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Montalegre no V Congresso de Património Etnográfico
17 Outubro 2014
O vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre participou em Ourense (Espanha) no "V Congresso de Património Etnográfico". Na palestra que assinou, David Teixeira falou da experiência do Ecomuseu de Barroso. Entre outras notas, o autarca saiu com a convicção que irá ser lançada «uma rede de cultura ibérica entre o Norte de Portugal e a Galiza» ao mesmo tempo que está a ganhar força «a que a cultura galaico-portuguesa volte a estruturar-se e a apresentar a candidatura a património imaterial da UNESCO».
Em representação do município de Montalegre, o vice-presidente da Câmara Municipal, David Teixeira, marcou lugar, por estes dias, no V Congresso de Património Etnográfico, segundo de cariz internacional, que teve lugar em Ourense, Espanha. O convite foi-lhe dirigido pela Universidade de Vigo que desafiou o número dois do executivo a explicar o impacto que representa a marca Ecomuseu de Barroso. Falamos de um evento organizado por várias instituições e associações, entre as quais a Faculdade de Ciências de Educação do Campus de Ourense (Universidade de Vigo), o Centro de Cultura Popular "Xaquín Lorenzo", Associação "Ben-Cho-Shey", Nova Escola Galega e a Sociedade Ibero-americana de Pedagogia Social.
«HONRA ESTAR PRESENTE»
Estivemos perante um fórum de debate, constituído por mesas redondas, muito debate, salas de estudo, numa atmosfera que potenciou as explicações das palestras. David Teixeira fala em «reconhecimento pelo trabalho que tem vindo a ser feito, no concelho de Montalegre, pelo município e pelo Ecomuseu de Barroso». Trata-se de um evento «que tem escolhido as boas práticas que vão sendo feitas no Norte de Portugal e Norte da Galiza», acrescentou. A reboque, frisou: «para nós foi uma honra estar presente num congresso como este, onde estiveram os maiores especialistas e etnógrafos que têm trabalho, também, no nosso território. Foi bom encontrar gente que esteve no trabalho de investigação e de recolha das lendas e tradições do inventário da Universidade Fernando Pessoa. Muita gente ligada à UTAD, galegos e sobretudo José Carlos Serra, que é o grande etnógrafo que continua a trabalhar tanto em Espanha como no nosso Barroso».
TRABALHO EM REDE
David Teixeira esclarece que a participação neste congresso foi enriquecedora, mais não seja pela rede de contactos estabelecidos e pelo unir de mãos que sente nos responsáveis políticos e académicos: «é destes encontros que nascem as parcerias e as redes. Finalmente está lançada a base para criarmos uma rede de cultura ibérica entre o Norte de Portugal e a Galiza». O responsável pela pasta do Ecomuseu de Barroso, disse ainda que «está novamente a ganhar força a que a cultura galaico-portuguesa volte a estruturar-se e a apresentar a candidatura a património imaterial da UNESCO». Começam «novamente as reuniões para dar força e vigor a esta ideia que tem toda a consistência, assim os governos, principalmente o português, dê aquilo que não deu há alguns anos atrás», opinou.
A rematar, David Teixeira deixou esta nota: «uma coisa ficou clara: a cultura tem que ser paga e tem que ser a base do desenvolvimento e só é uma base séria se houver empenho e dedicação dos privados que fazem evoluir estes investimentos públicos que são âncora de uma visão mais empreendedora que os nossos barrosões também têm que agarrar».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44