa participação», menciona o autarca, dirigindo-se aos italianos.
RECORDAÇÃO
O jantar de encerramento «foi o momento para recordar os momentos mais fortes e importantes da terceira mobilidade», comenta David Teixeira, diretor do Ecomuseu de Barroso. A penúltima fase do intercâmbio «teve o entrudo como mote central desta parceria», «foram três semanas de partilha de saberes, identidades», nas quais «conseguimos mostrar as nossas tradições e ritmo de vida». O grupo da Sardenha «tem e merece o nosso reconhecimento pela forma como se integrou nas atividades, da forma como conseguiu mobilizar as associações e a nossa juventude da escola para apresentar as tradições», elucida.
SIMBIOSE PLENA
David Teixeira faz fé que «a esperança reside na criação de redes culturais», nas quais «está o desafio da afirmação das nossas identidades». É importante ter em mente que «temos mais em comum do aquilo que nos diverge» e isso é «essencial nestas parcerias», acrescenta. No mesmo sentido, alerta que «ao criar novas expectativas gera-se força e vontade para reconhecer também algumas das nossas fragilidades e lançar novos projetos e desafios». O diretor do Ecomuseu de Barroso estima que «tenhamos correspondido às expetativas criadas e que estes artesãos tenham conhecido e gostado um pouco mais de Portugal e deste projeto».
AGRADECIMENTO
Foi em português quase perfeito que Bruno Serra falou em nome de todos os voluntários italianos. Após três semanas de intercâmbio, o representante quis «agradecer a todos por esta experiência». Sem se esquecer de ninguém, dirigiu um “obrigado” «ao presidente da Câmara de Montalegre, ao diretor do Ecomuseu e aos funcionários, aos amigos de Vilar de Perdizes…». Agraciou «a paciência de trabalhar com cinco velhinhos», ao mesmo tempo que classificou a mobilidade como «muito importante e interessante», sem esquecer que «fomos muito bem recebidos por todos».
BARROSO EM ITÁLIA
Fica em aberto a quarta mobilidade de Barroso a Itália. Esta tem lugar no início de Maio e «temos esperança de levar uma boa comunidade e representação de artesãos e artistas locais», desvenda David Teixeira. Momento encarado como «um desafio com o voluntariado sénior e o voluntariado dos jovens que, de alguma forma, estão ligados ao projeto do Ecomuseu», conclui.
1ª Mobilidade
Sardenha-Portugal;
Abril 2011;
Temática: “Arte da Terra”.
2 ª Mobilidade
Portugal-Sardenha;
Outubro 2011;
Temática: "Sinfonia da Pedra".
3ª Mobilidade
Sardenha-Portugal;
Fevereiro 2012;
Temática: "As Máscaras e a Identidade. Rituais Celtas e Nurágicos".
4ª Mobilidade
Portugal-Sardenha;
Maio 2012;
Temática: "As tradições como base da intervenção sustentável".
As atividades a desenvolver pelos voluntários em cada mobilidade enquadram-se em três dimensões:
- Saber dos Sabores: Troca de experiências a nível culinário;
- Dimensão prática da Arte: As artes ao serviço da vida quotidiana – troca de experiências entre artesãos;
- A Criatividade e a Arte: A Arte como dimensão Pura - trocas de experiências a nível de artistas locais.
Sardenha-Portugal;
Abril 2011;
Temática: “Arte da Terra”.
2 ª Mobilidade
Portugal-Sardenha;
Outubro 2011;
Temática: "Sinfonia da Pedra".
3ª Mobilidade
Sardenha-Portugal;
Fevereiro 2012;
Temática: "As Máscaras e a Identidade. Rituais Celtas e Nurágicos".
4ª Mobilidade
Portugal-Sardenha;
Maio 2012;
Temática: "As tradições como base da intervenção sustentável".
As atividades a desenvolver pelos voluntários em cada mobilidade enquadram-se em três dimensões:
- Saber dos Sabores: Troca de experiências a nível culinário;
- Dimensão prática da Arte: As artes ao serviço da vida quotidiana – troca de experiências entre artesãos;
- A Criatividade e a Arte: A Arte como dimensão Pura - trocas de experiências a nível de artistas locais.
FINANCIAMENTO
Este projeto é financiado na totalidade pelo programa Europeu GRUNDTVIG que promove a mobilidade transeuropeia de jovens, artesãos e voluntariado sénior.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44