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Presidente no País de Gales
Fernando Rodrigues viajou ao País de Gales, mais concretamente à jovem Powys, criada em 1974, que alberga os antigos condados de Montgomeryshire e Radnorshire, grande parte de Brecknockshire e uma pequena área de Denbighshire. Trata-se da principal região de País de Gales, rural e montanhosa, plantada junto a Birmingham, segunda maior e mais importante cidade do Reino Unido.
Foi aqui que o autarca esteve, entre 8 e 12 deste mês, a participar numa conferência cuja reflexão passou por tentar encontrar medidas de combate às assimetrias existentes na Europa de modo a encontrar-se uma plataforma conjunta e, com isso, trocar experiências em áreas como a inovação, economia do conhecimento, ambiente e prevenção de riscos.
ECOMUSEU DE BARROSO
REPRESENTA PORTUGAL
Esta oportunidade resultou de uma candidatura, saída do programa comunitário Interreg IV C, onde figuram projetos e representantes de países como a Polónia, Eslovénia, Escócia, Itália, França, Reino Unido, Suécia e Bulgária. A juntar a estes, estava ainda a Espanha, através do INORDE, e em nome de Portugal a ADRAT, com o projeto do Ecomuseu de Barroso.
As reações de Fernando Rodrigues centram-se em questões de cariz geral: «o nosso Sol é mais bonito. Aqui também encontrei lameiros, mas não tem regos…rega o São Pedro; as ovelhas são como cogumelos; uma exploração agrícola tem, em média, 200 hectares; encontrei estradas como a EN103 e outras parecidas com a nossa da Mourela; a iluminação pública é modesta. As casas mais dispersas não têm luz à porta; nos armazéns e estábulos, nem pensar; o comboio (são privados) de Birmingham para Powys, para fazer 85km, demorou duas horas e meia. Parou em todo o lado. Mudamos duas vezes. Para quem critica tudo em Portugal…».
DESENVOLVIMENTO
RURAL E COOPERAÇÃO
Sublinhar que os objetivos destes projetos passam pelo fomento do desenvolvimento rural e pela cooperação em zonas de baixa densidade populacional. É nesta matriz que as ideias são canalizadas para a promoção do empreendedorismo rural; desenvolvimento das PMEs; produção de alimentos e formação culinária; boas práticas empresariais na área do ambiente natural; preservação e promoção culturais; preservação da fauna e da flora e atratividade turística.
Ao longo da conferência, onde o presidente Fernando Rodrigues marcou presença, e após a visita a alguns projetos no terreno, a somar às exposições e debates, entendeu-se que «deve haver mais apoio e, também, mais acompanhamento dos projetos em execução». Foi salientada a «necessidade de auditar e investigar para cooperar e ensinar pela experiência». A par destas notas, foi também reclamada a necessidade de «normalizar a acreditação e certificação de áreas e produtos».
UNIÃO EUROPEIA
APOSTA FORTE NAS PMEs
Outra conclusão estabelece que a União Europeia (UE) e os governos que a compõe, devem direcionar os apoios para as PMEs (Pequenas e Médias Empresas), dado que empregam 75% dos trabalhadores ao mesmo tempo que constituem 99% das empresas da UE. A reboque foi ainda referida a necessidade de compensar as boas práticas; estabelecer apoios públicos através de parcerias público-privadas para utilizar e explorar determinadas atividades não rentáveis; concessionar serviços públicos a privados como forma de evitar o seu encerramento nas zonas desertificadas; conceder benefícios fiscais às PMEs para criação de emprego, como fonte de fixação e combate à desertificação; apoiar o investimento; criar iniciativas públicas ou privadas que polarizem de forma a tornarem apetecíveis e rentáveis negócios na região e apostar no marketing regional pelas agências oficiais governamentais.
Por fim, referir que o projeto do Ecomuseu de Barroso, com enfoque na nossa terra, na gente, na cultura e nos produtos locais, e como é que tudo isto se organiza para promover o desenvolvimento, foi escolhido e ganha grande simpatia e curiosidade entre os parceiros, pela sua especificidade e singularidade de algumas das suas atividades.