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Vice-Presidente visitou Matadouro
08 Abril 2010
Orlando Alves, vice-presidente do município de Montalegre, visitou o Matadouro Regional de Barroso e Alto Tâmega onde está instalado, há cerca de um ano, um reactor que promete revolucionar os custos não só da empresa que o acolheu como outras interessadas. O entusiasmo é de tal ordem que a própria autarquia mostrou disponibilidade para encetar conversações sobre esta tecnologia. Uma equipa da estação televisiva SIC esteve lá para testemunhar o arrojo deste investimento.
Apresentado publicamente há sensivelmente um ano, nas instalações da Cooperativa Agrícola de Montalegre, o reactor anaeróbico de manto de lamas invertido, especialmente dedicado ao tratamento anaeróbico de alta carga de efluentes complexos contendo lípidos, está a ser testado desde essa altura no Matadouro Regional de Barroso e Alto Tâmega, sediado no Barracão. Uma «tecnologia de ponta» observada, ao pormenor, por Orlando Alves, vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, que quis ver de perto esta nova aposta. Depois do que assistiu, o edil não escondeu admiração: «estou pessoalmente muito surpreendido. Trata-se de uma empresa composta por gente da terra e gente de longe que quer cá ficar. Acredito que isto se possa transformar num nicho de mercado, inclusive que se possam instalar em Montalegre. Pela minha parte, tudo farei, em nome da autarquia, para que esta patente fique por cá...».
CUSTOS REDUZIDOS
Tal como noticiamos oportunamente, esta nova tecnologia promete produzir metade da energia à custa deste projecto inovador de aproveitamento de biogás, desenvolvido pela Universidade do Minho e a empresa Ambisys. O protótipo do reactor para tratamento anaeróbio de efluentes complexos com elevados teores de gordura (IASB) foi testado «ao longo deste ano e com bons resultados», garante Ana Justo, directora executiva da empresa: «os resultados foram excelentes. A próxima fase é passar para o mercado. Quero destacar a excelente abertura que encontramos no Matadouro Regional. Acredito que possamos ter um grande sucesso. Quem aplicar esta tecnologia vai ter grandes benefícios, desde logo pelos custos que vão reduzir».
CUSTOS REDUZIDOS
Tal como noticiamos oportunamente, esta nova tecnologia promete produzir metade da energia à custa deste projecto inovador de aproveitamento de biogás, desenvolvido pela Universidade do Minho e a empresa Ambisys. O protótipo do reactor para tratamento anaeróbio de efluentes complexos com elevados teores de gordura (IASB) foi testado «ao longo deste ano e com bons resultados», garante Ana Justo, directora executiva da empresa: «os resultados foram excelentes. A próxima fase é passar para o mercado. Quero destacar a excelente abertura que encontramos no Matadouro Regional. Acredito que possamos ter um grande sucesso. Quem aplicar esta tecnologia vai ter grandes benefícios, desde logo pelos custos que vão reduzir».
Recorde-se que José Justo, homem-forte do Matadouro, tinha declarado que «a factura mensal de gás propano é, actualmente, de cinco mil euros mensais, mais três mil de despesas de tratamento dos efluentes que vão para a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR)».
TECNOLOGIA
GALARDOADA
Lembre-se que a equipa da Universidade do Minho que desenvolveu este projecto, liderado pela professora Madalena Alves, ganhou o "Prémio Nacional de Inovação Ambiental 2006" precisamente com o conceito de "Reactor Anaeróbio de Manto de Lamas Invertido". A investigadora explicou que a gordura que era uma fonte de energia renovável não acessível, fica disponível para o sector industrial onde este tipo de efluentes é gerado, como lacticínios, matadouros, lagares de azeite ou refinarias de óleo. No reforço, destacou que o objectivo é «atingir um óptimo nível de tratamento, acompanhado de uma eficiente produção de uma fonte de energia renovável».
Salientar ainda que ao contrário dos sistemas convencionais anaeróbios de alta carga, não é necessária a utilização de um inoculo com capacidade de sedimentação (grânulos), baseando-se antes na flutuação dos agregados microbianos devido à adsorção dos compostos lipídicos. Este fenómeno de adsorção limita a utilização das tecnologias actualmente disponíveis quando aplicada ao tratamento destes efluentes: «estamos perante um processo que tem muito potencial energético. Conseguimos produzir por unidade de reactor cerca de nove vezes mais do que as tecnologias actuais existentes para este tipo de efluentes conseguem».
Salientar ainda que ao contrário dos sistemas convencionais anaeróbios de alta carga, não é necessária a utilização de um inoculo com capacidade de sedimentação (grânulos), baseando-se antes na flutuação dos agregados microbianos devido à adsorção dos compostos lipídicos. Este fenómeno de adsorção limita a utilização das tecnologias actualmente disponíveis quando aplicada ao tratamento destes efluentes: «estamos perante um processo que tem muito potencial energético. Conseguimos produzir por unidade de reactor cerca de nove vezes mais do que as tecnologias actuais existentes para este tipo de efluentes conseguem».
Destacar que a Ambisys é uma nova empresa do grupo MonteAdriano, criada com o apoio da Universidade do Minho, cujo raio de actuação passa pela área da bioenergia, desenvolvendo soluções à medida, através do aproveitamento de biogás proveniente do tratamento de resíduos e efluentes.
SIC PRESENTE
Quem não passou despercebido foi uma equipa da estação televisiva SIC que irá transmitir as potencialidades desta tecnologia instalada no Matadouro Regional num programa a emitir brevemente. Um espaço curto, com duração de cinco minutos, que fará parte do projecto "Ovo de Colombo" a estrear ainda este mês no canal SIC Noticias.
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44