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MONTALEGRE - Dia Municipal para a Igualdade
26 Outubro 2012
O Ecomuseu de Barroso assinalou o "Dia Municipal para a Igualdade de Géneros" com um debate de ideias em torno desta temática. Esta iniciativa contou, entre outros, com a presença da vereadora da educação do município de Montalegre, Fátima Fernandes.
Sob o mote "O Sol quando nasce é para todos", decorreu na sede do Ecomuseu de Barroso, a comemoração do "Dia Municipal para a Igualdade de Géneros". Uma jornada que reuniu algumas personalidades, entre elas, a presença de Fátima Fernandes, vereadora da educação da Câmara Municipal de Montalegre e Irene Alves, responsável pela Divisão Sócio-Cultural do município.
Ao longo da sessão, a temática rodou em torno de vários itens sobre igualdade de género. Não foi esquecida a questão: "Será que no século XXI já nos encontramos numa situação de igualdade de géneros?". Entre outros elementos, foi apresentada parte da Carta dos Direitos do Homem (ONU), bem como foi discutido o papel da mulher na conservação e preservação das culturas do Barroso.
«PARTICIPAÇÃO CÍVICA
DEVE SER EXIGÊNCIA»
Para Fátima Fernandes, vereadora da educação do município, foi um momento para «para partilhar experiências e pontos de vista». Nessa linha, acrescentou que «todos temos a noção que os tempos são exigentes» e, «nesse sentido, a participação cívica também deve ser uma exigência contínua». Assim sendo, «a igualdade de género está inserida nessa exigência que é pedida a cada um de nós». Tendo em conta a plateia, mostrou-se agradada «pela presença de vários homens, quando na discussão destes temas a presença é, maioritariamente, feminina». Este fator «já é sinal da mudança dos tempos». Mais importante do que «estar a apresentar matérias» é «a promoção da discussão saudável de ideias». No discurso, Fátima Fernandes falou «sobre o contexto nacional». Focou a «importância da constituição da república portuguesa», que deve «ser cumprida». Quando «tal não acontece», reforçou «há sempre a possibilidade de reivindicar os direitos e os deveres que lá estão».
No artigo «13º, no ponto um, consta que todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei». Lembrou ainda que, internacionalmente, «também há variadíssimos compromissos que o nosso país assumiu». Com mais relevo «a partir da década de 90», durante a qual «foi produzida muita legislação no âmbito da igualdade do género». Fátima Fernandes lamenta que «deliberações, pareces e diretivas não sejam guia daquilo que verificamos». A realidade é que «a constituição é uma coisa, as recomendações são outra e, por vezes, ficam na gaveta». Para tornar mais completa a intervenção, citou dados do relatório da igualdade do género em Portugal, do ano de 2010, elaborado pela comissão para a cidadania e igualdade. Focou vários aspetos, entre eles educação, formação, emprego, profissões, participação política, capacidade de gestão, entre outras.
«NOVA ERA»
David Teixeira, diretor do Ecomuseu de Barroso, referiu que «foi um momento muito interessante que se viveu no museu». As horas «passaram rapidamente» e «ninguém ficou com a noção de que tinham passado as horas em que tivemos a oportunidade de partilhar ideias e conceitos». O desafio foi «ver como homem e mulher decidem juntos a vida local». Para David Teixeira, o número de pessoas a participar «ainda é sintoma de que não é tradição as mulheres conversarem e debaterem este tema». Ainda não é comum «defenderem posições e ambições de forma clara». Nesse sentido, foi «inaugurada uma nova era» e o «Ecomuseu de Barroso fica com este registo de que o lugar da mulher na cultura barrosã é essencial e central». Era na figura feminina que «residiam os saberes, a economia da casa, as mezinhas da sociedade, a religiosidade, entre outros». É, de facto, «um papel central, muitas vezes discreto, mas essencial na preservação da tradição e culturas locais». Foi interessante «partilhar estas novas posturas da “nova” mulher em relação aos novos empregos, às ambições a cargos públicos». Sobretudo «ficou o desejo, manifestado pelos participantes, de fazermos mais vezes estes debates, uma obrigação de reflecção no século XXI».
PROGRAMA
17h00 - Projeção do documentário "As Mulheres da Raia"
17h45 - Início do Debate
17h45 - Início do Debate
Temática a debater: "Será que no século XXI já nos encontramos numa situação de igualdade de géneros?"
Conteúdos Abordados:
- Apresentação da Carta dos Direitos do Homem (ONU);
- Destaque para a identidade feminina;
- Descriminação no Mundo do Trabalho;
- Destacar o papel da mulher na conservação e preservação das culturas do barroso;
Conteúdos Abordados:
- Apresentação da Carta dos Direitos do Homem (ONU);
- Destaque para a identidade feminina;
- Descriminação no Mundo do Trabalho;
- Destacar o papel da mulher na conservação e preservação das culturas do barroso;
19h00 - Balanço geral e encerramento da sessão.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44