O júri do prémio literário Bento da Cruz, constituído pelos professores doutores Fernando Pinto do Amaral, na qualidade de presidente, Manuel Frias Martins e Maria Carlos Loureiro deliberou, por unanimidade, atribuir o referido prémio aos romances "Vamos então falar de árvores", da autoria de João Carlos Costa da Cruz, sob o pseudónimo Teotónio S., e "O espírito das vacas", de Abel Neves, sob o pseudónimo Matilde.
A cerimónia de entrega destes prémios terá lugar no feriado municipal, 9 de junho, no salão nobre dos Paços do Município, com a presença dos membros do júri.
Segundo o júri, o primeiro «revela uma apreciável riqueza de linguagem e uma original estruturação narrativa. A região de Barroso é um pano de fundo sempre presente, ao qual o autor acrescenta cativantes registos psicológicos das personagens». O segundo trabalho, na ótica do júri, trata-se «de uma obra com uma linguagem telúrica e em que a atmosfera local do Barroso adquire uma dimensão universal, com uma profunda ligação à natureza».
Assim sendo, estamos perante os vencedores, ex-aequo, da primeira edição do "Prémio Literário Bento da Cruz", sendo que concorreram um total de 51 obras literárias, distribuídas por romance, conto, novela, poesia e ensaio. O prémio consta da atribuição do valor pecuniário de 10 mil euros que, neste caso, será dividido pelos vencedores. Além da primeira distinção, o mesmo júri deliberou, ainda, atribuir três menções honrosas às obras "Juanita no seu corcel” (romance), de Orlando Artur Ferreira de Barros, “A memória das cinzas” (poesia), de Joaquim Fernando Rana Fitas, e “ Minas da Borralha:1900-1951” (ensaio), de Pedro Miguel Gonçalves de Araújo.