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XXIII Feira do Fumeiro inaugurada
23 Janeiro 2014
Está cortada a fita à XXIII Feira do Fumeiro de Montalegre. Até domingo há romaria garantida para comprar e saborear os aromas da "rainha do fumeiro". O evento foi apadrinhado pelo Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro. Uma abertura que ficou marcada pelo discurso do presidente da autarquia, Orlando Alves, que aproveitou a cerimónia solene para apelar ao governo no sentido de focar a atenção e o investimento no mundo rural.
A 23.ª Feira do Fumeiro já corre na memória. Até domingo, há um mundo de sabores que podem ser colhidos no interior e exterior do pavilhão multiusos de Montalegre. O evento de maior impacto económico do concelho foi apadrinhado pelo Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Rural, Miguel Poiares Maduro. O membro do governo, que antes tinha carimbado o dia inaugural da Loja Interativa de Turismo, plantada na sede do Ecomuseu de Barroso, revelou proximidade quer no trato quer no discurso que proferiu. Antes, já o presidente da autarquia, Orlando Alves, tinha puxado pelos galões do Barroso, no auditório municipal, referindo, entre outros apontamentos, que a Feira do Fumeiro representa mais do que um simples certame: «a Feira do Fumeiro é, numa pincelada rápida, um evento que agrega 216 produtores e gera para a região um encaixe de muitos milhares de euros. São 216 famílias que veem nesta atividade a oportunidade de se fixarem à terra e desenvolvê-la. São 216 famílias que há muito deixaram de pensar na emigração, essa saga terrível, destruidora, que se iniciou nos anos 60, que nunca parou e ultimamente vem em crescendo e que é a prova maior de quanto o nosso país tem sido sucessivamente mal governado».
FARPAS AO PODER CENTRAL
Orlando Alves passou, de seguida, ao diagnóstico do concelho de Montalegre, lançando críticas aos sucessivos governos: «se houvesse a preocupação de olhar-se o país como um todo, Montalegre, que só na produção de energia contribui com 200 milhões€/ano para o PIB nacional, não teria de andar 20 anos a lutar pelos seus direitos junto da poderosa, protegida e monopolista EDP para conseguir uma migalha de 600.000€/ano. Pagar impostos no município onde a receita se arrecada, e não onde têm as empresas a sua sede, normalmente em Lisboa, é o mínimo que pode fazer-se em nome da dita coesão e unidade territorial. Também se não promove o equilíbrio entre regiões quando os latifundiários do Sul do país - quiçá bem instalados nos departamentos ministeriais ou na administração das grandes empresas onde influenciam as políticas nacionais que fazem de nós todos um Portugal dos Pequeninos - levam a parte de leão das ajudas à agricultura e aos milhares de proprietários do minifúndio que povoam o território a quem se dá uma migalha».
ESTRADA MONTALEGRE/CHAVES
Ainda no mesmo tom, o presidente da Câmara de Montalegre referiu: «se em Lisboa houvesse quem olhasse para os números e tivesse a preocupação de pensar o país - Montalegre não estaria dissociada como está do Plano Rodoviário Nacional e há muito teríamos uma estrada digna de ligação às grandes vias. Não temos e se a quisermos teremos de ser nós a fazê-la. Já deitámos para tal mãos à obra. Temos a concurso e vamos iniciar com os nossos recursos a estrada intermunicipal Montalegre/Chaves que sempre foi encarada como prioritária pelos dois municípios e também solidariamente pela CIM-TM de que fazíamos parte e a que a recém formada CIM Alto Tâmega dá igual primazia».
EN 103
Tema recorrente é o dossier EN 103, uma vez mais aflorado no discurso de Orlando Alves: «depois de tantos anos a lutar, em vão, por uma intervenção na estrada nacional 103, aquela que comercial e culturalmente nos liga a Braga e consequentemente ao país, vermos agora inviabilizada à nascença qualquer hipótese de apoio na ligação a Chaves é algo demasiado punitivo e castigador para este povo que não desiste de lutar e de acreditar - e esta amostra deste evento dá disso sobeja prova - que a nossa terra, o nosso Barroso e o mundo rural são possíveis, são necessários e não merecem a morte anunciada que há muito foi sentenciada».
«SEI QUE MONTALEGRE
NÃO SE RESIGNA!»
Findo o discurso do edil barrosão, Miguel Poiares Maduro usou da palavra indo ao encontro do que ouviu de Orlando Alves: «compreendo a sua amargura e desilusão por políticas de décadas, pelas quais somos todos responsáveis, que deixaram, em particular o interior do país, numa situação de crescente desigualdade e subdesenvolvimento. Ao contrário de Orlando Alves que não pediu nada eu venho prometer alguma coisa. Ao fim de tantos anos de desilusão, esta promessa só fará sentido quando for concretizada e espero que, a breve prazo e pouco a pouco, todos vejam que as poucas promessas aqui feitas serão cumpridas». Ato contínuo, disse: «apesar das dificuldades, não nos podemos resignar. Sei que Montalegre não se resigna! Exemplo disso é esta feira e a loja interativa do turismo. São duas iniciativas que demonstram aquilo que pode ser a base da superação das enormes dificuldades que esta região sofre. Trata-se de apostar na competitividade, mas de base territorial. Trata-se de acrescentar valor àquilo que é nosso, àquilo que é do nosso território e da nossa tradição. É a apostar naquilo que é mais tradicional que Portugal, e em particular o seu interior, se coloca em melhor posição para superar os enormes desafios que o país enfrenta».
«REGIÃO NORTE
GANHA QUASE 25%»
Entusiasmado com os últimos indicadores para Portugal, o ministro declarou: «a preocupação da coesão territorial está presente na forma como distribuiremos os fundos do próximo quadro financeiro. 93% dos fundos são dedicados às regiões menos desenvolvidas. Num contexto em que Portugal vai perder no próximo quadro financeiro 10% dos fundos que teve no último... nesse contexto, a região Norte vai ter no seu programa regional mais 24,8% do que os fundos que teve da última vez. Não há número mais claro que determine a importância que atribuímos ao desenvolvimento regional. Num contexto em que o país perde 10%, a região Norte ganha quase 25%. Não se trata apenas de dar mais dinheiro».
«O PIOR JÁ PASSOU!»
Os «número positivos» da execução orçamental demonstram que o «pior já passou», mas considerou Miguel Poiares Maduro que o país não pode enveredar por caminhos de facilitismo: «o que os dados indicam é que o pior já está para trás, mas o país não pode enveredar por caminhos de facilitismo, foi isso que nos trouxe à situação terrível que enfrentamos e estou certo que os portugueses não querem que se volte a repetir». Os portugueses, defendeu o governante, já não acreditam em discursos de facilitismo e sabem que uma crise com a «profundidade daquela» que o país sofreu e da qual ainda está a recuperar não se resolve de um dia para o outro. «Não é por termos tido uma execução orçamental positiva, ao contrário daquilo que tinha sido anunciado e repetido várias vezes, sobretudo pela oposição, foi uma execução orçamental que cumpriu plenamente e mais que superou as obrigações que tínhamos relativamente à troika», afirmou. Miguel Poiares Maduro realçou que os resultados «muito positivos» são produto do «grande» esforço em termos de consolidação de controlo da despesa pública e recuperação económica, que o país tem vindo a fazer nos últimos meses, tendo como consequência um aumento da receita. Por fim, rematou que «nenhum Governo impõe ou aplica austeridade por prazer, o Governo sabe e os portugueses sabem que devido à situação de emergência económica muito difícil em que se encontrou o país foi necessário adotar medidas muito fortes e impor sacrifícios grandes aos portugueses em termos de controlo de despesa».
OPINIÕES
Fernando Queiroga
(Presidente da Câmara Municipal de Boticas)
«Esta feira vem na senda dos anteriores anos. É uma feira excelente, um bom cartaz para a região. Trata-se de um complemento para as famílias, para os produtores que vivem um pouco disto. Vai ser uma feira de sucesso, garantidamente. Tem boa organização, com muito sucesso».
Humberto Cerqueira
(Presidente da Câmara Municipal de Mondim de Basto)
«Não é a primeira vez que estou em Montalegre, nem na Feira do Fumeiro. O concelho mantém a tradição de uma grande feira, sobretudo em termos económicos. Apesar de ser um dia de semana, vê-se aqui muita gente. O município de Montalegre está de parabéns por esta iniciativa que, ano após ano, tem vindo a afirmar-se no panorama nacional. Tenho a certeza que por aqui vão passar milhares de pessoas, ao longo destes dias».
Rui Santos
(Presidente da Câmara Municipal de Vila Real)
«Esta feira é aquilo a que estamos habituados. Mais um sucesso que espero que também seja económico, mas que se reflete, também, no número de pessoas que vem visitar este certame. A Feira do Fumeiro é já uma marca no panorama regional».
Roberto Afonso
(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Vinhais)
«Já estive aqui mais vezes. Vinhais não é assim tão longe como isso. A estratégia aqui apresentada e este pavilhão cheio de fumeiro são elementos elucidativos daquilo que todos os municípios pretendem: aproveitar todas as oportunidades que temos para garantir a continuidade. É, sem dúvida, um grande impulso para a região».
NÚMEROS EM PREVISÃO
QUANTIDADE DE PRODUTO – 70.000 kg
FATURAÇÃO – 3 milhões de euros
VISITANTES – 80.000
OUTROS NÚMEROS
124 Produtores inscritos
922 Animais abatidos
EXPOSITORES
88 Expositores
77 Expositores de fumeiro e 11 de outros produtos
(panificação, mel, doces e compotas, ervas aromáticas e licores)
N.º produtores de fumeiro inscritos – 81
N.º produtores de pão, bicas de carne e folares – 4
N.º produtores de mel – 3
HORÁRIO DE ABERTURA
AO PÚBLICO DA FEIRA
Dia 23 – 16:00/20:00
Dia 24 – 10:00/20:00
Dia 25 – 10:00/21:00
Dia 26 – 10:00/20:00
HORÁRIO DE ABERTURA DO GABINETE
DE CONTROLO HIGIÉNICO SANITÁRIO
(informação para os produtores)
Dia 22 – 10:00/12:00 e 14:00/18:00
Dias 23 e 24 – 9:00/12:30 e 14:00/20:00
Dias 25 e 26 – 9:00/13:00 e 14:00/20:00
PREÇOS
Presunto inteiro - 12,00 €/Kg
Presunto desossado - 20,00 €/Kg
Chouriça - 21,00 €/Kg
Alheira - 13,00 €/Kg
Salpicão - 30,00 €/Kg
Chouriço de abóbora - 10,00 €/Kg
Sangueira - 10,00 €/Kg
Pá - 10,00 €/Kg
Barriga - 7,50 €/Kg
Outros derivados (Pés, Cabeças, etc) - 7,50 €/Kg
Pão centeio - 2,00 €/Unidade
Folar ou Bica de Carne - 5,00€/Unidade
Folar de ovos - 10,00€/Kg
Mel
Compotas
MONTALEGRE - Inauguração da XXIII Feira do Fumeiro
MONTALEGRE - XXIII Feira do Fumeiro (Spot Oficial)
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44