Casa cheia no auditório da biblioteca municipal de Montalegre para assistir a um sarau cultural cujo tema girou na frase "Estou Livro/e". A noite foi recheada de poesia e musica com intervenientes locais. O público foi convidado a contribuir com livros que revertem para a "Biblioteca Aberta de Pitões das Júnias".
O auditório da biblioteca municipal de Montalegre encheu para assistir ao sarau cultural com o tema “Estou Livro/e”. A iniciativa foi enquadrada no projeto de estágio - "Formação Prática em Contexto de Trabalho" - de três formandas do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) com o apoio da biblioteca municipal. Luís Pedreira e Tiago Branco, artistas da terra, foram os protagonistas na área musical. No recital de poesia ouviram-se textos de autores bem conhecidos, como Camilo Pessanha ou Fernando Pessoa, entoados por vozes da terra.
«NOITE BRILHANTE»
Em representação da Câmara Municipal de Montalegre, Fátima Fernandes, vereadora da educação, considerou que foi «uma noite brilhante». Esta iniciativa foi o culminar de uma formação e a «prova de que é sempre tempo de aprender» desde que haja «vontade e perspetiva de vida». A responsável salientou a importância e o apoio da biblioteca municipal que acaba por ser «uma rampa de lançamento para estas formandas» ao mesmo tempo que felicitou toda a equipa de trabalho pelo acolhimento proporcionado. Para Gorete Afonso, responsável pela biblioteca municipal de Montalegre, foi «um momento de democratização cultural». A cereja no topo do bolo foi «a contribuição para um projeto que acaba de nascer».
CAUSA NOBRE
A população da aldeia de Pitões das Júnias vai receber as dezenas de livros angariados através deste sarau cultural. Vão ajudar a preencher as prateleiras da “Biblioteca Aberta de Pitões das Júnias». Depois de ter explicado o novo projeto, Lúcia Jorge, presidente da junta de freguesia, agradeceu o gesto: «estou muito grata por esta magnífica atividade. Queremos que os nossos habitantes se encontrem com os livros». A iniciativa “Um Livro para Pitões”, lançada por um apaixonado pelo Parque Nacional da Peneda-Gerês, foi o primeiro passo e já começou a dar frutos, têm «chovido livros», rematou.