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Presidente entrevistado pela RTP: «Não nos resignamos!»
29 Janeiro 2014
No programa da RTP "Aqui Portugal", realizado na última edição da Feira do Fumeiro, o presidente da Câmara de Montalegre foi entrevistado, por largos minutos, onde deu conta do atual estado do concelho. Orlando Alves aproveitou para voltar a lançar o desafio ao governo no sentido de virar as baterias, de uma vez por todas, para o mundo rural.
Uma das partes do programa da RTP "Aqui Portugal", realizado a pretexto da XXIII Feira do Fumeiro de Montalegre, esteve consagrado numa entrevista ao presidente da autarquia. Em tom informal, Orlando Alves, à conversa com o apresentador Jorge Gabriel, percorreu parte do pavilhão multiusos dando conta do diagnóstico do concelho. No leque de considerandos foram abordados temas como a EN103, ligação à A24, opções do governo, esvaziamento de serviços, hotelaria, entre outros.
O líder do executivo municipal começou por definir a "rainha do fumeiro" como «a verdadeira montra do mundo rural». Orlando Alves sustenta que «é Montalegre no seu melhor» onde «podemos assistir a um grande abraço de solidariedade entre a ruralidade e a urbanidade».
«ESTADO DEMITE-SE
DAS SUAS FUNÇÕES»
Rodeado pela atmosfera do certame, Orlando Alves lembrou que «Portugal é grei, é o povo», isto para referir que a Câmara de Montalegre não desarma em relação às pretensões que quer implementar no território: «estarei na primeira linha a denunciar aquilo que devia ser feito e nunca foi feito». Portugal «devia virar-se para o mundo rural», alerta, dado que «é a parte onde os portugueses podem ser mais felizes». Orlando Alves arregaça as mangas do discurso ao defender que «são horas de ganharmos consciência» porque «dois terços do território estão sem gente». Isto levou o edil a afirmar que «o Estado demite-se das suas funções».
«SEREMOS SEMPRE OS
MOICANOS DO BARROSO»
A ligação à A24 foi tema que mereceu prosa mais demorada. Orlando Alves criticou o novo formato do próximo quadro comunitário que «inviabiliza a construção de acessibilidades». Lembra que Montalegre contribui «com 200 milhões de euros para o PIB nacional», com a produção de energia elétrica, verba que de nada vale porque «nem a EN103 foi valorizada», bem como «a ligação a Chaves que empancou». Este contexto foi comunicado, recorda, «ao Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional», que esteve na abertura deste evento.
Todavia, apesar destes contratempos, o presidente do município deixou palavras de conforto e de esperança para o futuro: «tudo vale a pena. Seremos sempre os moicanos do Barroso. Não nos resignamos e faremos de tudo para que isto se inverta. Faremos de tudo para dar vida à nossa terra porque ela é muito bonita, como é bonito todo o mundo rural».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44