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Primeiro encontro do CEIBAT
07 Maio 2012
Teve lugar, na sede do Ecomuseu de Barroso, Montalegre, a primeira reunião do Centro de Estudos Interdisciplinares de Barroso e Alto Tâmega (CEIBAT). Na sessão estiveram presentes os órgãos sociais do projeto e esta foi conduzida pelos elementos das três entidades promotoras: Ecomuseu de Barroso, Universidade Lusófona do Porto e Associação para o Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (ADITEC). Um momento que serviu para colocar ideias na mesa e tecer planos para o futuro.
O espaço Padre Fontes, sede do Ecomuseu de Barroso, em Montalegre, acolheu a primeira reunião do Centro de Estudos Interdisciplinares de Barroso e Alto Tâmega (CEIBAT). Estiveram presentes os órgãos sociais do projeto e foram expostas as ideias e planos a pôr em prática. Recorde-se que neste desígnio estão envolvidos Ecomuseu de Barroso, Universidade Lusófona do Porto e Associação para o Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (ADITEC).
«CRISTALIZAÇÃO»
Orlando Alves, vice presidente da Câmara Municipal de Montalegre, encara este primeiro encontro como «uma reunião preparatória para a cristalização» e «organização de um plano de atividades». Juntos pensaram «num programa que revele o quanto este centro de estudos tem a dinâmica e o interesse de desenvolver ideias catalisadoras de progresso e desenvolvimento». À conversa estiveram «pessoas portadoras de ideias de excelência». O passo seguinte é «continuar a trabalhar e apostar» em ideias que tenham «o sucesso devido», afirma.
«NINGUÉM DISSE
O MOMENTO DE VOLTAR»
Tendo em mente o logótipo do CEIBAT, David Teixeira, diretor do Ecomuseu de Barroso, entende que «este projeto passa um pouco por este olhar». Um olhar que «é de dentro para fora», mas que «pretendemos que seja também valorizado de fora para dentro». Em 10 anos de Ecomuseu, recorda o trabalho de «investigação, valorização e mentalização do valor do património». Com um olho no passado, desvenda que quando estudou em Montalegre «tentaram convencer-me que, para ser alguém, tinha que sair daqui». Contudo, com o passar do tempo «ninguém falou quando é que era o momento para voltar». É nessa linha que defende que «gostava de tentar inverter» a situação. Os momentos de crise «são, de facto, momentos de se repensar atitudes». Apesar de «não conseguirmos, até hoje, fazer muito daquilo que queríamos, mas foram feitas muitas coisas». É, «talvez, por essas coisas todas que foram feitas nestes anos, que isto ainda tem potencial e tem o desenvolvimento que outras regiões já não têm», reforça.
«QUE DESAFIO LHES
PODEMOS DAR?»
Tendo em conta as «realidades que podem influenciar o nosso plano de atividade», David Teixeira alerta que «temos muita gente licenciada neste momento, que tinha hipótese e alternativa de trabalho fora e que neste momento não tem». As perguntas que ficam são: «o que é que podemos fazer com eles? Que desafio é que lhes podemos dar?». Aperfeiçoar e «aprofundar conhecimentos, abrir novas áreas de trabalho poderá ser uma perspetiva interessante para pós-graduações e mestrados». O Ecomuseu de Barroso «pretende, um pouco, inverter esse ciclo e assumir que é possível que as pessoas tenham que sair para aprofundar conhecimentos, para obter novas experiencias». Contudo, «depois todo esse conhecimento tem que ser posto ao serviço do desenvolvimento local, na perspetiva de criar novos projetos empreendedores, no sentido de mudar atitudes e, sobretudo, no sentido de fazer conhecimento, de aumentar o saber e a massa critica dentro do concelho».
«UNIVERSIDADE
FORA DOS LIMITES»
David Teixeira sublinha que é objetivo do CEIBAT «trazer a universidade para fora dos limites da universidade». Fica assim em aberto «o lançamento de uma pós graduação, com possibilidade de continuação em mestrado, em Montalegre». Outro ponto importante é «o apoio científico que a universidade pode conceder a eventos que se realizem cá».
«OPORTUNIDADES NÃO
VÃO FALTAR»
Artur Costa, diretor da faculdade de ciências naturais, engenharias e tecnologias da universidade lusófona do Porto, recorda que «o projeto do CEIBAT mereceu acolhimento na universidade» e, por esse motivo, «estamos aqui para nos conhecermos, projetar ideias e chegar a algum resultado». Como engenheiro, mostrou-se «preocupado com a quantificação das coisas» e ressalva que «estamos aqui para concretizar». Na mesma linha partilha que «vejo aqui coisas de enorme potencial, com um futuro imenso pela frente… tenhamos nós capacidade para as agarrar, pois oportunidades não vão faltar».
SENTIDO DE OPORTUNIDADE
ALÉM FRONTEIRAS
Vice presidente da Associação para o Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (ADITEC), Fernando Silva, comenta que «quando pensamos neste projeto a ideia era criar aqui uma unidade que, servindo-se do património físico, espaço e condições, fosse capaz de trazer para cá experiências de parcerias e cooperação». Esta ideia não fica apenas restrita ao espaço nacional, pois é notória «a riqueza transfronteiriça». Esta reunião serviu para «hibernar sobre alguns projetos e verificar a execução, no sentido de oportunidade», conclui.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44