-
Início
-
Transparência
-
Imprensa
-
Notícias da Autarquia
- XXII Feira do Fumeiro - Inauguração
XXII Feira do Fumeiro - Inauguração
24 Janeiro 2013
Foi inaugurada, sem a presença de qualquer membro do governo, a XXII Feira do Fumeiro de Montalegre. Um evento, com porta aberta até domingo, que promete voltar a surpreender. Pelo meio muitas tentações e forte animação. É o "São João das Chouriças" que está na rua para gáudio dos amantes do bem comer.
Está aberta a XXII Feira do Fumeiro de Montalegre. Até domingo há um mundo de tentações e odores por descobrir. Mesmo sem qualquer membro do governo presente, a inauguração decorreu com normalidade com as palavras do presidente da Câmara de Montalegre a marcarem uma sessão de abertura feita no auditório municipal. O início do discurso de Fernando Rodrigues ficou pautado pela ideia de que «ao convidarmos a Ministra da Agricultura para inaugurar ou visitar noutro dia o certame, assim como os senhores deputados dos vários partidos», a intenção era «apresentar, ao governo e ao parlamento, uma iniciativa do mundo rural que envolve a autarquia, os produtores, que já faz parte da vida dos barrosões e que consta do calendário de muitos portugueses». Ato contínuo, proferiu que «queríamos mostrar-lhes uma feira específica, uma das mais genuínas e daquelas que mais negócio proporciona». Lembrou que «são 22 anos de experiência, sempre a crescer» e que «o certame é uma grande contributo para o desenvolvimento da região».
«FOI A CÂMARA QUE
METEU MÃOS À OBRA»
Todo este sucesso, sublinhou o autarca, «só foi possível graças à qualidade dos produtos, ao esforço dos produtores e à recetividade do consumidor». Contudo, «podia haver tudo isto, e já existia seguramente antes de se fazer a feira, só que nunca houve ousadia, trabalho e imaginação para se comercializar um dos produtos que a tradição do Barroso ainda conserva, o fumeiro e o presunto». Foi nessa linha que «a Câmara meteu mãos à obra e que, ao longo destes 22 anos de trabalho, investimento e esforço financeiro» foi criado o «maior evento de Barroso». Trata-se de «um cartaz gastronómico, turístico e de grande relevo económico para a região», reforçou Fernando Rodrigues.
«A FEIRA DO FUMEIRO COLOCOU
MONTALEGRE NO MAPA!»
No tom que o carateriza, o edil foi taxativo: «foi a Feira do Fumeiro que pôs Montalegre no mapa!». Um mote que serviu para o autarca não ter dúvidas que a «a Câmara fez a sua obrigação». Foi construído «um excelente espaço, que tem um bom aproveitamento durante o ano, mas que é, essencialmente, dedicado à "rainha do fumeiro"». Além disso, «investimos no apoio aos produtores, incentivamo-los a lutarem e a vencerem as dificuldades, simplificamos os processos que cabem à autarquia, fizemos elevados investimentos na promoção e assumimos todos os custos desta feira». Feitas as contas, «recebemos a recompensa». Com orgulho, aclarou que «temos uma feira de fama e de prestígio, que envaidece os barrosões e que é transversal na comunidade». Tudo isto porque «se criou uma fileira que tem a ver com o setor dos enchidos, desde a produção dos animais à transformação e venda direta dos mais variados produtos derivados do porco». Os principais beneficiários deste investimento «são os produtores», porém «esta realização tem um alcance que projetou a gastronomia, a restauração e a hotelaria e que ajudou ainda a dar mais visibilidade a outros produtos, riqueza humana, território e cultura».
1,5 MILHÕES DE NEGÓCIO
A XXII Feira do Fumeiro de Barroso «tem aqui 100 produtores», afirmou Fernando Rodrigues. Nessa linha, acrescentou que «há 100 produtores a vender na feira, mas há 100 que já não vêm há feira, mas vendem lá fora». No reforço, disse: «Fizemos muito, pois esta feira, com 100 produtores, é responsável por um negócio de cerca de 1,5 milhões de euros. Mas se considerarmos o negócio de mais 100 produtores que não vêm à feira, antes e depois deste fim de semana, e se tivermos em conta o cartaz gastronómico e turístico que este evento originou e representa durante todo o ano, temos aqui uma entrada de receita no concelho de cerca de 6 milhões de euros. É por isso que este setor já representa para muitos a principal receita nas débeis economias dos nossos agricultores. Esta feira já dá sustento a muita gente, já cria muito emprego, direta e indiretamente».
«MERECE APOIO DO GOVERNO»
Face a este contexto e dadas as proporções do filão, Fernando Rodrigues acredita que se trata de um evento que «merece o apoio do governo». Ciente do panorama, afirmou que «devia vir aqui alguém do governo e dizer aos jovens: não emigrem!». Ato contínuo, acrescentou: «Façam chouriças e fumeiro!». Assim, «estamos a criar emprego» e contribuir «para importar menos produto ao estrangeiro e fomentar a economia local». Questionado se ficou sentido pela ausência, na inauguração, de alguma representação do governo, Fernando Rodrigues assumiu que «não». Nesse sentido, explicou que «já não é a primeira vez que há ausências do governo».
«MONTALEGRE É PEQUENA!»
Tendo em conta a dimensão do evento e dos milhares de turistas que atrai, Fernando Rodrigues referiu que, «nestes dias, a vila de Montalegre é pequena para receber tanta gente». Com efeito, o espírito de união prevalece e «todos fazemos um esforço para receber à nossa maneira». Vive-se a «festa da matança do porco, na festa da fortuna, com convívio cultural e o orgulho de ver reconhecido o nosso fumeiro como do melhor que há», assumiu.
OPINIÕES
Joaquim Pires
(Presidente da Assembleia Municipal de Montalegre)
«Penso que está no seguimento de edições anteriores, sempre a crescer nos produtos e na qualidade. Acho que é assim que deve ser, sempre a melhorar, para criar bom comércio e a marca do concelho».
Orlando Alves
(Vice presidente da Câmara Municipal de Montalegre)
«É a abertura de um acontecimento que galvaniza toda a atividade económica, cultural e também turística do nosso concelho. É o motor de muitas coisas, é a consagração de um produto à categoria da excelência que tem. Não somos nós, naturais daqui, que o afirmamos. São os muitos milhares de visitantes que, a partir de hoje, se deslocam a Montalegre e vão escoar as bancas dos nossos produtores. Sendo um produto de excelência, é uma fileira de negócio que urge saber aproveitar com todo o potencial que tem. Nesse aspeto os nossos produtores têm sido inexcedíveis, de um exemplo e dedicação extraordinários. A festa começa hoje, tem várias cambiantes, mas ninguém lhe tira o facto de ser uma festa que o mundo rural abarca e oferece à urbanidade».
Fátima Fernandes
(Vereadora da Educação da Câmara Municipal de Montalegre)
«Tenho a certeza que vai ser um sucesso porque as pessoas têm a garantia que vêm aqui e investem bem o seu dinheiro. Aqui não levam "gato por lebre". É a qualidade dos produtos, aliada à simpatia das pessoas e à animação constante, que atraem os milhares de visitantes que são esperados. Este ano, tivemos a feliz sorte de ter as nossas serras pintadas de branco. É um programa excelente para este fim de semana».
Boaventura Moura
(Presidente da Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã)
«Este ano não tem nada de especial. É a qualidade do fumeiro sempre a melhorar. Tenho a certeza que vai ser mais um sucesso. É a maior feira da zona norte do país, com melhor produto, sem dúvida. Resta esperar pelos dias que se seguem, para confirmar o sucesso».
Fernando Campos
(Presidente da Câmara Municipal de Boticas)
«Em primeiro lugar quero dar os parabéns à Câmara Municipal de Montalegre pela excelente organização. Para além da qualidade do espaço, os produtores e a qualidade do produto são o exemplo de como uma feira, que se iniciou de uma forma incipiente, e que foi crescendo passo a passo, atingiu uma projeção desta natureza. Trata-se de um evento nacional. O mais importante disto tudo foi convencer e captar os produtores para a necessidade de terem e produzirem produtos excelentes. Depois deles perceberem isso, evidentemente que agora é só criar-lhes as oportunidades para poderem estar aqui expostos. A mais-valia económica é significativa. Em zonas depauperadas com é a nossa, evidentemente que esta mais-valia económica é fundamental, porque é complementar de outras atividades. Acho que o espaço está excelente, a feira é ótima e estão todos de parabéns».
Fernando Queiroga
(Vice presidente da Câmara Municipal de Boticas)
«Não fico espantado nem admirado com esta feira. Montalegre quando faz as coisas sabe-as fazer bem. Esta é mais uma prova da organização excelente. Pegando nas palavras de Fernando Rodrigues, no discurso da inauguração, ele falou, e bem, que o futuro passa por uma região. Não temos que estar virados para os nossos feudos. Como Boticas tem uma feira, Montalegre tem uma feira e não competem uma com a outra. É objetivo das Câmaras promover esta atividade que é uma riqueza de toda a região. Ao deixarmos de olhar para os nossos umbigos, estamos a olhar para uma região inteira, que é isso que está em causa. Têm potencialidades tremendas para que isto surja e que seja alavanca desta região. Boticas tem expositores de Montalegre, tal como Montalegre tem de Boticas. É o motor para que as pessoas se fixem e que produzam produtos de qualidade da região de Barroso».
Ana Luísa Pires Monteiro
(Vereadora da Câmara Municipal de Boticas)
«Parece-me que esta edição está à semelhança dos anos anteriores. Sempre muito bem organizada, com muita gente. Mantem-se a qualidade. Ao fim de tantos anos manter o primor, manter este número de produtores e estes visitantes, logo no primeiro dia, é muito positivo».
João Rua
(Presidente da Associação Empresarial do Alto Tâmega - ACISAT)
«Fico surpreendido pela positiva por ver a dinâmica que, ao fim de 22 anos e em período de crise, esta feira ainda demonstra. É notória a vivacidade e empenho dos produtores. Isso só vem demonstrar que o concelho está vivo e que isto é um nicho de negócio, em torno do porco. É um sintoma de que o concelho de Montalegre tem massa crítica o suficiente para ter aqui um bom desenvolvimento, como tem provado em anos anteriores. Não é fácil nos tempos que vivemos ter tantos expositores, tanto produto e ter afluência de pessoas que tem. São este tipo de iniciativas que desenvolvem a região. Não se importa nada, é tudo feito aqui. Como disse Fernando Rodrigues, há que relançar estes produtos e dinâmica gerada em torno da feira».
Carlos Penas
(Vereador da Câmara Municipal de Chaves)
«É um prazer estar aqui na Feira do Fumeiro de Montalegre, em representação do município de Chaves. Não queríamos deixar de participar, pois é uma feira extraordinária, com presença a nível nacional e internacional. Com esta dimensão é possível projetar aquilo que é a nossa zona interior norte do país, através daquilo que melhor fazemos: os nossos produtos locais. Sem dúvida que Montalegre marca, claramente, a presença, no panorama nacional, através desta magnifica feira».
João Oliveira
(Delegado da Direção da Agricultura e Pescas do Norte)
«É a minha primeira visita na qualidade de delegado. É algo muito importante para a região. É um evento para continuar e espera-se que cada vez seja melhor. A primeira impressão é muito boa. Já estive na feira de Boticas e, sem querer estar a comparar, é uma diferença bastante grande».
Francisco Tavares
(Presidente da Câmara Municipal de Valpaços)
«Conheço esta feira há muitos anos e em todos os anos é notória uma evolução positiva. Este ano noto mais gente e espero que o negócio e a economia local se afirmem nesta feira. Espera-se que seja um bom ano de venda de produtos, apesar da crise que vivemos. Estou em crer que o dinamismo e a afirmação deste concelho têm um salto positivo e é uma mais valia. Vai ser, com certeza, uma feira de elevada qualidade e com venda total dos produtos. Este certame foi sempre um evento de referência. Quer pelas demonstrações, quer pela forma como o produto é apresentado, esta feira é, sem dúvida, no Norte, a que apresenta mais qualidade. Tem, no contexto nacional, um maior relevo e representatividade».
Eduardo Lopes
(Vereador da Câmara Municipal de Murça)
«Efetivamente é uma feira bastante bem organizada, no sentido que todos os expositores têm aqui uma forma de fazer negocio muito grande. Estou muito surpreendido. Levo boas ideias para Murça, vamos ver se as consigo aplicar».
António Morais
(Presidente da Junta de Freguesia de Montalegre)
«A feira está muito boa. Tem muita gente e os pavilhões estão muito bem apresentados. É um evento que traz milhares de pessoas à vila durante quatro dias. Espero um grande sucesso».
José Dias Baptista
(Inspetor)
«É uma boa altura para os barrosões se reunirem e os que são de fora comprarem o produto. Foi uma inauguração muito bem feita, com um discurso muito bonito e muita gente. Gostei muito e tenho certezas do sucesso».
José Justo
(Presidente da Cooperativa Agrícola de Montalegre)
«Está muito bem orientada. Continua a seguir os pressupostos do progresso, sempre a melhorar. Tem quantidade, qualidade e estou convencido que os produtores vão tirar daqui bastante proveito, uma vez que temos um produto de qualidade que já está muito reconhecido pelo consumidor».
Acácio Gonçalves
(Deputado Municipal)
«Como sempre, é uma das melhores feiras de Portugal e o primeiro dia demonstra isso mesmo. Estou admirado porque há bastante gente».
Adelino Bernardo
(Vereador da Câmara Municipal de Montalegre)
«Para mim é sempre uma satisfação estar aqui. Hoje ainda mais, nas funções que exerço. Quero dar os parabéns à organização e desejar que seja um bom negócio para os nossos produtores. Acho que é a melhor feira da região e merece todo o carinho».
Albano Álvares
(Ecomuseu de Barroso)
«Só pelo que se está aqui a ver hoje, vamos assistir a uma enchente de gente memorável aqui em Montalegre. A verdade é que a crise não chega às chouriças».
MONTALEGRE - Inauguração da XXII Feira do Fumeiro
(Reportagem TV Barroso)
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44