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Ministério da Saúde fechou internamento em Montalegre
31 Janeiro 2013
Acabou o serviço de internamento no Centro de Saúde de Montalegre. A juntar a esta decisão, o Ministério da Saúde equaciona acabar com as nove extensões de saúde existentes no concelho (Salto, Ferral, Cabril, Viade, Venda Nova, Covelães, Tourém, Solveira e Vilar de Perdizes). Um conjunto de posições que prometem ser combatidas pela Câmara de Montalegre que responde com alternativas que não oneram as contas do Estado. O lamento da autarquia é de tal ordem que interroga: «agora fecham o internamento, depois as extensões. E depois, a urgência?».
O presidente da Câmara Municipal de Montalegre está incrédulo com a decisão do governo em acabar com o serviço de internamento no Centro de Saúde. Fernando Rodrigues recorda que Filipe Nascimento, presidente do Agrupamento de Centros de Saúde do Alto Tâmega e Barroso (ACES), transmitiu ao edil a «intenção do Ministério da Saúde de acabar com o internamento no Centro de Saúde de Montalegre» bem como «possíveis encerramentos de extensões nas aldeias» (Salto, Ferral, Cabril, Viade, Venda Nova, Covelães, Tourém, Solveira e Vilar de Perdizes).
A decisão do governo promete ter “travão” da Câmara de Montalegre até porque, adianta Fernando Rodrigues, «solicitei que se mantivesse em funcionamento o internamento até estar concluída a Unidade de Cuidados Continuados que dever ficar pronta em Julho». No que concerne às extensões existentes em algumas aldeias do concelho, o presidente do município quis saber, junto do presidente do ACES do Alto Tâmega e Barroso, «quais fechariam e porquê». Fernando Rodrigues defende que «em vez do médico se deslocar todos os dias para uma extensão, podia esse mesmo médico, num dia por semana, ser ele a deslocar-se a outra extensão, o que não acarreta mais despesa».
«SE ACHAM QUE AQUI
É QUE ESTÃO AS “GORDURAS”
ESTÃO ENGANADOS!»
Ainda sobre a questão do internamento, o presidente da Câmara afirma que Filipe Nascimento lhe garantiu que «não iam mexer nos doentes e que ia apresentar a questão à Segurança Social para se tentar encontrar uma solução de cooperação com a Misericórdia».
Fernando Rodrigues refere ainda que o presidente do ACES do Alto Tâmega e Barroso lhe transmitiu que o Centro de Saúde de Montalegre «tem capacidade para prestar mais apoio aos doentes no domicílio, mas que tem dificuldade de transporte». Perante a possibilidade de aumentar este serviço à população, a Câmara de Montalegre comprometeu-se a garantir o transporte em parceria com a Misericórdia local ou, em alternativa, compra uma viatura para esse fim.
Todavia, tendo conhecimento de algumas diretrizes nos serviços que contrariam o compromisso estabelecido, entre o ACES do Alto Tâmega e Barroso e a Câmara Municipal de Montalegre, Fernando Rodrigues vem a público reafirmar os compromissos assumidos pela autarquia, ao mesmo tempo que espera que o Ministério da Saúde «seja sensato, prudente e justo» a tratar esta matéria.
A fechar a tomada de posição, o autarca remata com este conjunto de firmes asserções: «se acham que aqui é que estão as “gorduras”, estão enganados! Se querem, pura e simplesmente, por razões ideológicas, cortar no Serviço Nacional de Saúde, não contem connosco! Isso não é servir o povo, sobretudo os que mais precisam. Agora fecham o internamento, depois as extensões. E depois, a urgência?».
EXTENSÕES DE SAÚDE
EXISTENTES NO CONCELHO
- Cabril
- Covelães
- Ferral
- Salto
- Solveira
- Tourém
- Venda Nova
- Viade
- Vilar de Perdizes
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44