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UCC de Montalegre inaugurada
27 Abril 2018
A Secretária de Estado da Saúde, Rosa Valente de Matos, inaugurou a nova Unidade de Cuidados Continuados Integrados da Santa Casa da Misericórdia de Montalegre, nas tipologias de Médica Duração e Reabilitação (10 camas) e Longa Duração e Manutenção (30 camas). Antes, houve uma sessão protocolar nos Paços do Concelho onde foi assinado um acordo de cooperação entre Misericórdia de Montalegre, ARS Norte e Segurança Social. Este novo equipamento - que irá dar emprego a 40 pessoas - estará aberto à comunidade já em maio.
O salão dos Paços do Concelho foi pequeno para testemunhar um dia histórico - na área da saúde - para o concelho. Falamos da inauguração de um equipamento, há muitos anos desejado pela população, que passa a preencher um espaço vazio e de carência. A nova Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCC) da Santa Casa da Misericórdia de Montalegre promete ser referência na região a avaliar pela beleza da obra e pela modernidade de equipamentos que oferece. Refira-se que estamos perante um investimento adjudicado por 2.850 mil euros e financiado pelo programa MODELAR da ARS (750 mil euros). A restante verba é assumida pela Câmara de Montalegre, isto é, transferiu recentemente 120 mil euros e paga 18 mil/mês ao longo dos próximos 15 anos. Com isto, suporta o empréstimo contraído pela Misericórdia (1.700 mil euros). Teve protocolo com a Câmara de Montalegre em 2011 ao qual foi aprovado pelo executivo e assembleia municipal por unanimidade.
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UCC ABRE EM MAIO | 40 POSTOS DE TRABALHO
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O processo que envolveu esta empreitada teve avanços e recuos. Construída em terreno afeto à Misericórdia de Montalegre, a UCC teve que ultrapassar várias dificuldades a ponto de ser abandonada pelo empreiteiro ao longo de três anos. Por exemplo, de trabalhos somados a mais pelo empreiteiro, foram pagos cerca de 150 mil euros. Outros investimentos aplicados totalizam 140 mil, a que acresce o custo de mobiliário e equipamento de 350 mil euros. Esta unidade, com 40 camas - 30 de longa e 10 de média duração - está inserida na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. Para além do serviço de saúde e apoio social que presta, participa na economia local com 40 postos de trabalho diretos: médicos, enfermeiros, psicólogos, técnicos de serviço social, fisioterapeutas, terapeuta da fala, terapeuta ocupacional, animador social, nutricionista e auxiliares, e partilha serviços administrativos e de alimentação e outros com a Misericórdia.
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TEM A PALAVRA
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Orlando Alves | Presidente da Câmara de Montalegre
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«Quando se trespassa um tempo de concretização das coisas, criam-se dúvidas, cai-se no ceticismo e a descrença, muitas vezes, prevalece. No caso de Montalegre tudo tem que ter um pouco de pimenta com situações que não contribuem absolutamente em nada para a valorização das pessoas nem dos investimentos. Acredito que algumas pessoas não estejam satisfeitas num dia como este. Esta é uma obra dos barrosões, da audácia de quem a concebeu, do senhor provedor e da casa dos barrosões que é a autarquia. Foi um grande investimento e dois terços desta infraestrutura foram suportados pela Câmara de Montalegre. A nossa missão é servir as pessoas. Antes desta intervenção já criamos e suportamos todos os equipamentos sociais públicos. É o caso de Salto, Cabril e estamos a investir em Paredes do Rio. À exceção daqueles que são da iniciativa privada, a resposta social do concelho ancora toda no trabalho da Câmara e na audácia dos seus dirigentes. É um dia de muita felicidade para quem esteve envolvido neste processo e fez um caminho cheio de pedras que conseguiu remover. É uma felicidade acrescida podermos fixar 40 jovens na nossa terra. Espero que cumpram na plenitude com a jovialidade do corpo e da alma».
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Rosa Valente de Matos | Secretária de Estado da Saúde
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«Não há algo mais importante do que cuidar bem das pessoas. É, também, muito importante para a economia do município. São 40 postos de trabalho de diversas áreas. Vamos tratar as pessoas de maneira integrada, respondendo a esta população e não só, porque esta infraestrutura faz parte da rede nacional. A descentralização vai existindo, estamos a percorrer um caminho. Se cada um fizer o que lhe compete, numa relação de proximidade, é muito mais fácil tratamos melhor as pessoas. Temos que nos preparar para uma nova realidade. Temos mais anos mas é preciso darmos mais vida a esse tempo. Elas querem viver mais, com mais qualidade de vida e é isso que o Governo tem estado a fazer. Temos mais de um milhão de pessoas com mais de 75 anos. É nisso que vamos apostar e é esse caminho que vamos percorrer. Queremos intuições com as portas abertas e a funcionarem em rede para melhor servirem a comunidade».
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Fernando Rodrigues | Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Montalegre
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«Cumpre-se hoje um desejo e uma satisfação do fundador da Misericórdia, o padre José Alves. A obra foi construída em terreno da Misericórdia. Foi adjudicada por 2.850.000 mil euros. O empreiteiro apresentou 149 mil euros de trabalhos a mais e foram realizadas outras obras a cargo da Misericórdia no valor de 140 mil euros, a que acrescem 350 mil para mobiliário e equipamentos. A Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte) financiou 750 mil euros e o restante é pago pela Câmara Municipal com base num acordo celebrado em 2011. O Governo vai financiar o funcionamento com 977 mil euros/ano. Saliento o grande empenho da autarquia. É à Câmara que se deve esta obra. Esta unidade que vai acolher 40 utentes, para além do serviço de saúde e apoio social que presta, dá à economia 40 novos postos de trabalho diretos. A obra estava praticamente concluída quando foi abandonada pelo empreiteiro. Deteriorou-se e foi vandalizada. Alguém se portou mal. Pelos defeitos e embaraços que cresciam, sempre que resolvíamos um problema, parecia que estava condenada. Sabemos que outros virão. Trata-se de uma valência com exploração difícil e muito exigente. Obriga a um grande plafond financeiro para suportar atrasos do sistema mas, sobretudo, porque a comparticipação do Governo não é justa, nem o necessário. Uma unidade destas em Montalegre gasta mais de três mil euros por mês de aquecimento, relativamente a outras em Braga ou no Porto. O Governo vai duplicar o apoio à Misericórdia de Montalegre. Até parece muito bom e serve para aquele tipo de notícias de quem não sabe do que fala ou se move pelo preconceito contra o estado social. Uma cama na UCC custa entre 60 a 90 euros/dia. Nos hospitais custa mais de 230 euros por dia. Quer isto dizer que as instituições que o Estado apoia gastam menos, alargam os serviços, chegam a mais pessoas e é para isso que cá estamos. Rentabilizamos recursos limitados, beneficiando mais pessoas e territórios».
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António Pimenta Marinho | Presidente do Conselho Diretivo da ARS Norte
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«Os cuidados continuados são uma forte aposta do Ministério da Saúde e da Administração Regional de Saúde do Norte. Somos a região do país com mais camas mas ainda estamos longe de satisfazer as necessidades. Só quem tem necessidade pode valorizar a forma como estas unidades nos dão apoio, tranquilidade, segurança e conforto. É um apoio para descanso do cuidador».
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José Rebelo | Diretor do Centro Distrital de Segurança Social de Vila Real
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«A rede nacional de cuidados continuados está implementada no país, sendo que as diferentes unidades vêm a sua viabilização de funcionamento através de acordos de cooperação como Instituição Particular de Solidariedade Social, com a Administração Regional de Saúde do Norte e a Segurança Social. É uma mais-valia local mas, também, para o país».
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David Teixeira | Vice-presidente da Câmara de Montalegre
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«É um momento importante para a comunidade e para a região. Prova-se que o querer e o acreditar vence. O trabalho que foi lançado há 10 anos atrás, com todas as vicissitudes que este processo sofreu, leva hoje a bom porto uma parceria entre o município de Montalegre, a Santa Casa da Misericórdia e o Governo do Partido Socialista. É neste olhar para o interior que podemos fazer a diferenciação. É com este tipo de equipamentos em locais com muita qualidade de vida, do ar e dos alimentos, que podemos fazer ver ao poder central que alguns investimentos deviam ser descentralizados das grandes cidades».
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Fátima Fernandes | Vereadora da Educação e Ação Social da Câmara de Montalegre
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«Finalmente! É o advérbio que se aplica. Demorou tempo, muito trabalho, muitas dores de cabeça e muitas idas a Lisboa. É um equipamento que vai trazer muito conforto a muita gente da nossa terra e a quem necessita. Além disso, representa 40 postos de trabalho para emprego qualificado. Temos, também, um apoio continuado nas nossas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) que prestam um serviço tão meritório aos nossos concidadãos».
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Fernando Campos | União das Misericórdias Portuguesas
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«É uma satisfação acrescida estar na inauguração desta unidade neste concelho que me diz tanto. É muito importante este contributo para a qualidade de vida dos cidadãos. A isso junta-se o dinamismo na economia local com a criação de postos de trabalho para o sustento e a fixação de famílias».
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Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44