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Paredes do Rio - Segada e Malhada do Centeio 2013
Voltou a realizar-se na aldeia de Paredes do Rio, freguesia de Covelães, concelho de Montalegre, mais uma tradicional segada e malhada de centeio. Inserida no programa das "Festas Concelhias 2013", promovida pela Associação Social e Cultural de Paredes do Rio (ASCPR), contou, entre outros, com o apoio da Câmara Municipal de Montalegre e Ecomuseu de Barroso. José Carlos Moura, presidente da coletividade promotora, «agradeceu a todos os presentes o empenho em mais uma segada e malhada». Nesse sentido, acrescentou que «é com orgulho que representamos as tradições» e «não há nada melhor do que defender aquilo que somos: gente de trabalho e gente unida». Todos os eventos culturais realizados «envolvem trabalho e dedicação o ano inteiro», por isso «o reconhecimento estende-se a todos os envolvidos que tornam estas atividades possíveis».
«TRABALHO EXCELENTE»
Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal, reconheceu a «importância da preservação das tradições» e «agradeceu a todos aqueles que tudo fazem para as manter vivas». Nessa linha, e tendo em conta a ASCPR, afirmou que «só tem obra quem faz por ela e quem trabalha: é o caso desta estrutura!». Em retrospetiva, lembrou que «esta aldeia foi das primeiras a integrar-se no projeto Ecomuseu, das primeiras a ter serviço social e das primeiras a criar uma referência grande no Parque Nacional da Peneda Geres (PNPG)». Por outro lado, «a associação tem um trabalho excelente e é preciso continuar e dar seguimento ao que foi feito até aqui». Ciente do panorama atual, salientou que, «nos dias de hoje, impera ajudar quem mais precisa, estamos numa altura difícil e é preciso ter muita força na família, na aldeia, no país».
«NINGUÉM PODE PASSAR FOME»
A propósito da dificuldade da ASCPR «suportar alguns encargos que não são assumidos pela segurança social», Fernando Rodrigues referiu que «é mesmo essa a missão», porque «uma instituição de solidariedade social que só faz “contas de mercearia” é negócio». Empolgado, afirmou que «há gente a pedir para comer e que cabe aos representantes das freguesias detetar as situações». Nesta terra «somos todos família, temos que nos ajudar uns aos outros, ninguém pode passar fome: seja bêbado, maluco ou fino, preguiçoso, drogado, deste partido, da oposição... ninguém!». É a essa premissa que «este tipo de associações tem que se agarrar, promovendo o respeito pela dignidade humana, com o olhar focado nos outros, empenhadas em descobrir os problemas e as soluções».