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Seminário - 'Que futuro para o mundo rural?'
20 Junho 2014
Integrado no programa comemorativo do feriado municipal, foi realizado, no pavilhão multiusos de Montalegre, um seminário aberto à comunidade onde foi debatido o desenvolvimento local rural. Uma tarde de reflexão «muito bem integrada no conjunto das atividades planeadas para a celebração do dia do município», defendeu o presidente da autarquia, Orlando Alves.
Uma das salas do Parque de Exposições e Feiras de Montalegre acolheu um seminário que fez um conjunto de reflexões sobre o atual momento agrícola na região. Uma tarde com alguns convidados de renome, entre eles, Vítor Barros e Fernando Oliveira Baptista. O encontro, moderado pelo barrosão António Chaves, girou em torno desta questão: "Que futuro para o mundo rural?". As respostas pisaram temas como sustentabilidade económica, social, cultural e ambiental.
«PAINEL INTERESSANTÍSSIMO»
A abrir a sessão esteve o presidente da Câmara Municipal de Montalegre. Orlando Alves lançou uma série de interrogações: «Que futuro para o mundo rural significa e quer dizer: que futuro para a nossa terra? Que futuro para nós todos? Que futuro para os nossos filhos? Que futuro para este património que está nas nossas mãos preservar? É um tema que, de facto, é muito atual e que foi muito bem integrado no conjunto das atividades planeadas para a celebração do dia do município». O autarca lembrou que o dia foi iniciado a homenagear «os autarcas de freguesia que deram o melhor de si próprios às suas localidades, dotando-as das infraestruturas todas que o Barroso era carente». Uma sessão de todo justificada: «avançamos para esta tertúlia, discutindo coisas sérias. Depois de termos dotado a terra com as infraestruturas necessárias ao bem estar das nossas gentes, agora é a altura de pormos estes jovens licenciados a trabalhar connosco e a discutir com os políticos e agentes económicos». Orlando Alves fez questão de sublinhar que estivemos perante «um painel interessantíssimo» e «onde a ANIMAR teve uma participação muito forte». No reforço, o presidente da Câmara de Montalegre referiu: «até no nome, esta associação de desenvolvimento rural foi feliz. Nós precisamos de quem nos ajude a sair desta depressão e nos ajude a refletir. Tivemos uma tarde de reflexão e de conclusões. Espero que saiam daqui jovens motivados a agarrar o seu próprio futuro».
TEM A PALAVRA
Vítor Barros – Orador
«É possível chegarmos a patamares de maior desenvolvimento, embora não seja uma tarefa fácil porque vai ser com menos serviços públicos, com menos construção civil. É mais difícil, mas há muitas ideias. Temos é que começar a ter algum pensamento estratégico. É isso que tem faltado. O poder autárquico está muito desperto para esta questão do desenvolvimento. Já se fizeram muitas obras. Agora estão mais virados para a parte imaterial, para o desenvolvimento e para a fixação das populações. Este é um requisito base para podermos avançar mais rapidamente».
Fernando Baptista – Orador
«Tive muito agrado em participar e, sobretudo, interessa este esforço que está a ser feito para induzir desenvolvimento na partir de baixo, tentando sensibilizar os jovens para correr riscos, mas também para pegar em heranças familiares e dar-lhes outro caminho. É aí que se enraíza o novo desenvolvimento, seja na agricultura, seja no turismo ou restauração. Importa aproveitar as potencialidades diferenciadoras dos produtos de Barroso»
Alexandra Marta Costa – Oradora
«Acho que ainda há esperança. Há esperança para o mundo rural. Tem que haver, caso contrário a nossa geração seria uma geração falhada. No entanto, temos que arranjar novos modelos, novas soluções ou adaptar o que já existe. De facto, alguma coisa não está bem. Estamos cada vez mais a perder população, não apenas no mundo rural. Por isso tem que haver novas soluções, novos modelos para fazer com que estes territórios tenham viabilidade a vários níveis».
António Chaves – Moderador
«Acho que foi uma iniciativa interessante. Estava muita gente. Temos que partir sempre de uma base. Somos pessoas com formações diferentes, com perspetivas diferentes... mas, no fundo, não nos afastamos muito em termos de ideias e de indicações. Isto, sobretudo, não se pode ver como um fim. Mas sim como um pontapé de saída. Isto é muito necessário cá na nossa região, sobretudo estas ações de sensibilização. Depois disso, é necessário passar a cursos efetivos concretos, para que as pessoas possam ajustar o seu comportamento e sentirem-se à vontade com o conhecimento para poderem caminhar sozinhos».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44