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XXII Feira do Fumeiro - Festa do Povo!
28 Janeiro 2013
70 mil pessoas, 1,5 milhões de faturação para 65 toneladas de produto vendido. Eis, em síntese, os números que falam da XXII Feira do Fumeiro de Montalegre. Foi um cortejo popular, incessante, que colocou Montalegre, durante quatro dias consecutivos, na primeira página da comunicação social. Produtores e organização esfregam as mãos de satisfação por mais um evento de enorme qualidade.
Foram muitas cabeças e uma única direção: a Feira do Fumeiro de Montalegre. Está assim cumprida mais uma aposta vencedora da Câmara Municipal de Montalegre e Associação de Produtores de Fumeiro. Um evento que voltou a ter muitos romeiros, famintos por encontrar os enchidos do Barroso. Foi um autêntico corre-corre para produtores e organização que tudo fizeram para que nada faltasse aos milhares de visitantes que passaram pelo certame.
Feitas as contas, a organização fala em cerca de 70 mil pessoas, que deixaram, nos quatro dias do evento, um negócio que ronda o 1,5 milhões de euros à custa de 65 toneladas de produto vendido.
Na presente edição merece especial sublinhado dois trunfos: a mega tenda que albergou milhares de pessoas, onde foram servidas centenas de refeições por entre muita animação e a realização do programa da TVI "Somos Portugal" que concentrou muita gente junto ao espaço anexo ao certame. Por entre estes dados, verificou-se um ramo hoteleiro esgotado e a maior parte dos expositores "despidos" de produto, sinal que a feira cumpriu com as mais altas expetativas.
«COISAS EQUILIBRADAS»
Apesar de Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, achar que «no domingo houve menos gente que no ano anterior», nos primeiros três dias «as coisas foram equilibradas». Apesar do panorama, «o saldo é muito positivo». Houve uma «grande divulgação do nome de Montalegre, através deste cartaz turístico que representa a o fumeiro». Todos aqueles que «não tiveram a oportunidade de vir, virão noutra altura». Não faltam oportunidades para «vir a Montalegre fazer negócio, saborear os nossos produtos e passear». São esses elementos que «contribuem para a criação emprego, riqueza e fixação das pessoas».
«MAIS ANIMAÇÃO»
A XXII Feira do Fumeiro «teve alguns pormenores diferentes de anos anteriores», explicou Fernando Rodrigues. Houve «mais animação», com o objetivo «de fazer negócio e trazer riqueza para Montalegre». Nesse sentido, «foi criado um espaço de restauração único, para concentrar as pessoas e fazer animação». Inicialmente «era para se fazer o programa da TVI lá dentro, para estarem mais perto da feira». Contudo, a estação de televisão «acabou por escolher um cenário espetacular, com vista para o Castelo». O objetivo «foi fazer mais animação». Além de tudo, «era impossível aglomerar tanta gente à noite, em dois espetáculos muito engraçados, se não fossem abrigados pela tenda».
70 MIL PESSOAS
Foi «uma feira diferente, estamos sempre a aprender e a inovar». Para o número um da edilidade o número de visitantes «rondou as 70 mil pessoas». Fernando Rodrigues partilhou que «os números realistas apontam para aí e para um negócio semelhante ao ano anterior». De certa maneira, lamenta «um último dia mais fraco». Essa ocorrência «não deixa de ser surpresa, porque o programa da TVI atrai muita gente», estranha. Assim, «a crise e o mau tempo» são apontadas como causas.
OPINIÕES
Orlando Alves
(Vice Presidente Câmara Municipal de Montalegre)
«É uma festa que continua a surpreender sempre pela positiva. Surpreende pela qualidade e aprumo dos produtores. Contudo, há sempre coisas que podem ser melhoradas. Nós exigimos sempre muito. Se nós não temos feito isso, se calhar não tínhamos 22 anos de existência e tantas “invejas” a nossa volta. A Feira do Fumeiro de Montalegre não é uma feira para ser anunciada na televisão e nos jornais e dizer que se faz. Esta é uma feira onde, realmente, se faz negócio. Surpreende ainda pelo ambiente, pela quantidade de pessoas dos quatro dias de realização. Senti sorrisos nos rostos dos produtores. Estão criadas as condições para trabalhar na próxima edição».
Boaventura Moura
(Presidente da Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã)
«Para aquilo que se está a passar no país, neste momento, foi bom. Há pavilhões que ficaram praticamente sem nada. Para ser honesto, eu não contava que o sucesso fosse este. Isto porque havia mais porcos inscritos do que em todas as outras feiras. Nunca houve uma feira com tanto porco inscrito, como este ano. Havia, portanto, mais produto à partida. O facto de existirem stands sem produto é porque correu bem. Eu esgotei praticamente todo o produto e tive clientes que não consegui satisfazer. Todos os que por aqui passam gabam a nossa feira e pedem para continuar no bom caminho. A corrigir, podem existir coisas muito pequeninas. Há tantos anos que estamos a fazer isto, já não podem aparecer erros graves. Eu acho que a feira vai continuar a crescer. A Câmara investe muito neste certame. Não gasta dinheiro, como muita gente pensa. A autarquia está a investir dinheiro no concelho e é por isso que há tantos balcões de instituições bancárias em Montalegre. A filosofia da nossa feira é diferente das outras. Aquilo que queremos é que as pessoas venham cá trazer o dinheiro e não trazer os artesãos do resto do país para vir cá buscar dinheiro. Agradecemos a todos os que nos visitam, que tenham boa viagem de regresso e que para o ano voltem».
António Eduardo dos Santos
(Presidente da Direção dos Bombeiros Voluntários de Montalegre)
«O balanço é altamente positivo. Foi um grande desafio ficarmos, praticamente, com as tascas todas da feira. Foi um grande risco mas, neste momento, sinto-me feliz e realizado. Acabámos por prestar um bom serviço. É do conhecimento de toda a gente que estas associações, cada vez mais, se debatem com problemas financeiros. Para estas casas sobreviverem, este tipo de atividades é fundamental. Não foi fácil. Por isso, não podia deixar de dar os sinceros parabéns ao comando e todo o corpo ativo. Foram inexcedíveis no apoio e colaboração que tiveram para com a direção. Para além da feira, também temos a parte operacional assegurada. Tivemos cerca de 100 pessoas permanentemente aqui e no quartel. Foi um desafio gigantesco. O pessoal está estourado, mas valeu a pena. Temos uma equipa coesa, unida e muito forte. Só assim foi possível».
David Teixeira
(Diretor do Ecomuseu de Barroso)
«Temos uma grande feira. Penso que ganhou a dimensão que lhe faltava, a dimensão de festa em torno do fumeiro pela noite dentro. Além disso, foi criado um sítio onde as pessoas puderam estar, conversar, mesmo com condições climatéricas adversas. A tenda possibilitou isso e, durante quatro dias, foram vividos momentos de festa muito bonitos».
Irene Esteves
(Divisão Socio Cultural da Câmara Municipal de Montalegre)
«Acho que há ligeiramente menos gente. De alguma forma, a crise tinha que nos afetar. Não podemos estar aqui a dizer que não. Percebemos que não foi como nos outros anos. Apesar de ainda ver algum produto nas bancas, penso que o que foi vendido justifica o nome de “Rainha das Feiras”. Em relação a anos anteriores, tivemos alguma quebra, perfeitamente justificável. Acredito que a quebra foi mais a nível de pessoas, do que em venda».
Domingos Moura
(Veterinário Municipal)
«Nesta feira toda a gente estava com um certo temor, uma certa apreensão devido à crise que se tem arrastado. Aqui chegou de um forma suave e os produtores, mesmo tendo vendido muito bem, neste certame as pessoas tinham um nervoso miudinho. No primeiro dia houve logo indícios de boas vendas. Este ano houve menos gente, circulava-se melhor no pavilhão. As pessoas compram e comportam-se de forma mais organizada e metódica. A verdade é que no final, pouco ficou nos stands. O êxito da nossa feira deve-se à qualidade dos produtos e à apresentação dos mesmos».
XXII Feira do Fumeiro - Reportagem TV Barroso
XXII Feira do Fumeiro - Reportagem RTP
XXII Feira do Fumeiro - Reportagem RR
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Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44