-
Início
-
Transparência
-
Imprensa
-
Notícias da Autarquia
- Mundo rural e turismo em debate
Mundo rural e turismo em debate
11 Outubro 2012
Teve lugar, na sede do Ecomuseu de Barroso, Montalegre, um workshop subordinado ao tema: "O Desenvolvimento Sustentável no Mundo Rural: Técnicas de Promoção do Negócio no Sector do Turismo". O evento apresenta várias parcerias, entre elas a Câmara Municipal de Montalegre. Orlando Alves, vice presidente da edilidade, recordou «o enorme potencial da região», mas alertou que «é preciso saber vendê-lo convenientemente».
As instalações da sede do Ecomuseu de Barroso, Montalegre, testemunharam um workshop que abordou "O Desenvolvimento Sustentável no Mundo Rural: Técnicas de Promoção do Negócio no Sector do Turismo". A iniciativa, levada a cabo pela ADIRBA (Associação para o Desenvolvimento Integrado da Região do Barroso), teve por fim «dar aos presentes e futuros empreendedores, ativos no sector do turismo rural, noções sobre como promover o seu negócio».
«POTENCIAL TEMOS NÓS»
Orlando Alves, vice presidente da Câmara Municipal de Montalegre, abriu a sessão. Entusiasmado, afirmou que «o tema é interessantíssimo e que potencial temos nós». Quem vem «pela primeira vez a este território fica sempre com vontade de voltar», porque o «potencial é enorme». Todavia, «nós, se calhar, não estamos a saber “vender” convenientemente o potencial que temos». No negócio da venda «há duas entidades», distinguiu o autarca. A que se «porta muito bem, embora seja eu juiz em causa própria, é o município».
«ALGUMA COISA FALHOU»
Se ainda «não conseguimos dar a volta é porque há alguma coisa falhou», referiu Orlando Alves. Se «ainda não conseguimos criar fluxos constantes, que sejam geradores da chamada sustentabilidade do território, é porque alguma coisa está a falhar», acrescentou. Sentimos que, «no ramo da hotelaria e restauração as coisas não estão a correr como seria desejável». É por isso que «fazem falta muitas sessões como esta para que todos nos consciencializemos disto». Ciente da situação atual, recordou que «vender é difícil, mas vender um produto que tem qualidade, no mercado global, não será assim tão difícil». É necessário que «os empresários se adaptem à situação presente e se modernizem». Numa intervenção de esperança, lembro que «temos boas instalações, qualidade ambiental, produtos gastronómicos de excelência».
«ITINERÁRIO DE
WORKSHOPS»
WORKSHOPS»
Fernando Silva, em nome da ADIRBA, explicou o que estão a tentar fazer. Foi «apresentado um projeto comunitário, no âmbito transfronteiriço», cujo objetivo «é o retorno à ruralidade». É um plano «tão vasto que houve necessidade de elencar um conjunto de atividades dentro desse território», de modo a dar «substancia ao desenvolvimento sustentável e à repovoação do território». O propósito inicial «foi eleger um itinerário de workshops, centrados na região barrosã». Tentamos «o retorno às origens, mas num novo imaginário, com formação, conhecimento e ferramentas adaptadas ao tempo presente». Neste território «a ideia foi pegar em algumas das atividades que nós pensamos terem potencial empresarial». O turismo «foi logo um dos temas escolhidos, nas suas vertentes mais diversificadas». No seu discurso lembrou algumas riquezas que, no seu entender, devem ser tidas em conta. Abordou a questão do «gado barrosão, do artesanato, o património de granito, e outras riquezas transversais ao turismo». A terra pode «ser rica, o território pode ser deslumbrante, mas se não houverem pessoas, não é possível fazer nada».
«PARCERIAS COM LEALDADE»
A ideia foi refletir sobre a problemática do turismo, no contexto do território, e ver «o que podemos fazer para melhor». É certo «e difícil que sozinhos não vamos a lado nenhum». É necessário um «preceito de nos sabermos juntar, aglutinar». Nessa linha, «deixar de ter inveja uns dos outros, olhar para o lado e ver num concorrente uma parceria, com lealdade». É preciso ter a «capacidade de regenerar, fazer negócio e ser empresários».
«VENDEMOS SONHOS»
David Teixeira, diretor do Ecomuseu de Barroso, frisou que o grande objetivo da sessão foi «conversar e partilhar experiências sobre técnicas de promoção no setor do turismo». Isso significa que «são técnicas de promoção de um negócio, uma ideia é algo para vender». Nessa linha, focou que «ninguém gosta daquilo que não conhece», por isso, defendeu, «é preciso que num primeiro momento nós próprios gostemos daquilo que fazemos e temos». Só assim é «possível passar essa emoção aos outros». Foi «um desafio de reflexão lançado a todos» e o «primeiro objetivo, de reunir os empresários, está conseguido». Mais do que «um debate, é uma partilha de experiências». Em análise, concluiu que «nós não sabemos comunicar» e temos que «saber comunicar mais e melhor». David Teixeira, resumiu o desafio com uma máxima estudada no turismo: «em turismo vendemos sonhos, vendemos experiências».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44