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'Margens do Cávado II' - 600 mil €
28 Setembro 2012
As margens do rio Cávado, em Montalegre, voltam a sofrer uma profunda requalificação. Os trabalhos, orçados em mais de 600 mil euros, vão arrancar brevemente à luz de um protocolo estabelecido entre a autarquia e a EDP que irá beneficiar obras no concelho no valor de um milhão e meio de euros. Para esta obra são canalizados 300 mil. O restante valor sai dos cofres do município.
A Câmara de Montalegre esgotou a paciência na espera de fundos comunitários para completar a requalificação das margens do Cávado. Fernando Rodrigues, presidente da autarquia, sublinha que «este governo cancelou todas as verbas disponíveis nos fundos comunitários, retirou o dinheiro às Câmaras e o mal é que não se sabe para onde é que ele foi», As autarquias, reforça, «nesta altura estão sem dinheiro dos fundos comunitários e não há mais aprovação nenhuma de projeto de intervenção seja em que área for».
EDP FINANCIA
COM 300 MIL
Face a este contexto, o município avançou para o arranque dos trabalhos que vão custar 624.373,24 €. Socorreu-se de um protocolo celebrado recentemente com a EDP como explica Fernando Rodrigues: «vamos fazer esta intervenção aqui, que custa à volta de 600 mil euros. Primeiro porque temos a Câmara numa situação financeira equilibrada, mas também porque temos um protocolo com a EDP que vai financiar obras no valor de um milhão e meio de euros. Conseguimos canalizar para aqui metade do custo desta obra. A EDP vai financiar 300 mil e a Câmara, dos seus cofres, vai pagar também cerca de 300 mil euros».
TRABALHOS
DEMORAM 1 ANO
Feita a contextualização, Fernando Rodrigues explica a série de trabalhos que vão ser realizados num espaço que promete ser dos mais concorridos: «vamos fazer aqui uma intervenção que vai contemplar a beneficiação da ponte da pedra. Vai ser consolidada a ponte. Vai manter a mesma estrutura, mas vai ser toda refundada. A ponte tem um segundo arco, para além deste arco grande que se vê, que foi descoberto com as obras. Vamos descobrir esse arco e pô-lo visível. Vai ter zona de estacionamento e uma nova ponte pedonal em cima do açude existente. Para além da ponte, vamos ter aqui um canal de restituição que vai levar a água do açude a esse arco. Os muros vão ser intervencionados. O rio vai ser murado de um lado e de outro, da ponte até ao moinho do Cinzas. Esta zona vai ser toda arranjada, tudo urbanizado. Leva passeios, semelhantes à parte de baixo da ponte. Tudo relvado, arborizado e é reformulada esta zona aqui do bar. Vai ter um bar mais bonito, em aço e um bocadinho de granito e vidro, com uma esplanada muito bonita».
Sempre no tom que o carateriza, o presidente da Câmara continuou com a explicação: «o rio vai ser mais limpo e vai ter uma intervenção para manter o equilíbrio que permita ter um espelho de água decente, mas sem causar problemas ambientais e ecológicos no rio. Este vai ter que funcionar obrigatoriamente, até por imposição do domínio hídrico. Vai ter que funcionar também como recurso hídrico e pista de pesca. Vamos ter aqui uma área mais alargada de intervenção ambiental e de parque urbano da vila».
Os trabalhos devem iniciar-se brevemente com um prazo de execução de um ano.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44