O município de Montalegre, em colaboração com a Direção Regional de Cultura do Norte, está a desenvolver um projeto de intervenção no sentido de travar o processo de degradação do Mosteiro de Pitões das Júnias. Um monumento emblemático do património nacional, propriedade da igreja católica. Numa fase inicial, o objetivo mais premente é evitar a queda de elementos que se tornam um perigo para os visitantes diários do espaço. Estas e outras considerações saíram de uma reunião de trabalho que ocorreu nas instalações da autarquia.
TEM A PALAVRA
Orlando Alves | Presidente da Câmara de Montalegre
«Esta reunião teve como objetivo avaliar o estado em que se encontra o mosteiro de Pitões das Júnias e perspetivar uma intervenção simplista. Sendo o mosteiro propriedade da diocese de Vila Real, poderá merecer por parte do município e junta de freguesia algum apoio de acordo com o que nos for apresentado pela Direção Regional de Cultura do Norte. Temos a consciência do que se está a passar, à semelhança do que acontece com as residências paroquiais que estão a cair e onde a diocese não intervém mas também não cede à população. Queremos evitar que a degradação seja ainda maior porque o espaço da cozinha cisterciense, lindíssima, vai ruir no próximo ano se não lhe deitarmos mão».
António Ponte | Diretor Regional de Cultura do Norte
«Estamos a preparar um projeto para um processo de intervenção no mosteiro de Pitões das Júnias. Legalmente o monumento é propriedade da igreja católica e, por isso, tudo terá que ser feito pela tutela do imóvel. Pretendemos evitar todo o processo de degradação e a contante queda de pedras e estruturas. Posteriormente, vamos avançar para uma conversa com a diocese e perceber qual é a intenção perante esta propriedade. Numa primeira fase, queremos travar a degradação e evitar perigos de derrocada e depois poderemos partir para um projeto de intervenção e valorização».
Lúcia Jorge | Presidente da Junta de Freguesia de Pitões das Júnias
«É uma abertura a todo este processo. É um processo muito complicado porque apesar de ser um monumento nacional, é propriedade da diocese de Vila Real. É um começo com firmeza para a resolução deste problema. O mosteiro está a degradar-se com muita rapidez e é património que está a perder-se. A segurança também nos preocupa muito, dado o número de visitas diárias ao mosteiro».