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Sistema Eletroprodutor do Tâmega vai criar 13.500 empregos
10 Julho 2014
O presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Orlando Alves, esteve em Vila Pouca de Aguiar onde assistiu ao lançamento dos trabalhos de implementação do Sistema Eletroprodutor do Tâmega. Trata-se de um investimento na ordem dos 1.200 milhões de euros que irá produzir 13.500 empregos (10.000 indiretos) e com contrapartidas de 50 milhões para os municípios envolvidos para «projetos de desenvolvimento regional».
Sessão presidida pelo Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, as explicações do futuro Sistema Eletroprodutor do Tâmega (inclui as barragens de Gouvães, Alto Tâmega e Daivões) ocorreram em Vila Pouca de Aguiar onde marcou presença o líder da autarquia de Montalegre, Orlando Alves. Na palestra, o membro do governo anunciou que o investimento vai permitir a criação de 13.500 postos de trabalho durante os nove anos de construção, dos quais 3.500 serão diretos e 10 mil indiretos.
TRABALHOS ARRANCAM EM 2015
O lançamento do projeto, concessionado à empresa espanhola Iberdrola, foi possível depois de o Ministério ter conseguido que os cinco municípios afetados pelo empreendimento e a empresa chegassem a acordo sobre as contrapartidas para as populações pondo fim a um impasse de três anos. Na sessão ficou a saber-se que as três barragens vão contribuir para a promoção das energias renováveis «para que Portugal possa cumprir as suas metas para 2020 e cada vez mais possa criar condições de atingir metas mais exigentes para 2030 e até posicionar-se como abastecedor de energias renováveis na Europa, numa altura em que mais países europeus terão de aceitar metas mais exigentes e terão dificuldade em atingir essas metas a um custo mais baixo», salientou Moreira da Silva.
As obras das três barragens iniciam em 2015 e deverão estar concluídas em 2023, com o maior volume de trabalhos a decorrer entre 2018 e 2020. Este empreendimento hidroelétrico vai ter uma potência total instalada de 1.158 megawatts e produzir 1.766 gigawatts por hora. Refira-se que este é o último projeto do Plano Nacional de Barragens, lançado em 2007, cujo contrato faltava lançar, uma vez que as três barragens do Alto Tâmega, a do Tua e a de Girabolhos já estão em andamento.
DIA HISTÓRICO
Alberto Machado, na qualidade de Presidente da Associação de Municípios do Alto Tâmega, sublinhou que o investimento é de vital importância para a região e que os próximos anos exigem o empenhamento de todos para assegurar o restabelecimento do que ficará afetado na região e assegurar que as contrapartidas promovam o desenvolvimento regional. O autarca recordou uma recente visita ao Alvão, onde os populares expressaram os seus anseios quanto ao futuro. Nesse sentido, lançou o desafio aos representantes das entidades envolvidas na construção das barragens de não olharem só para o objetivo final. Alertou para a necessidade de que a planificação e a informação seja conjunta e contínua.
A sessão contou ainda com a presença na mesa de Javier Palacios, diretor-geral da Iberdrola, que apresentou o plano de trabalhos da empresa para a implementação do Sistema Eletroprodutor do Tâmega, Nuno Lacasta, presidente da APA (Agência Portuguesa do Ambiente), Álvaro de Sousa, que preside à Assembleia Municipal, e de Álvaro Carvalho, vice-presidente da CCDR-N (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte).
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44