O projeto "Rotas do Volfrâmio na Europa - Memória dos Homens e Património Industrial" foi apresentado na "Casa do Capitão", polo do Ecomuseu de Barroso, em Salto. David Teixeira, vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, referiu que «o futuro polo mineiro da Borralha é a concretização de um sonho antigo que já tem vários anos de investimento da autarquia».
A "Casa do Capitão", polo do Ecomuseu de Barroso, em Salto, foi palco da apresentação do projeto "Rotas do Volfrâmio na Europa - Memória dos Homens e Património Industrial". O objetivo passa por criar um itinerário com vista à valorização dos recursos naturais e patrimoniais inerentes às minas de volfrâmio, com a transformação das antigas explorações em pontos de atração turística.
MARCO NA INTERNACIONALIZAÇÃO
DO ECOMUSEU DE BARROSO
David Teixeira, vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, abriu a sessão e afirmou que este desígnio é «um marco na internacionalização do Ecomuseu de Barroso». Nessa linha, considerou que o "museu vivo" «vai funcionar como uma porta de entrada e ser o ponto de encontro das pessoas que se dirigem ao território». A ideia, desenvolvida há dois anos pelo Instituto de Ciências Empresariais e do Turismo do Porto (ISCET), resulta de um desafio lançado pelo Instituto Europeu dos Itinerários Culturais do Conselho da Europa para a construção de uma rota que sinaliza o património industrial no Norte de Portugal. O coordenador, Luís Ferreira, explicou que a escolha das Minas da Borralha resultou «da representatividade, dimensão e impacto económico, social e cultural». Por sua vez, João Azenha, responsável pela "Casa do Capitão", acredita que esta intervenção demonstrou «a dimensão que as Minas da Borralha podem vir a ter neste circuito turístico e cultural».