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'Sexta 13' - «Investimento de risco zero»
11 Setembro 2013
À semelhança de anos anteriores, a celebração da "Sexta 13" de Montalegre custa aos cofres do município 100 mil euros. Um «investimento de risco zero», defende Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal, porque «tem retorno imediato para a população, produtores e empresários locais». A organização conta receber entre 30 a 40 mil pessoas.
Este ano Montalegre festeja duas "Sexta 13", (próxima agendada para Dezembro) evento sinónimo de animação e originalidade onde o culto e o profano proliferam. A primeira festa acontece já este mês onde são aguardadas mais de 30 mil pessoas. O presidente da Câmara Municipal garante que o investimento vai ser o mesmo de anos anteriores, ou seja, uma verba a rondar os 100 mil euros. O autarca sustenta que estamos perante «um investimento de risco zero porque tem retorno imediato para a população, produtores e empresários locais». Fernando Rodrigues lembra que os visitantes quando vêm à "Noite das Bruxas" «não ficam apenas na sexta-feira, mas o fim de semana inteiro». Por outras palavras, alimentam a economia local em vários setores.
MAGIA DA LUA CHEIA
Este ano, a organização apresenta o espetáculo "Magia da Lua Cheia", com efeitos especiais e música, representando o reencontro de dois amantes - Deus da Terra e Deus da Lua - separados há 1000 anos pelas forças do mal. Em contagem decrescente para a noite "mais mágica" de Montalegre, as lojas comerciais, restaurantes e hotéis estão decorados com motivos ligados a esta data de azar e as rotundas da vila estão vestidas a rigor com capas negras de bruxas. A vila vai ainda ser invadida por bruxas, diabos, mafarricos, seres demoníacos e duendes que deambulam pelas ruas para tentar assustar os mais imprudentes excursionistas do oculto. Os restaurantes de Montalegre, com lotação esgotada, prometem infernizar o jantar dos convivas com refeições diabólicas e seres demoníacos a atormentá-los. A figura principal da festa vai ser, como vem sendo habitual, o padre Fontes, conhecido por "Dom Bruxo", que tem como tarefa a preparação da queimada, licor feito à base de aguardente, limão, maça e açúcar, acompanhada por um espetáculo piromusical.
Antes de servir a queimada - "mistela abençoada" - o "Dom Bruxo" faz o esconjuro da bebida, recitando a ladainha «mochos, corujas, sapos e bruxas, demónios, trasgos e diabos, espíritos das enevoadas veigas», livrando-a de maus-olhados, feitiços e bruxedos.
A diversão e animação continuam, até de madrugada, pelos bares e discotecas.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44