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Tomada de posse dos Órgãos Autárquicos (2013-2017)
21 Outubro 2013
Em cerimónia solene realizada no salão nobre dos Paços do Concelho, tomaram posse os novos órgãos autárquicos que irão representar o concelho de Montalegre ao longo dos próximos quatro anos. Uma sessão que representou mudança de ciclo com novo presidente da autarquia, agora sob a liderança de Orlando Alves, e novo presidente da Assembleia Municipal, com Fernando Rodrigues como líder.
Até 2017, o concelho de Montalegre passa a ter novos rostos na liderança dos órgãos autárquicos. Um "esqueleto" que obedece ao resultado das últimas eleições autárquicas do passado 29 de Setembro. Sufrágio que marca um renovado ciclo politico no concelho desde logo com um novo rosto na presidência da Câmara Municipal. Orlando Alves passa a ser o homem forte da autarquia coadjuvado por David Teixeira, também novidade, e Fátima Fernandes que continua no executivo. Por sua vez, a Assembleia Municipal é liderada pelo ex presidente da edilidade, Fernando Rodrigues, que substitui Joaquim Pires também ele um antigo presidente de Câmara.
A somar a estas mudanças está o novo figurino nas freguesias. Com o novo reordenamento do mapa autárquico, o concelho passa a ter 25 em vez das 35 freguesias. Daqui resulta que o número de deputados municipais também sofreu uma redução sendo agora a assembleia constituída por 51 membros.
PILARES DE INVESTIMENTO:
AGRICULTURA, PECUÁRIA E FLORESTA
Com o salão nobre repleto de gente, e finda a cerimónia de tomada de posse dos novos nomes, Orlando Alves, usou da palavra apelando à união de interesses sob pena do concelho não resistir aos novos desafios que se avizinham. Sereno, o novo presidente da Câmara anunciou uma série de medidas que irão, na sua ótica, combater as dificuldades que assolam o concelho: «elegi o investimento nos três pilares que, por sinal, são matriz e potencial económico da nossa terra: Agricultura, Pecuária e Floresta. Anunciei no programa que foi suficientemente sufragado pelos barrosões a canalização de 1.000.000 de euros/ano para apoio a investimentos nesse setor. Comigo, que ainda tenho o defeito de ser escravo da palavra e fiel às promessas que faço, anunciei e é para cumprir. Será investimento feito à volta das pessoas que à terra se fixaram, a promovem e valorizam e nela querem viver; investimento feito com o dinheiro conseguido numa luta de mais 20 anos com a EDP. Dinheiro que nunca tivemos e que não vai pôr em causa a implementação das muitas obras ainda necessárias ao bem-estar dos barrosões e manutenção das empresas com sede na nossa terra e que aos nossos dão emprego».
MEDIDAS A IMPLEMENTAR
Posto isto, Orlando Alves desvendou algumas decisões que quer implementar no concelho ao longo dos próximos anos. Neste contexto, não se coibiu de afirmar: «há funcionários desta casa que recebem o salário mínimo. Uma vergonha! Está-se a estudar uma forma de compensá-los financeiramente para que possam dar um pouco mais de alento e dignidade às suas vidas». Assim sendo, enumerou: «na lógica da necessidade da poupança anuncio a completa desmaterialização administrativa que deverá estar implementada até finais de 2014. É um investimento que se traduzirá em poupança futura em papel, em cheques, em selos do correio etc. e, sobretudo, dá-se uma imagem de eficácia e de modernização. Avançaremos ainda para a instalação do balcão único, uma espécie de loja caseira do cidadão e para a descentralização de serviços, nomeadamente em Salto, onde há condições físicas de atendimento e prestação de serviços. No campo social e de apoio às famílias urge tomar medidas que vão além das de continuidade como sejam as de apoio à recuperação habitacional. E porque as pessoas têm de estar mesmo primeiro; e porque se torna urgente dar um abanão no anacronismo de vermos a natalidade a baixar e castigar quem opta por dar vida à nossa terra obrigando os pais com pesadas prestações mensais no pagamento da creche ou infantário, anuncio a implementação das medidas seguintes: Repor o abono de família para os valores em que se encontravam quando criminosamente foram retirados logo que os primeiros sinais de bancarrota se tornaram visíveis - e cuja constitucionalidade nem politicas nem sindicatos quiseram algum dia apurar – aos agregados familiares com 2 ou mais filhos, com rendimento igual ou inferior ao ordenado mínimo e considerando sempre os sinais patrimoniais, de conforto ou de riqueza que exibam e que possam determinar a exclusão; Creche gratuita para os agregados familiares em igualdade de situação à anterior descrita; Atribuição de um subsídio correspondente à prestação mensal com a creche às mães que têm em casa os filhos à sua guarda; Isenção de tarifa de disponibilidade, taxa de saneamento e de resíduos». Com isto, sustenta Orlando Alves, «são sinais que se dão à sociedade de que ter filhos, dar vida à vida, não merece punição!».
MANDATO IDEAL
No fecho da palestra, o novo presidente da Câmara de Montalegre descreveu o que seria um mandato ideal. Para Orlando Alves seria nestes termos: «o mandato ideal seria conseguir apoiar meia dúzia de projetos liderados por jovens independentemente da área a que respeitem; seria ter a capacidade de saber envolver a comunidade barrosã nos desafios que a nova realidade socioeconómica a todos coloca e que não cabe só aos políticos resolver; seria conseguir dinamização económica e atrair investimento empresarial através da anunciada oferta de terreno e pavilhão nas zonas industriais do concelho para empresas não poluentes que criem postos de trabalho; o mandato ideal seria conseguir levar a Volta a Portugal ao cimo da serra do Larouco integrando aquele monte sagrado no calendário desportivo nacional; seria conseguir a Quinta da Veiga para, que verdadeira bolsa de terras colocar no mercado de arrendamento a quem para ela apresente um projeto tecnicamente estruturado; seria conseguirmos a chave do Castelo que nos 24 anos que levamos na Câmara nunca conseguimos pôr ao serviço do desenvolvimento turístico de Montalegre; seria fazer crer aos Barrosões que o presidente da Câmara não é, como muitos o fazem, o pastor que vai à frente. É pastor que vai atrás, orgulhoso de ver que o caminho é por demais conhecido de todos e que não há ninguém que dele se afaste». Em suma, concluiu «conseguir tudo isto seria para mim e para a prestigiada e qualificada equipa que me acompanha o momento ou mural que escolheria para lá por uma placa com o meu nome».
OPINIÕES
David Teixeira
(Vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre)
«Foi a cerimónia oficial de assumir esta responsabilidade mais quatro anos. Penso que a equipa está mentalizada das dificuldades que o país passa a nível nacional, das dificuldades que tem o nosso concelho, conhecemo-lo muito bem, vivemos nele por opção e queremos que mais barrosões vivam nele com mais condições e, principalmente, a gente nova que gosta desta terra tem que viver aqui para a fazer desenvolver».
Fátima Fernandes
(Vereadora da Câmara Municipal de Montalegre)
«Será como até aqui, com dignidade, com muito trabalho, com muito empenhamento. Tenho a certeza absoluta que todos os Presidentes de Junta vão dar o seu melhor na defesa do interesse dos seus fregueses, bem como os membros da Assembleia Municipal que estarão sempre atentos e atuantes na defesa do concelho. E a Câmara, a quem compete exercer as competências e definir as politicas, estará como sempre esteve até aqui. Uma Câmara que é de todos os barrosões, para todos os barrosões e sempre em defesa de todo o concelho e do nosso território».
Joaquim Pires
(Presidente da Assembleia Municipal Cessante)
«Tentei fazer o melhor que sabia e podia como qualquer cidadão que é eleito para estes cargos. Acho que tudo tem limite, há necessidade de novos atores, novos intervenientes e acho que a politica só é saudável se for renovada com novas gerações. Portanto até acho que já devia tê-lo feito mas chegou até esta altura. Agora aparecem outras pessoas com outras ideias e acho que é assim que deve ser. O professor Fernando será um bom presidente da Assembleia Municipal, teria ainda mais condições se fosse presidente da Câmara mas a lei não o permite. Acho que este lugar está muito bem entregue».
Duarte Gonçalves
(Vereador da Câmara Municipal de Montalegre)
«Estamos preparados, aliás preparadíssimos. As nossas listas este ano foram renovadas, uma aposta na juventude, portanto, esperamos deste grupo agora eleito uma nova dinâmica, que sejam pró-ativos, próximos dos seus cidadãos, tragam os problemas para a Assembleia Municipal e que façam a defesa das ideias constantes no nosso programa eleitoral, sempre de forma sustentada e credível, de forma a fazermos uma oposição construtiva. É isso que esperamos agora deste grupo eleito».
Acácio Gonçalves
(Deputado Municipal)
«Hoje é um dia em que acaba um ciclo da política e começa outro. De maneira que temos de estar sempre presentes nestes atos que dignificam os partidos e os munícipes. O meu papel para já, como segundo eleito para a Assembleia, serei o líder, posteriormente vamos ver, como há dois grupos municipais, poderão passar a haver três».
Isabel Cosquete
(Presidente Junta - Freguesia de Cervos)
«Isto é tudo novo para mim, ainda ando um pouco a aprender, é tudo novidade. Tenho muitas coisas em mente, vamos ver se tenho dinheiro. Tenho muitas ideias e muitos projetos, vai depender um pouco da colaboração das instituições».
Jaime Barroso
(Presidente Junta - Freguesia de Tourém)
«Temos já algumas obras já preparadas, vamos tentar dar solução, fazer o melhor possível, continuar o que o nosso ex-presidente nos deixa».
Márcio Azevedo
(Presidente Junta - Freguesia de Cabril)
«Neste momento estamos com muitas ideias e muitos projetos. Vamos organizar as tropas para depois definir em concreto o trabalho que vai ser feito. Certamente e com a equipa que tenho vamos desenvolver um bom trabalho».
Lúcia Jorge
(Presidente Junta - Freguesia de Pitões das Júnias)
«Algumas coisas são de continuidade e depois temos outras ideias, outros objetivos que iremos implementar de acordo com aquilo que é exigido e solicitado. Será um trabalho muito direcionado para a área social».
Ricardo Moura
(Presidente Junta - União das freguesias de Meixedo e Padornelos)
«A gente pouco mais tem que melhorar, já estamos habituados a esta luta, é só dar-lhe seguimento. Claro que há mais responsabilidades, a freguesia cresceu mais que o dobro e temos que ter cuidado. Mas há uma coisa muito importante, é preciso sermos sempre humildes e sabermos lidar com as pessoas».
Daniel Reis
(Presidente Junta - União das freguesias de Viade de Baixo e Fervidelas)
«É a continuação, é continuar a trabalhar, dedicarmo-nos como nos temos dedicado á freguesia e as pessoas vão reconhecendo o trabalho que temos feito. Vamos ver com calma o que temos que fazer, também agregamos outra freguesia, vou ter conhecimento daquilo que foi realizado anteriormente e a partir daí analisar e ver o que mais faz falta».
António Morais
(Presidente Junta - União das freguesias de Montalegre e Padroso)
«Vamos continuar. Agora tenho mais trabalho porque tenho uma nova freguesia agregada, conheço bem a aldeia que é aqui vizinha, conheço as pessoas e por isso estou á vontade, vai ser fácil».
Humberto Cerqueira
(Presidente Câmara Mondim de Basto)
«No fundo é retribuir a presença do agora eleito presidente da Câmara de Montalegre, em Mondim de Basto. Alem da afinidade pessoal e politica que tenho com o professor Orlando e com o seu antecessor, o Professor Fernando, Montalegre é uma terra que eu gosto sempre de visitar e depois de um convite destes só tinha que estar presente».
José Maria Costa
(Presidente Câmara de Murça)
«Não podia deixar de estar aqui. Para além da questão institucional, há também a questão de amizade pessoal. O professor Orlando já é um amigo de longa data e Montalegre é um município para visitar sempre que haja oportunidade».
Ana Luísa Monteiro
(Vereadora da Câmara Municipal de Boticas)
«Como barrosã tinha que estar presente, ainda por cima dos meus amigos Orlando Alves e do Fernando Rodrigues. Estes próximos tempos para os eleitos locais vão ser muito difíceis. Vai ser gerir uma Câmara com muito pouco dinheiro mas eu tenho a certeza que quem gosta de politica, com a prática e experiência, o Orlando vai fazer um bom trabalho».
ORLANDO ALVES - Discurso de tomada de posse como Presidente da Câmara de Montalegre
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44