O líder do CDS/PP, tal como sucedeu em anos anteriores, visitou a Feira do Fumeiro de Montalegre onde revelou satisfação pelo que encontrou. Atrás de Portas, muitos jornalistas em busca de um comentário, do homem forte dos centristas, sobre o alegado envolvimento de José Sócrates no caso Freeport. A resposta foi lacónica: «À justiça o que deve ser tratado na justiça».
O penúltimo dia da XVIII Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso, certame que ocorre na vila de Montalegre até este domingo, recebeu a visita, tal como tinha sucedido, por exemplo, o ano passado, de Paulo Portas, presidente do CDS/PP. Depois da observação dos stands e dos cumprimentos da praxe, o líder dos centristas não quis comentar o alegado envolvimento de José Sócrates sobre o caso Freeport, salientando que está preocupado com o país e não com a situação do primeiro-ministro.
Rodeado de jornalistas, Portas limitou-se a afirmar: «à justiça o que deve ser tratado na justiça», para de seguida reforçar: «ao presidir ao CDS, nesta circunstância, aquilo que me preocupa é a situação do desemprego, é a situação das pequenas e médias empresas, é o abandono dos agricultores, é a insegurança crescente, é a falta de paz nas escolas, é a carga fiscal a mais». Sem se deter, ressalvou: «são essas políticas pelas quais eu responsabilizo José Sócrates». Os jornalistas insistiram, mas Portas repetiu: «à justiça o que deve ser tratado na justiça».