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Raça barrosã brilhou na AGRO 2016 (Braga)
06 Abril 2016
Exemplares bovinos de raça barrosã brilharam na última edição da AGRO (Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação) realizada por estes dias na cidade de Braga. Os animais viajaram de Salto, terra onde reside o solar da raça. Para Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, estamos a falar de uma «marca identitária do concelho» na qual o executivo «tem em marcha um regulamento que visa preservar esta raça».
O concelho de Montalegre esteve representado na 49.ª Feira Internacional de Agricultura, Pecuária e Alimentação (AGRO) feita, por estes dias, no Parque de Exposições de Braga, com exemplares bovinos de raça barrosã, oriundos da vila de Salto, cujo proprietário é João Campos. Falamos da principal feira agrícola do país, organizada no norte de Portugal, que integra a elite das feiras representadas na UFI e Eurasco. A presença da raça barrosã é para a organização da Agro, «um dos pilares de sucesso da feira, uma vez que tenta caraterizar-se com uma presença significativa de animais, de raças como esta. Há a exposição dos animais e a participação em concursos de relevo a nível nacional, que visam premiar o esforço que os produtores têm durante todo o ano», argumenta José Carlos Coutinho, diretor-geral da InvestBraga - Agência para a Dinamização Económica, EM.
APLAUSO AOS CRIADORES
José Vieira Leite, médico veterinário e Secretário Técnico do livro genealógico da raça barrosã, reconhece o esforço, por parte dos criadores, numa altura em que o cenário não se afigura famoso para quem tem esta espécie animal, uma vez que «existem alguns problemas que não se conseguem ultrapassar. Há a medida agro alimentar, onde as pessoas podiam receber mais dinheiro e aumentar os efetivos, e nos próximos cinco anos, isso não irá acontecer», disse. Todavia, enalteceu toda a dedicação que os produtores de Montalegre têm na preservação desta raça autóctone: «estes criadores fazem um esforço enorme em manter raças que estão próximas da extinção - com um efetivo de 7.500 fêmeas reprodutoras». José Vieira Leite Salientou os prémios que, consecutivamente, Salto arrecada com a participação dos animais em concursos pecuários, tarefa hercúlea pois «não é lucrativo criar um animal, para participar nos concursos».
INCENTIVO CAMARÁRIO
Por sua vez, Orlando Alves, presidente do município de Montalegre, sublinhou que esta raça é uma marca identitária do concelho, e neste sentido, o executivo tem em marcha um regulamento que visa preservar esta raça e que urge preservar: «os criadores pecuários que se dedicam às raças autóctones e que o fazem com muito esforço, vaidade, dedicação e com prejuízos manifestos no encaixe financeiro, terão por parte da autarquia, brevemente, um gesto de simpatia e reconhecimento para com eles, com a atribuição de uma compensação financeira, por cada exemplar que nasça».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44