A associação Aventura da Saúde (Braga), em colaboração com o pólo de Salto do Ecomuseu de Barroso – Casa do Capitão, promoveu a XIX Festa do Cogumelo e da Castanha. Um evento que reuniu cerca de uma centena de pessoas num fim de semana repleto de atividades.
Decorreu na vila de Salto, concelho de Montalegre, a XIX Festa do Cogumelo e da Castanha. A iniciativa, organizada pela associação Aventura da Saúde de Braga em colaboração com o pólo de Salto do Ecomuseu de Barroso – Casa do Capitão, apresentou várias atividades como tertúlia, exposição (espécies vivas, cartazes, bibliografia), passeio micológico, animação, jantar e workshop. Ao todo mais de uma centena de participantes tiveram oportunidade de observar a riqueza extraordinária que pode ser encontrada na natureza do Barroso.
ATIVIDADE ITINERANTE
Amaro Rodrigues, presidente da direção da Associação Aventura da Saúde de Braga, explicou a escolha de Salto para a realização do evento: «primeiro porque tem uma grande variedade de cogumelos e o necessário enquadramento para se realizar toda a atividade; depois porque existe o Ecomuseu, com o que lhe está associado em termos de aspetos ligados á tradição». Uma ação, defendeu o organizador, «que correu bem e onde tivemos cerca de 100 participantes». Amaro Rodrigues destacou que estamos perante uma «atividade itinerante», que «nunca acontece no mesmo sítio» e onde existem «sempre muitas solicitações». Por fim, lembrou que «fomos a primeira associação do país a tratar esta temática».
«MAIOR QUANTIDADE
E DIVERSIDADE»
Para percebermos melhor esta aposta falamos com José Duarte, especialista em micologia, que deixou estas breves considerações: «as espécies são sempre uma atração, tivemos quantidade e alguma diversidade. Esta zona é muito favorável. Aquilo que vimos, comparado com aquilo que vemos, nomeadamente na minha área, zona de Braga, até encontramos maior quantidade e diversidade. Encontramos os “boletos” que vocês aqui chamam níscaros, uma quantidade razoável. Logo no dia em que chegamos, demos um saltinho aos lameiros e encontramos “agaripus”, daqueles enormes, que não é muito fácil encontrar. Penso que aqui é uma zona que promete bastante para quem se dedica á área da micologia».
NOTA: Parte das fotos são da autoria de Fernando Beça