Na sequência de uma parceria que tem mantido com o Ecomuseu de Barroso, a Câmara Municipal de Montalegre volta a promover a "couve troncha". O desafio passa por entregar, nas instalações do Ecomuseu, uma cópia de fatura de 15 euros, despesa feita no comércio local, e em troca receber duas couves provenientes da Quinta da Veiga.
Com a crise a estalar por todo o lado, a autarquia de Montalegre decidiu manter a campanha de promoção da "couve troncha" dos últimos anos. Uma decisão que visa despertar para a consciência de aplicar despesa, sempre que possível, na terra. Por outro lado, é uma boa oportunidade de dinamizar a potencialidade que existe nos produtos locais. Neste sentido, quem visitar Montalegre até ao Natal leva para casa dois belos exemplares de um produto 100% natural. Para tal, basta apresentar uma fatura no valor de 15 euros, verba gasta no comércio local.
COUVE TRONCHA
A couve troncha, devido ao seu alto e valioso valor nutricional, é um dos principais legumes utilizados na medicina tradicional desde a antiguidade. Julga-se mesmo que na antiguidade, em algumas civilizações, esta couve era utilizada somente com o fim medicinal e não gastronómico. Nas antigas civilizações da Grécia e Roma costumava-se comer esta couve antes de uma refeição farta, ou simplesmente para prevenir doenças do estômago ou uma indisposição. Mais tarde, no final da Idade Média, após este vegetal ter ganho uma grande popularidade entre os povos europeus, surge o termo "médico do povo" associado à couve. A couve era utilizada para a cura das mais diversas enfermidades e havia ainda a ideia de que comer couve diariamente evitaria o aparecimento de doenças.
No presente, estudos e investigação têm revelado que a utilização das couves para a cura e prevenção de certas enfermidades é realmente eficaz devido à sua composição nutricional ao mesmo tempo que pode ser um anti-inflamatório, antibiótico e anti-irritante natural.