Vilar de Perdizes abriu portas ao XXVI Congresso de Medicina Popular. A cerimónia de inauguração foi presidida por Orlando Alves, vice presidente da Câmara Municipal de Montalegre. A sessão ficou marcada por um discurso de mudança, onde o político frisou a necessidade de «criar condições para um novo formato do certame». Nostálgico, padre Fontes recordou edições passadas e fez votos «que os dias que se seguem sejam produtivos na transmissão de saberes e valores».
A pacatez de Vilar de Perdizes, aldeia do concelho de Montalegre, voltou a ser abalada com mais uma edição do Congresso de Medicina Popular. Na 26ª edição, à semelhança de anos anteriores, a inauguração foi conduzida por Orlando Alves, vice presidente da Câmara Municipal de Montalegre. No discurso saudou «o povo de Vilar de Perdizes, aqueles que vêm de fora atraídos pela mística do congresso, a comunicação social e todos os congressistas inscritos». Lembrou ainda o padre Fontes, «homem a quem se deve tudo isto».
«NOVO FORMATO»
Um menor número de pessoas na assistência levou o vereador da cultura a afirmar que «é preciso fazer algo para que esta sala volte a ser uma sala bem composta no dia de abertura, como sempre foi». Ato contínuo, reforçou que «o crescimento do congresso acarreta uma responsabilidade acrescida». Nesse sentido, «ao longo de 26 edições as coisas não podem acontecer sempre da mesma forma». Daí surge a necessidade de «se abrirem portas a um novo formato e renovado figurino do congresso». Salientou que «há um caminho a percorrer, com tarefas a cumprir». Todavia, «Vilar de Perdizes será sempre a capital da medicina popular em Portugal». Até domingo são esperados muitos curiosos ao XXVI Congresso Medicina Popular e padre Fontes acredita que «vão ser dias muito bem aproveitados, com a descoberta e transmissão da cultura e saberes locais».