-
Início
-
Transparência
-
Imprensa
-
Notícias da Autarquia
- XXII Feira do Fumeiro apresentada em Braga
XXII Feira do Fumeiro apresentada em Braga
21 Janeiro 2013
A "Cidade dos Arcebispos" acolheu mais uma exibição pública da Feira do Fumeiro de Montalegre. Depois do Porto, foi a vez de Braga ficar a conhecer os trunfos da 22.ª edição do "São João das Chouriças". Os dados estão lançados para a romaria aguardada de 24 27 deste mês na vila barrosã.
Está cumprido o périplo habitual pelas cidades do Porto e Braga de apresentação da Feira do Fumeiro de Montalegre. Ambas as conferências de imprensa foram participadas por um número significativo de jornalistas e amigos da "rainha das feiras do fumeiro". Braga voltou a ter o salão da Casa de Trás-os-Montes, sob intenso fumo provocado pela assadura dos enchidos, bem composto tal como sucedeu no dia anterior na cidade invicta. Uma aposta «ganha» assim a catalogou Orlando Alves, vice-presidente do município de Montalegre, responsável pelos dizeres que foram avançados junto da comunicação social.
O autarca, a dado momento, referiu: «a Feira do Fumeiro desenvolve-se em três atos, se assim podemos dizer. Num primeiro, em Fevereiro, quando há a inscrição obrigatória dos produtores que querem trabalhar para a Feira do Fumeiro e para eles próprios, sobretudo. Depois, há todo um sistema organizativo que cabe à Câmara Municipal e à Associação dos Produtores de Fumeiro. Por fim, um ultimo ato, este encontro que temos com os órgãos de comunicação social. É um convite e uma sensibilização para se juntarem a urbe ao mundo rural neste abraço de fraternidade que tem que existir. Um abraço de solidariedade em que nós temos que apostar cada vez mais. Quando adquirimos produtos fabricados no nosso país estamos a contribuir para que os nossos parentes, os nosso vizinhos e conterrâneos tenham emprego e pão na sua mesa».
MAIS DE 100 MIL EUROS
NA PROMOÇÃO
Orlando Alves confessa que autarquia faz um bom trabalho no capítulo da promoção de um evento que absorve mais de 100 mil euros de investimento: «penso que nós trabalhamos bem estas coisas da publicidade e estamos a iniciar uma campanha na televisão. Filmes publicitários para chamar gente a Montalegre, porque há 200 produtores que trabalharam durante todo o ano e nós temos que os respeitar. Precisam de vender e, se não conseguirem, vão depois manifestar-se à Câmara e dizer que se calhar nós os enganámos. Nós não queremos isso». Neste sentido, reforça o vice-presidente da Câmara de Montalegre, «o fumeiro também é um contributo importante para a riqueza da região e das famílias. São 200 famílias que ali estão, digamos que perfeitamente consciencializados de que a atividade é deles, é o seu ganha pão. Portanto, o esmero é cada vez maior, para que possam transformar isso num provento capaz de dar sustento à casa agrícola».
No que concerne à edição presente, Orlando Alves defende que «não se mexe naquilo que tem funcionado bem. Nós, organização, continuamos a fazer um controle apertado à forma como os produtores vão operando ao longo do ano. Empenhámo-nos na organização do evento. Somos capazes de ter menos produtores, mas temos mais quantidades. Isso é muito bom. Noutra perspetiva, já temos muitos produtores que não vão para a Feira do Fumeiro. É certo que a feira é importante, pelo folclore que se instala, pela atratividade que é conseguida para a região, pela fidelização de muitos turistas. São, portanto, reflexos de uma atividade que nós temos consciência que vamos fazendo e desenvolvendo com algum saber e mestria».
70 A 80 MIL PESSOAS
PROJETADAS
Ainda no tom que o carateriza, o "pai" da Feira do Fumeiro de Montalegre, declarou: «a Feira do Fumeiro tem ainda uma particularidade. Se repararem, é a única feira onde só se vende fumeiro, o pão da região, o mel e os licores. Não entra lá mais nada, apesar de termos muitas solicitações, muitos pedidos e empenhos para meter lá queijos, vinho, artesanato. Não iremos nunca consentir que produtos que não sejam os nossos entrem no certame. Só com isto nós conseguimos, num fim de semana, levar 60 ou 70 mil pessoas a Montalegre». A reboque deste raciocínio, acentuou: «é uma feira onde a atividade comercial se exerce na plenitude. Para isso também contribui o empenho da organização e da relação que nós vamos tendo com os produtores. Há aqui, de certa forma escondido, um saber alicerçado na competitividade comercial que tem de existir».
PRODUTO
- Presunto – 713 unidades
- Pá – 469 unidades
- Barriga – 1095 unidades
- Peito – 607 unidades
- Orelheira – 742 unidades
- Queixada – 411 unidades
- Pernil – 946 unidades
- Alheira – 9055 kg
- Chouriça – 6893 kg
- Salpicão – 3547 kg
- Sangueira – 2570 kg
- Chouriço abóbora – 2086 kg
- Banha – 41 kg
- Rojões – 31 kg
- Butelo – 129 kg
- Pão – 4466 unidades
- Folares – 1170 unidades
- Bicas de Carne – 5410 unidades
- Doces e Compotas – 700 unidades
- Mel – 2595 unidades
- Ervas Aromáticas e Medicinais – 50 unidades
- Licores – 115 litros
RESUMO (Valores Estimados)
- Fumeiro – 52.524,70 Kg
- Pão e Derivados – 23.149 unidades
- Mel e Derivados – 2.595 unidades
- Doces e Compotas – 700,20 unidades
- Ervas Aromáticas – 50 unidades
- Licores – 115 litros
- Expositores – 86
- Total suínos identificados – 920
- Suínos identificados para a Feira – 840
- Produtores pré-inscritos – 81
- Produtores Aceites (Fumeiro) – 75
PREÇOS
Presunto inteiro - 12,00 €/Kg
Presunto desossado - 20,00 €/Kg
Chouriça - 21,00 €/Kg
Alheira - 13,00 €/Kg
Salpicão - 30,00 €/Kg
Chouriço de abóbora - 10,00 €/Kg
Sangueira - 10,00 €/Kg
Pá - 10,00 €/Kg
Barriga - 7,50 €/Kg
Outros derivados (Pés, Cabeças, etc) - 7,50 €/Kg
Pão centeio - 2,00 €/Unidade
Chouriça - 21,00 €/Kg
Alheira - 13,00 €/Kg
Salpicão - 30,00 €/Kg
Chouriço de abóbora - 10,00 €/Kg
Sangueira - 10,00 €/Kg
Pá - 10,00 €/Kg
Barriga - 7,50 €/Kg
Outros derivados (Pés, Cabeças, etc) - 7,50 €/Kg
Pão centeio - 2,00 €/Unidade
Folar ou Bica de Carne - 5,00€/Unidade
Folar de ovos - 10,00€/Kg
Mel - 6,00€/Kg
MONTALEGRE - Feira do Fumeiro 2013 (Spot Promocional)
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44