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Proibido caçar este domingo na Zona de Caça Municipal
17 Outubro 2014
A falta de resposta atempada por parte do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), para renovar a licença da concessão da Zona de Caça Municipal, impede este domingo a prática da caça a todos os caçadores. Uma «situação confrangedora que viola os direitos e os interesses dos caçadores», afirma o presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves. O autarca lança duras críticas ao poder central que demorou «seis meses» a dar uma «simples resposta» que só chegou esta semana.
Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, está inconsolável com a postura do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) que demorou «mais de seis meses» para constatar que havia uma falha no processo de renovação da concessão da Zona de Caça Municipal. Um facto «lamentável», argumenta o presidente, que obriga, este domingo, à proibição de caçar neste espaço territorial. Agastado, Orlando Alves explica como foi possível chegar-se a esta situação: «a concessão da Zona de Caça Municipal terminava este mês (dia 11), isto é, a "Municipal" é uma zona de caça concessionada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Há meio ano, desde o mês de maio, que a Câmara de Montalegre tem vindo a insistir, junto do Instituto, no sentido de atempadamente ser renovada a concessão municipal. Não o fizeram! Com o aproximar da data, fomos ainda mais insistentes, junto da direção do ICNF, e só agora, no dia 14, é que nos mandam a informação dizendo que não foi possível fazer a renovação porque faltava uma assinatura de uma parceria que temos com o Clube de Caça e Pesca "Os Barrosões". Demoraram mais de seis meses para constatar que havia esta falha. Fomos igualmente informados que até que a situação não seja regularizada, a Zona de Caça Municipal fica suspensa».
CARICATO E POBRE
Orlando Alves não se conforma com o sucedido. Para o edil estamos perante «uma situação confrangedora que viola os direitos e os interesses dos caçadores» e que «defrauda a relação que tem que existir entre o município e os órgãos da Administração Central». Para o presidente da autarquia «é tudo muito caricato, muito pobre». Sempre no mesmo tom, disparou: «demorar seis meses para tomar uma decisão tão simples é algo com que eu não me posso conformar. Alguém terá que assumir estas responsabilidades. A Câmara de Montalegre não as assume porque fez tudo, a tempo e horas, para que a renovação acontecesse».
«SE PARA ISTO É PRECISO LEVAR DOCUMENTOS
A LISBOA...VOU ALI E JÁ VENHO!»
Perplexo com o desfecho, Orlando Alves acrescentou: «uma conclusão lamentável que retiro é que se para isto é preciso levar documentos a Lisboa, vou ali e já venho! É destes exemplos que radica muito o atraso em que o país está e a situação de escravatura que quase todos estamos vivendo. É uma situação que não se entende e que só acontece porque ainda ninguém teve a coragem de fazer no nosso país a regionalização, criar governos de proximidade para que as decisões sejam tomadas neste espaço geográfico, evitando, desta forma, todo este descomando, este descalabro». A fechar, o presidente do município deixou a garantia que tudo está a ser feito para que este impasse seja ultrapassado: «estamos a fazer todos os esforços para que toda esta situação seja equacionada como tem que ser e que seja resolvida o mais rápido possível porquanto a Administração Central tem aqui todas as responsabilidades e não podemos consentir que os sacrificados sejam sempre os mesmos».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44