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Visita do deputado Agostinho Santa ao concelho
02 Abril 2014
O deputado transmontano Agostinho Santa visitou o Barroso integrado numa iniciativa denominada "Em Defesa do Interior". Depois de ter estado no município de Boticas, o périplo seguiu por algumas aldeias do concelho de Montalegre. Da comitiva que acompanhou o deputado, estava Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal de Montalegre.
Agostinho Santa, deputado eleito pelo círculo de Vila Real, percorreu algumas aldeias dos concelhos de Barroso. Primeiro esteve em Boticas onde visitou a zona industrial e a zona de comércio e tribunal no centro da vila. Seguiu-se uma paragem nas termas, estalagem e parque de animação turística de Carvalhelhos. Nas Alturas de Barroso conheceu melhor a forma como se faz o fumeiro em moldes tradicionais, conversou com alguns agricultores e almoçou numa unidade hoteleira. Findo o repasto, a comitiva viajou para o concelho de Montalegre onde observou um exemplo gritante de desertificação como é exemplo a aldeia do Telhado. Em contraponto, o deputado, natural de Vila Pouca de Aguiar, constatou uma produção de cravos, a cargo de um jovem casal na aldeia de Friães.
«EXEMPLO FANTÁSTICO»
O presidente da Câmara de Montalegre ficou radiante com o que viu em Friães. Um jovem casal que decidiu investir em produção de cravos, investimento não muito usual no Barroso: «levo daqui a satisfação de encontrar um casal jovem que são um exemplo fantástico para a comunidade barrosã. Encontraram aqui uma forma de perspetivar o futuro da família que já começaram a edificar. Trata-se de um investimento, de certa forma, inovador porque não há tradição do Barroso em desenvolver iniciativas deste género». Orlando Alves recordou que «trata-se de um encontro que se inseriu numa jornada de auscultação do pulsar do país real que o PS está a fazer». Nesta linha, o autarca vinca: «o importante é dizer aos senhores de Lisboa que o problema número um que o país enfrenta não é o desequilíbrio das contas públicas, porque este até eu consigo resolvê-lo. Vou para o Ministério das Finanças e ponho toda a gente a pão e água e em três ou quatro anos resolvo o problema. O que não tem solução é como se perspetiva o desenvolvimento de Portugal e como se pode perspetivar a fixação das pessoas no chamado interior do país».
«FAZER O CADASTRO DA
PROPRIEDADE RÚSTICA»
Uma das soluções de combate aos males que padece o mundo rural «é fazer o cadastro da propriedade rústica», defende Orlando Alves. O presidente do município esclarece: «saber, por exemplo, quantos campinhos há em Barroso e saber a quem pertencem. A partir desse cadastro, há que criar condições para que o dimensionamento da propriedade se faça. Com isto, quem queira viver da produção agrícola, animal, fruticultura ou hortícola, terá espaço para se expandir». O edil, em síntese, relata: «se continuarmos a viver encurralados, no minifúndio, e se as pessoas abandonam a terra e não a querem vender, é difícil. Há que criar essas condições. Até porque a terra, a propriedade, tem uma função social a desempenhar».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44