Mais de uma centena de castanheiros foram plantados nos Casais da Veiga, Montalegre. Uma aposta inserida num projeto mais abrangente de arborização do concelho que abraça 5.000 árvores. Orlando Alves, presidente da Câmara, defende que «estamos a desprezar uma riqueza» de um recurso que poderia dar independência financeira às gerações vindouras.
Na semana que assinala o "Dia Mundial da Árvore", o município de Montalegre mostra um projeto de arborização do concelho. Ao todo são 5.000 castanheiros «para plantar e para oferecer», anuncia Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal. O autarca foi observar a plantação de uma centena de castanheiros numa zona instalada nos Casais da Veiga, na União de Freguesias de Montalegre e Padroso. O autarca refere que estamos perante «uma mais valia que se introduz no nosso território. É um enriquecimento patrimonial. É investimento para o futuro, para os vindouros».
ARBORIZAÇÃO DO CONCELHO
O concelho de Montalegre detém 80% de área baldia. Uma enorme mancha que está a ser desprezada, lembra Orlando Alves: «é um potencial de riqueza muito forte. Se nós soubéssemos aproveitar devidamente o baldio, se tivéssemos uma estrutura florestal à nossa retaguarda, que aproveitasse este querer do povo e das autarquias e nos acompanhasse tecnicamente, os vindouros, por 20 anos, podiam estar a viver só da floresta». A convicção do líder do executivo municipal é ilustrada pelo exemplo que recolhe na zona nórdica do planeta: «isto é uma riqueza que nós desprezamos e que é algo que não acontece, por exemplo, nos países nórdicos, que já são ricos por natureza, devido aos seus recursos naturais, mas que investem no património florestal e exportam». Todavia, apesar da fraca aposta florestal, lembra Orlando Alves, o país ainda recolhe muitos dividendos com este recurso natural: «Portugal que é um país mediterrânico, propenso a incêndios devastadores, também somos exportadores de madeira. É um dos grandes recursos do país». Com isto, conclui Orlando Alves, «a madeira pode ser, no futuro, o nosso petróleo». Recorde-se que o executivo municipal de Montalegre tem na floresta uma das bandeiras do seu mandato ao qual, ainda recentemente, publicitou a transferência de um milhão de euros para o desenvolvimento não só da floresta como da pecuária e agricultura.