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'Sexta 13' - «Houve interferências entre equipamentos»
20 Julho 2012
A empresa responsável pelo espetáculo piromusical da última "Sexta 13" de Montalegre assume os problemas que existiram na falta de coordenação entre o som e o disparo do fogo. Um facto que provocou «algum incómodo» e que é justificado por «interferências com outro tipo de equipamentos existentes no local». A Câmara de Montalegre, pela voz do presidente, aceita a justificação embora não esconda a «deceção» pelo espetáculo «sofrível» a que assistiu.
Sediada em Lamego, a empresa Carlos Duarte, Soc. Unipessoal, LDA vem a público assumir os problemas que existiram no lançamento do fogo na última "Sexta 13" de Montalegre. As explicações, até ao momento, não são muito rigorosas. Todavia, o mais provável, adianta a firma, está na interferência entre equipamentos.
A empresa tece as seguintes explicações: «nós tínhamos um sistema novo de disparo, por emissão de frequência (rádio), que saiu há dois meses, com vários pontos de disparo como toda a gente pode observar. O que aconteceu é que três pontos funcionaram e um não. Foram problemas técnicos que aconteceram por razões que nós ainda não conseguimos encontrar. Provavelmente houve interferências com outro tipo de equipamentos existentes no local. Isto provocou um ligeiro “delay” (atraso) de quatro/cinco segundos em relação ao lançamento do fogo, isto é, aquilo que era lançado pela máquina, junto à régie, evidenciou-se um “delay”. Todo o material acabou por ser queimado mas com quatro segundos de diferença em termos de tempo».
«SITUAÇÃO ANÓMALA»
A empresa lembra que há quatro anos realiza trabalhos para o município de Montalegre e que «nunca houve um problema técnico desta ordem». Estamos perante «uma situação completamente anómala».
A verdade é que nada fazia prever o ocorrido: «testamos tudo durante a tarde e funcionou perfeitamente…não sabemos como isto foi possível…são questões de ordem técnica sobre as quais nós não podemos controlar. Estamos a falar de fogo-de-artifício onde nós não podemos parar o espetáculo para ir compor as coisas. Nós que primamos pela excelência, claro que nos causou algum incómodo».
«NUNCA ESTEVE EM CAUSA
A SEGURANÇA DO PÚBLICO»
A fechar o depoimento, a empresa deixou bem claro que nunca esteve em causa a segurança do público: «nunca esteve em causa. O local de disparo estava devidamente sinalizado e vedado. Nunca se colocou esta questão em causa. Cumpriu-se na íntegra o plano de segurança…não foi esta a causa do atraso que se verificou no espetáculo».
PRESIDENTE ACEITA
JUSTIFICAÇÕES
Do lado da Câmara de Montalegre, o presidente Fernando Rodrigues aceita as justificações avançadas pela empresa. Porém, conhecido pela sua exigência, o autarca perguntou como foi possível a empresa ter apresentado «uma solução tão má», não escondendo a deceção que sentiu com o espetáculo piromusical: «sobretudo pela parte final…acabava e depois não acabava. A música era desgarrada. Aquele fim de estrondo não aconteceu. Remediaram mas não deixou de ser um espetáculo sofrível». A fechar, o edil lembrou que estamos a falar da mesma empresa que tem feito «sempre bons espetáculos em Montalegre» destacando que a mesma «reconheceu este acidente e que irá assumir».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44