-
Início
-
Transparência
-
Imprensa
-
Notícias da Autarquia
- Montalegre na II SABOREARTE (Porto)
Montalegre na II SABOREARTE (Porto)
23 Dezembro 2013
Os mais de 20 produtores que estiveram no Porto para participar na II SABOREARTE, evento de venda de produtos locais, regressaram com mais rendimento e com maior capacidade de entender o fenómeno comercial. Dois dias onde as "bandeiras" gastronómicas do concelho (fumeiro, pão centeio, mel, castanha, batata...) estiveram içadas na zona histórica da invicta. O presidente da autarquia, Orlando Alves, afirma que estamos perante «uma aposta ganha» que terá continuidade não só no Porto como em outras paragens.
Primeiro Lisboa e agora o Porto. Falamos das maiores áreas urbanas do país que foram alvo da visita de alguns produtores do concelho de Montalegre. Duas oportunidades de ouro, apoiadas pela autarquia, cujo fim passou por dar mais corpo à atividade económica. Entre outros desafios, os produtores tiveram ensejo de engrossar a "carteira de clientes", num espaço nobre da cidade onde afluem milhares de visitantes. Na véspera, a Câmara de Montalegre decidiu reforçar a promoção com uma ida ao aeroporto Francisco Sá Carneiro. Dias de investimento cumprindo, desta forma, um dos compromissos do atual executivo.
«BALANÇO POSITIVO»
Em todo o momento assistiu-se a um ambiente fraterno na comitiva. O espírito barrosão de ajuda desinteressada pode ser observado no modo como cada um foi construindo o seu próprio espaço. Conhecidos, alguns de longa data, viveram o evento com boa disposição, animados pelos grupos de concertinas de Salto e Venda Nova. Isto mesmo deparou o presidente da Câmara que não teve dúvidas em afirmar que «o balanço foi positivo, com uma carga de otimismo simpático». Todavia, ressalvou Orlando Alves, «temos de ter em conta que vimos de longe. A nossa capacidade de mobilização, numa terra estranha, não é tão forte como dar continuidade a eventos que já estão devidamente enraizados na nossa terra e que, só por serem na nossa terra, também já são apelativos e atrativos». No mesmo tom, reforçou: «temos de ter em conta que vivemos um período de crise muito grande. Temos de ter em conta que esta feira, aqui no Porto, coincide com o período de festividades de Natal, que é aquele período mais propício ao consumismo e ao despesismo e as pessoas, digamos, têm as suas compras já devidamente programadas».
MAIS PRODUTO
E MENOS...DINHEIRO!
O autarca foi sempre um espetador atento. Ouviu todos os produtores. O cenário de crise pode ter espantado muita gente associado à quadra, só por ela fértil em gastos, tantas vezes, incomportáveis. Orlando Alves lembra que «os grandes acontecimentos fazem-se passo a passo» e que, pelo que observou, «do ano passado para este ano não houve quebras significativas». O edil fez questão de salientar que «este ano estão mais produtores» e que «trazem todos mais produto». Isto provoca que «no entender de alguns, não fosse tão positivo quanto foi no ano passado». No encalço deste raciocínio, o presidente sublinha que o espaço esteve cheio onde «as pessoas provam, fazem perguntas, interagem com os vendedores, mas não há dinheiro. E não havendo dinheiro, não há milagres».
INCERTEZA NO LOCAL
«Estamos a ser vítimas do clima de contração económica e social que se vive no país», vinca o presidente da Câmara. Porém, o líder do executivo municipal não desarma: «vamos continuar a ser insistentes, vamos procurar corrigir, no próximo ano, alguns erros que este ano detetamos». A somar, está a constante mudança de local que trava qualquer estabilidade: «vivemos com este constrangimento de não podermos repetir as coisas sempre no mesmo sítio. Fazer as coisas, estar sempre com a casa mudada, sempre de casa às costas como cágado, obviamente que as coisas perdem impacto e até autenticidade e isso é algo que, até ao momento, ainda não conseguimos contornar». No próximo ano, lamenta, «já não vamos, também, poder continuar aqui. Este sítio era efetivamente fantástico. Vamos ver como é que as coisas vão evoluir».
CABRITO E ANHO DO BARROSO
PROMOVIDOS NA PÁSCOA
O próximo passo é voltar a Lisboa. Por altura da Páscoa, o município quer dinamizar o cabrito de Barroso na capital onde «as coisas acontecem naturalmente» porque «é um mercado semanal e que ao fim de semana funciona com as características que a Junta de Freguesia de Benfica impõe». Orlando Alves invoca que em Novembro a autarquia esteve «com a batata e com a castanha e, também, com algum fumeiro». Neste sentido, «iremos estar na Páscoa com o cabrito e o anho de Barroso», comunica.
BATERIAS APONTADAS
PARA A FEIRA DO FUMEIRO
Mal termine a quadra natalícia, o executivo aponta baterias para a divulgação da XXIII Feira do Fumeiro, a ser feita de 23 a 26 de Janeiro. Um cartaz com uma agenda fiel, desde logo pela divulgação na imprensa: «a promoção é em Braga e no Porto, nos meios de comunicação social, tal como temos feito. Beneficiamos da circunstância da sazonalidade do evento e também a atratividade que Montalegre e o país barrosão têm para o mundo da urbe». Orlando Alves reporta: «sabemos que contamos com muita gente que vive sobretudo na área metropolitana de Braga, Guimarães, Felgueiras, Penafiel, Paços de Ferreira, Barcelos, tudo ali à volta da sede distrital. É daí que vem a maioria dos nossos visitantes. Essas pessoas preparam o calendário das suas saídas, a contar que no último fim de semana de janeiro, acontece a Feira do Fumeiro em Montalegre». Quando as coisas acontecem, remata, «no mesmo sítio e com a sazonalidade ou a anuidade que é reconhecida na nossa feira, obviamente que as coisas aí acontecem melhor».
II SABOREARTE (Porto) - Reportagem TV Barroso
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44