O Ecomuseu de Barroso – espaço padre Fontes, em Montalegre, foi palco de uma reunião entre o executivo municipal e os presidentes das juntas de freguesia do concelho. Em cima da mesa estiveram assuntos relacionados com o património, disperso pelo território, da responsabilidade da autarquia: as escolas.
Teve lugar em Montalegre, no Ecomuseu de Barroso – espaço padre Fontes, uma reunião entre os presidentes de junta de freguesia do concelho e o executivo municipal. Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal, esclareceu que o motivo deste encontro se justifica pelo facto de «não fazer sentido as escolas continuarem fechadas, a degradarem-se a cada dia que passa, e nós ficarmos de braços cruzados à espera que o desastre aconteça». Nessa linha, explicou que «os serviços da Câmara fizeram o apanhado da situação que se verifica em todo o património escolar e essa situação foi dada a conhecer a todos os presidentes de junta». O autarca fez ver aos representantes do poder local que «o propósito da Câmara é fazer com que este património não seja devassado e haja alguém que assuma a sua conservação». Sendo a venda «o processo mais linear», Orlando Alves salientou que «o diálogo e a articulação com os representantes das freguesias é impreterível para averiguar outros interesses». Para o edil, «faz todo o sentido que as juntas de freguesia, associações e conselhos diretivos de baldios se pronunciem para ocupar o espaço». Essa questão fica solucionada com a «elaboração de um protocolo, com o compromisso de que, de cinco em cinco anos, o património que for cedido será alvo de uma avaliação para aferir o estado de conservação».