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“Minério de Barroso' na gastronomia
29 Janeiro 2010
Com a ideia de unir o útil ao agradável e “juntar a fome com a vontade de comer", o município de Montalegre tem no terreno uma campanha de divulgação com o fim de explorar e aproveitar a tradição do cozido com base nos produtos provenientes do porco. De há alguns anos a esta parte, os restaurantes têm aderido ao slogan "Cozido à barrosã com batata de Montalegre". Durante o Inverno é um pecado perder a oportunidade de degustar um compêndio das melhores iguarias do concelho.
Inverno fora, por altura da matança do porco e do preparo dos enchidos, qualquer barrosão de gema, degusta em casa o cozido, feito à base de carne de porco fumada. A tradição não é de agora, permanece “viva” na memória do antigamente.
Aos poucos, a tradição do cozido foi rebuscada e aproveitada por alguns restaurantes da região. Ganhou mais relevância quando a autarquia «forçou a promoção, a organização e o aperfeiçoamento do prato em si e pusemos os restaurantes a trabalhar mais nessa área. Na época de inverno e com incidência no período da Feira do Fumeiro», afirma Fernando Rodrigues, Presidente da Câmara de Montalegre.
Há uns anos atrás, com «o objectivo de trazer ainda mais gente à nossa terra, aos nossos restaurantes, fizemos uma promoção específica ao cozido à barrosã. Tivemos o cuidado e a boa sorte de frisar que o acompanhamento era feito com a batata de Montalegre e isso despertou curiosidade em muita gente, pela ideia e particularidade da batata. Porque o cozido, já o há à portuguesa e de muitas maneiras. Não era grande novidade apostar nele. Porém, apostar na batata de Montalegre é regressar aquilo que ainda está na memória de muita gente, nós somos conhecidos em muitos locais pela terra da batata», salienta Fernando Rodrigues.
Aos poucos, a tradição do cozido foi rebuscada e aproveitada por alguns restaurantes da região. Ganhou mais relevância quando a autarquia «forçou a promoção, a organização e o aperfeiçoamento do prato em si e pusemos os restaurantes a trabalhar mais nessa área. Na época de inverno e com incidência no período da Feira do Fumeiro», afirma Fernando Rodrigues, Presidente da Câmara de Montalegre.
Há uns anos atrás, com «o objectivo de trazer ainda mais gente à nossa terra, aos nossos restaurantes, fizemos uma promoção específica ao cozido à barrosã. Tivemos o cuidado e a boa sorte de frisar que o acompanhamento era feito com a batata de Montalegre e isso despertou curiosidade em muita gente, pela ideia e particularidade da batata. Porque o cozido, já o há à portuguesa e de muitas maneiras. Não era grande novidade apostar nele. Porém, apostar na batata de Montalegre é regressar aquilo que ainda está na memória de muita gente, nós somos conhecidos em muitos locais pela terra da batata», salienta Fernando Rodrigues.
ÉPOCA DE GLÓRIA
Outrora produziu-se, em Montalegre, muita batata e foram tempos de grande prosperidade e crescimento económico na região. É relevante «ligar a memória da batata e associa-la ao cozido. Dessa forma estamos a fazer duas coisas: promover a gastronomia e também a batata», atesta o Presidente da Câmara.
A batata de Barroso é uma imagem de marca «já se começa a ver etiquetas “Batata de Montalegre”, em muitos comércios de Braga e do Porto. Até mesmo à borda da estrada, na zona do Minho, há sacos de batata à venda, usando o nosso nome. O problema reside no facto dela, na maioria das vezes, não ser proveniente de Montalegre. Há, cada vez mais, quem aproveite este nome e prestígio da batata de Montalegre para a colocar melhor no mercado e assim a conseguir vender», relata o edil.
Fernando Rodrigues lamenta «que não seja a gente de Montalegre a aproveitar este negócio e que haja quem ande a fazer negócio com coisa alheia, com os títulos dos outros».
"Cozido à barrosã com batata de Montalegre" «foi uma boa ideia, porque promoveu o prato, trouxe mais gente a Montalegre e ressuscitou uma coisa que estava meia escondida e esquecida, a batata», ressalva Fernando Rodrigues.
"Cozido à barrosã com batata de Montalegre" «foi uma boa ideia, porque promoveu o prato, trouxe mais gente a Montalegre e ressuscitou uma coisa que estava meia escondida e esquecida, a batata», ressalva Fernando Rodrigues.
FONTE DE NEGÓCIO
O presidente do município espera que com o desenrolar desta aposta sejam criadas «mais oportunidades de negócio e que as pessoas tenham a capacidade de aproveitar mais uma possibilidade de comércio. Eu sei que não é tarefa fácil, uma vez que a população estava habituada a que as pessoas se dirigissem a Montalegre para comprar a batata e que a cooperativa comercializasse o produto. Dessa forma, não se sentem capazes de encontrar sistemas de comercialização autónomos. Mas basta seguirem o exemplo de alguns produtores de fumeiro. Claro que continua a existir muita gente que esta a espera que a feira seja o principal meio de negócio, mas há muitos que já têm os seus circuitos. É preciso que os produtores tomem a iniciativa de encontrar os seus próprios clientes, porque a batata de Montalegre tem nome, nós damos-lhe agora este reforço de projecção e é mais uma fonte de negócio que deve ser aproveitada».
«A FESTA CONTINUA!»
Fernando Rodrigues confirma que o “Cozido à barrosã com batata de Montalegre” é «uma boa aposta e este ano continuamos com essa divulgação e promoção. Tiramos os cartazes da feira e lançamos os pendões relativos ao cozido. Fazemos questão de lembrar que a festa em Montalegre continua!».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44