No âmbito do Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Montalegre (PMEPCM), foi realizado no Ecomuseu de Barroso um simulacro de uma fissura no paredão da barragem de Paradela. Uma reprodução sem a deslocação de qualquer tipo de meios para o local. Estiveram representadas várias entidades, a saber: Proteção Civil Municipal, Guarda Nacional Republicana, Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, Agrupamento de Centros de Saúde do Alto Tâmega e Barroso, Instituto Nacional de Emergência Médica e EDP.
A coordenar os trabalhos feitos na sede do Ecomuseu de Barroso, o vice-presidente da autarquia de Montalegre adiantou que está consciente «dos riscos que temos no concelho e das infraestruturas de grande dimensão que não têm estes planos de impacto no caso de um acidente grave». Para David Teixeira, estamos perante uma situação com reduzida probabilidade de acontecer mas não impossível: «pela maldade humana ou mesmo por catástrofes naturais». O autarca referiu ainda que está satisfeito com «a resposta das diferentes entidades envolvidas apesar de faltar sempre alguém».
ENCONTRO POSITIVO
Luís Francisco, técnico da Câmara Municipal de Montalegre, aproveitou a oportunidade para referir que estamos perante «uma obrigatoriedade do PMEPCM» que nos dois primeiros anos «contemplou dois exercícios, um para testar as comunicações, feito no ano passado, e este simulacro». Sobre o sucesso desta ação, o técnico da autarquia considerou que «foi muito positivo a aprovação deste simulacro» até porque, concluiu, na eventualidade de um problema destes realmente acontecer, «as pessoas já se conhecem e a comunicação, que é tão importante nestas alturas, torna-se muito mais fácil».