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Verticalidades e Horizontalidades de Barroso apresentado
03 Janeiro 2012
Cerca de 100 pessoas assistiram, no último dia do ano, à apresentação do livro de Ana Luísa Monteiro, "As Verticalidades/Horizontalidades de Barroso". Uma sessão presidida por Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, que teve lugar no Espaço Padre Fontes – Ecomuseu de Barroso. Ana Isabel Dias falou da obra e Antonieta Barros, autora do prefácio, também interveio. Um momento que encerrou o leque de atividades 2011 do Ecomuseu.
“As Verticalidades/Horizontalidades de Barroso" foi apresentado na sede do Ecomuseu de Barroso. Fernando Rodrigues, presidente da autarquia de Montalegre, olha para obra como um conjunto «que fala de Barroso, de nós, da nossa terra e gente». Desse modo, salienta que faz todo o sentido «ser apresentado onde foi». Este local «é o sítio próprio», porque é «o projeto que une os dois concelhos» e que «ajuda à coesão deste território, muitas vezes esquecido e desprezado».
«REALIDADE CULTURAL»
A participação de duas barrosãs neste trabalho, Ana Luísa Monteiro e Ana Isabel Dias, «é um facto que nos honra a todos», afirma Fernando Rodrigues. No mesmo sentido, destaca a «dedicação expressa que têm à terra, não só cívica, mas também política». É «gratificante ouvir falar bem de nós, da nossa gente, da nossa terra», assume. O compêndio «é também um abrir de olhos para aquilo que temos à nossa volta», atesta o número um da edilidade.
«PAIXÃO POR BARROSO»
Ao analisar “As Verticalidades/Horizontalidades de Barroso", Fernando Rodrigues acredita que «é uma paixão expressa no livro, não só por Montalegre, nem por Boticas... é uma paixão por Barroso». Este «alargar de espaço, horizontes e sentimentos é um sentido de engrandecimento da nossa terra e país barrosão», assevera.
«AS MULHERES NA POLITICA»
Fernando Rodrigues referiu-se com mais pormenor a uma foto do Castelo de Montalegre e leu um texto da autoria da apresentadora, Ana Isabel Dias, atribuindo-lhe grande qualidade porque, justificou, «permite uma leitura multifacetada» ao mesmo tempo que o definiu nestes termos: «é um texto interessante, com criatividade, com força da palavra, do pensamento e da expressão. Há aqui uma visão do real e do simbólico num texto de ideias e de caráter».
O presidente da autarquia «perante duas orgulhosas barrosãs» destacou algo que as une: «o seu gosto pela politica». O edil, partindo dessa ideia, referiu uma série de exemplos de participação das mulheres na vida cívica e na politica para elogiar «a coragem daquelas, como a Ana Isabel e a Ana Luísa, que estão na linha da frente e que desafiam mentalidades e vencem tabus contra as dificuldades que conhecemos em sociedades conservadoras como a nossa».
Depois de ter invocado a trajetória de Margarida Chalaça, em tempos candidata a uma junta de freguesia do concelho, elogiou mulheres como a Presidente da Assembleia da República. O discurso de Fernando Rodrigues foi ainda mais longe quando disse que «provavelmente o melhor Primeiro Ministro que tivemos foi uma mulher, Maria de Lurdes Pintassilgo». Terminou com um agradecimento «às Margaridas, às Anas e a todas as Marias do Barroso que dão a sua participação cívica e politica pelo desenvolvimento da nossa terra».
«CAPTAR A ESSÊNCIA
DO NOSSO BARROSO»
Coube a Ana Isabel Dias a missão de "mostrar" o livro. Em termos breves, a jovem barrosã define o volume como «uma forma simples e muito peculiar de captar a essência do nosso Barroso». Uma das características que assume como sua e que «partilho com a Ana Luísa Monteiro». No mesmo sentido, elucidou o público sobre o título. Acredita que as «horizontalidades» e «verticalidades» são «duas formas de ver, sentir e estar». No seu entendimento, a verticalidade «sugere aprumo, correção, determinação, força», mas também «a palavra, o carácter e a honra», testemunha. As horizontalidades apelam «à segurança, tranquilidade, igualdade, solidariedade, dever cumprido… à vida infinita, por assim dizer», amplia. Palavras essas que, «para nós, barrosões, vão muito para além daquilo que o dicionário nos diz». Não são só palavras, «são estados de alma e formas de vida», aponta.
RESUMO COM CITAÇÕES
Na palestra que proferiu, a apresentadora descreveu a obra em citações: «Neste livro há textos de grande qualidade! Qualidade literária. Muitos utilizam figuras de estilo para nos permitir ir para além das palavras escritas. Nestes textos, e mais nas fotografias, encontramos “UMA REGIÃO COM HISTÓRIA, COM PASSADO E COM FISIONOMIA DE UM POVO SINGULAR”, como diz J. B. César; Mas encontramos “SAUDADE E SONHO, VIDA INSCRITA EM CADA PEDRA, SEGREDOS ESCONDIDOS E PARTILHAS DE ALEGRIA”; Mas há autores que nos sugerem nestas fotografias da Ana Luísa a “OCUPAÇÃO DOS AFECTOS E DO SONHO, AS FRAGILIDADES, AS INCONFIDÊNCIAS EM MUITOS ASPECTOS INVISIVEIS”; Mas a riqueza literária não fica por aqui: É amorosa e muito forte a “A CARÍCIA DA LUZ BARROSÔ referida e sentida por Alfonso Martinez; São imponentes “AS MONTANHAS QUE PARECEM SOMBRAS DE ESTÁTUAS” como diz Sónia Gonçalves; E “SENTE-SE A VAGUIDÃO DOS HOMENS NOS ESPÍRITOS DOS TEMPOS” de acordo com Artur Afonso; Mas há também “CAMINHO SOFRIDO, DE OLHAR PERDIDO E FRIO CONSTANTE NA ALMA PERDIDA DE AMOR E ALBERGUE DE DOR”, de Cris Mota; E tudo fechado na “PORTA DE SERVENTIA” de Altino Rio, e os ecomuseus para que a memória se perpetue e as novas gerações conheçam as suas raízes, como diz o autor. E para terminar, resumo o sentimento que perpassa, engloba e reúne a sensação do que é Barroso para os autores deste livro com as palavras da Ana Luísa: "UMA PAIXÃO”, “O PARAÍSO NA TERRA”».
«PRIMEIRO BARROSO!
DEPOIS LOGO SE VERÁ»
Ana Luísa Monteiro comenta que já teve «vários convites para fazer a apresentação noutros locais». Porém, a resposta foi sempre a mesma: «primeiro Barroso, depois logo se verá». Filha de pai natural de Boticas e mãe de Montalegre, encara esta terra como «uma região completamente singular», com caraterísticas «que mais nenhuma tem». Ato contínuo, reforça que «as pessoas são diferentes, a paisagem é linda…». Todos estes fatores estão «associados a um património cultural único», quer material ou imaterial. Foi neste sentido que «fiz este livro», assegura.
«PERPETUAR MEMÓRIAS»
Em representação do Ecomuseu de Barroso, David Teixeira encara esta apresentação como «uma boa forma de finalizar um ano cultural». Um livro que se converte «numa mais valia» ao «expressar aquilo que é o Barroso». Ainda em descrição, acrescenta que «é um livro diferente, catálogo de fotografias», que tenta «perpetuar memórias». É nesse sentido que o «Ecomuseu se associa iniciativa», refere. Sem se deter, acredita que esta ação «é uma prova que o virtual não realiza as pessoas» e precisa, «muitas vezes, de ser tocado e reconhecido» como algo que «existe de verdade».
«FILHA DA TERRA»
David Teixeira partilha que “As Verticalidades/Horizontalidades de Barroso" «foi um momento interessante» que teve lugar no Espaço Padre Fontes. Referindo-se á apresentadora, definiu-a como uma «filha da terra», que, no entender do diretor do Ecomuseu, «sente Barroso de uma forma diferente». Facto que se deve, talvez, «por trabalhar todos os dias num local onde a cultura nada tem a ver com a nossa» e, muitas vezes, «quando se está fora sente-se melhor aquilo que não temos», conclui.
Apresentação do livro "Verticalidades e Horizontalidades de Barroso" - Reportagem TV BARROSO
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44