-
Início
-
Transparência
-
Imprensa
-
Notícias da Autarquia
- MONTALEGRE - IV "Conversas com História"
MONTALEGRE - IV 'Conversas com História'
06 Maio 2013
Regressou à sede do Ecomuseu de Barroso o projeto "Conversas com História". A quarta edição abordou o tema da Guerra Civil na região do Barroso. Enes Gonçalves reforçou a palestra do Prof. José Dias Baptista, nome habitual na coordenação desta ideia.
O início do mês Maio ficou marcado com o regresso dos serões ao Ecomuseu de Barroso, com mais uma edição das "Conversas com História", ministradas pelo Prof. José Dias Baptista. Foram deixados testemunhos vivos sobre o fenómeno da Guerra Civil e como esta influenciou a conduta do Barroso nesse período conturbado da história ibérica. Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, recordou que «estas conversas servem para meditar na defesa da democracia, para lutarmos pela defesa dos direitos humanos». Ato contínuo, reforçou que «ao falarmos de guerra, aprendemos a viver melhor uns com os outros, para nunca mais termos guerra».
«FORMA GLORIOSA»
Orlando Alves, vice presidente da Câmara Municipal de Montalegre, frisou que «foi mais um serão interessantíssimo, um sarau cultural bem participado, já com laços de internacionalidade». Nessa linha, defendeu que «foi bom falar-se de um tema que ilustra de forma gloriosa as páginas da história das gentes do Barroso, com o seu espírito de sofrimento, fraternidade, acolhimento e que foi tábua de salvação para muito galego».
«PATRIMÓNIO HUMANO»
Presença assídua desde o início destes serões, Fátima Fernandes, vereadora da educação da Câmara de Montalegre, lembrou que nas edições passadas «ficámos a saber mais sobre o património edificado, cultural e social». Todavia, acentuou, «na minha perspetiva, este quarto momento, focou mais o património humano». Todas as guerras «são iníquas, mas uma guerra civil muito mais». Isto porque «são os filhos de uma nação a lutar uns contra os outros». Entusiasmada com o que ouviu, fez gosto de saber «que muitos barrosões tiveram a dimensão humana de ajudar os seus vizinhos». Nessa linha, acrescentou que «é preciso não esquecer que não se tratava só de receber em casa uma pessoa, pois quem acolhia corria imensos riscos». Este espírito barrosão é «algo que devemos conhecer melhor, porque os tempos que hoje vivemos implicam aposta na dimensão humana». Excluindo «motivações partidárias», Fátima Fernandes citou um slogan: «as pessoas têm que estar sempre primeiro».
«CASA CHEIA»
Na quarta edição de “Conversas com História”, dedicada ao tema da guerra civil espanhola, «foram desfiadas histórias que tocam de perto o povo e esta comunidade», explicou David Teixeira, diretor do Ecomuseu de Barroso. Foi um serão «bastante participado, no qual tivemos casa cheia». As lembranças dos mais velhos foram ouvidas, «momento importante para este repositório de memória, deste património imaterial que faz parte e que marca a nossa identidade». Com esta conversa «ficou claro um conjunto de pressupostos sobre este acolhimento e o ser barrosão».
PROGRAMA
"Montalegre e as suas histórias"
A Guerra Civil em Barroso
- Ataque a Negrões e Cambedo
- Ataque ao autocarro em Parafita
- A voz dos foragidos
MEMÓRIA
01 Conversas com História (8/02/2013)
02 Conversas com História (1/03/2013)
03 Conversas com História (5/04/2013)
MONTALEGRE - IV "Conversas com História"
MONTALEGRE - IV "Conversas com História" (Depoimentos)
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44