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Limpeza de terrenos | Até 15 março | Ação de sensibilização
08 Fevereiro 2018
Os proprietários privados têm até 15 de março para limpar as áreas envolventes às casas isoladas e aglomerados populacionais. As faixas de segurança previstas na lei têm de ser estabelecidas com vista a delinear um plano de intervenção. Estes e outros considerandos foram debatidos numa reunião realizada no salão nobre da Câmara de Montalegre que juntou, para além da autarquia, presidentes de junta, representantes dos baldios, Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e GNR. Neste particular, a força de segurança está a fazer comunicações informais aos proprietários que não têm os terrenos limpos. Dizer que o valor das coimas que serão aplicadas pela infração à legislação aumentou para o dobro. A autarquia defende que a lei, nestes moldes, «não é exequível».
De acordo com as disposições do decreto-lei n.º 124/2006, de 28 de junho, na sua redação atual (lei n.º 76/2017, de 17 de Agosto) e do n.º 1 e 2 do artigo 153.º da Lei n.º 114/2017, de 29 de dezembro, todos os proprietários, arrendatários, usufrutuários e entidades que, a qualquer título, detenham terrenos confinantes a edifícios inseridos em espaços rurais, são obrigados a proceder à gestão de combustível, numa faixa com largura de 50 metros a contar da alvenaria exterior do edifício, até 15 de março. Apela-se à compreensão e empenho máximo de todos, alertando para o facto de que quem não cumprir a lei, estará sujeito a coimas que vão desde 280€ até 10.000€ para pessoas singulares e desde 1.600€ até 120.000€ para pessoas coletivas.
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GOVERNO DISPONIBILIZA 50 MILHÕES
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Foi com este pressuposto e indo ao encontro das diretrizes assinadas e defendidas pelo Governo - foram sinalizados 189 concelhos, 1.049 freguesias e 9.852 povoações prioritárias na limpeza de terrenos - que foi realizada esta reunião de trabalho no salão dos Paços do Concelho. A lei não deixa dúvidas, isto é, se os proprietários não limparem os terrenos, as autarquias, com o apoio das forças de segurança, irão poder substituir-se nessa atividade, responsabilizando os proprietários. Terão, para isso, a possibilidade de o fazer com recurso à contratação direta, sem necessidade de concurso. Poderão fazê-lo sem necessidade de visto do Tribunal de Contas e terão uma linha de crédito que reforçará os meios e que já tem disponíveis 50 milhões de euros para realizar essa limpeza. Sobre esta matéria, convém também dizer que a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) fez saber que o projeto de diploma do Governo sobre a gestão de combustível para a defesa da floresta contra incêndios não é exequível. O presidente da ANMP, Manuel Machado, considerou essencial debater o problema da limpeza das matas com o Primeiro Ministro, para promover o aperfeiçoamento do diploma.
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TEM A PALAVRA
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David Teixeira | Vice-presidente da Câmara de Montalegre
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«Penso que chegou o momento de comunicar mais e envolver todos os agentes locais na problemática dos incêndios. Queremos delinear um plano de intervenção com diferentes escalas de responsabilidade e intervenção. É urgente informarmos os nossos concidadãos que a limpeza em volta das habitações é de cada proprietário. Temos que ser claros e dizer que até 15 de Março não haverá coimas mas a partir daí, se esse trabalho não tiver sido feito, a Guarda Nacional Republicana vai aplicar as coimas cujos valores aumentaram. O objetivo é sempre reduzir ao máximo o índice de incêndios de forma a evitarmos o que aconteceu em 2017. A dimensão do nosso concelho, o envelhecimento da população ou o facto de os terrenos pertencerem a vários herdeiros que estão espalhados pelo Mundo, dificulta que possamos delinear um plano muito mais eficiente do que em territórios onde há outra capacidade de intervenção. O nosso território vai saber gerir as prioridades. Esta legislação não tem em conta as especificidades de muitos dos territórios de montanha e do interior como é o caso de Montalegre. Penso que esta lei ainda terá alguma atualização porque no meu entender não é exequível».
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Bruno Almeida | Comandante do destacamento da GNR de Chaves
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«Lançamos a operação "Floresta Protegida". O objetivo é a defesa da floresta contra incêndios e a segurança de pessoas e bens. Até 15 de março vamos fazer ações de sensibilização e identificação dos terrenos que não estão em conformidade. A partir dessa data vamos estar no terreno e as situações que não estiverem a cumprir iremos proceder ao levantamento do auto de contraordenação. Acredito que dentro da data prevista a população vai proceder à gestão de combustível».
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Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44