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Livro d'Água na XI Feira do Livro
07 Junho 2010
Barrosão Flávio Monte apresentou, no Auditório Municipal de Montalegre, a sua primeira obra poética intitulada "Livro d'Água". O autor de "Flor de Burel" foi uma das atracções da XI Feira do Livro de Montalegre. Na palestra prometeu, para o ano, lançar um livro de contos com o nome Alto Relevo.
Autor de Flor de Burel, Flávio Monte lançou, no Auditório Municipal de Montalegre, a sua primeira obra poética com o título "Livro d’Água". Uma iniciativa cultural, integrada no programa da XI Feira do Livro, que encheu de satisfação Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre: «deixo aqui o apelo para todos lerem este livro. São textos literários que devem ser lidos por toda a gente. É um livro para as escolas, para a nossa história. O meu sincero reconhecimento pelo mérito desta obra».
ESPELHO DA
HUMANIDADE
Olívia Silva foi a responsável pela explicação da obra. Na análise que proferiu, destacou o carácter humano e tradicional da escrita de Flávio Monte: «o livro é um autêntico espelho de água da humanidade. Existe muita solidariedade com o povo trabalhador. Quanto mais se lê mais se descobre sentidos, temas como a tentação, a noite, a solidão, a mulher, o beijo...». Sempre no mesmo tom, Olívia Silva definiu o que leu como «uma poesia onde se sente tristeza e desencanto mas é com esperança que o livro termina. Em termos linguísticos é uma experiência interessante, sente-se que cada palavra é despida, limpa...há um enorme poder de recriação da linguagem».
«VENHO AQUI
COMO PEREGRINO»
Modesto, Flávio Monte confessou que aparece perante os barrosões como «um peregrino que se sente cada vez mais pequeno». Referiu que escreve para dois tempos (presente e futuro) e que encara o seu trajecto como um nascer três vezes: ser humano, professor e escritor. Disse ainda que possui uma fé inabalável e que olha para a sua poesia «comprometida» como palavras «cobertas» e que só «um olhar genuíno poderá despí-las e ter alguma intimidade com elas e ouvir o que elas segredam».
GRITO POÉTICO
O autor, entre outros considerandos, fala deste modo da obra: «este meu primeiro grito poético, timbrado com a mais íntima sinceridade emocional e intelectual, não esgota todas as ondulações: calmas, inquietas, ansiosas, agitadas, revoltas… Outros clamores ressoarão, certamente, porque é imenso este fluxo vindo do interior até aos lábios litorais, insaciáveis bebedores de água da serrania e contumazes fazedores de deserto».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44