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XXVII Congresso de Medicina Popular
09 Setembro 2013
Voltou a magia à aldeia de Vilar de Perdizes, concelho de Montalegre, com mais uma edição do Congresso de Medicina Popular. À semelhança de anos anteriores, a vigésima sétima edição contou com a vertente de debates que giraram em torno de temas polémicos, associados a terapias alternativas, à medicina popular e ao oculto. A par dessa vertente de palestras, decorreu, no recinto da antiga escola primária, a já comum e procurada feira dos "saberes" alternativos. A fechar a noite do terceiro dia, muitos foram os que marcaram presença para saborear a "Queimada". Orlando Alves, vice presidente da Câmara Municipal, afirmou que se trata de «um evento que é património da terra e que tem que ser preservado».
Vilar de Perdizes voltou a ser o centro das atenções, com a realização do XXVII Congresso de Medicina Popular. Tal como tem sucedido em edições passadas, muitos foram os temas polémicos em debate, em palestras divididas por quatro dias de certame. Em simultâneo, não faltaram alternativas para quem procurou a localidade barrosã. Ao dispor dos visitantes, a tradicional feira de produtos locais, com artesanato e especialidades da terra. No recinto da antiga escola primária, estiveram stands com prestação de serviços na área do oculto, magia, tarot, leitura de mãos, entre outros. Muitos foram aqueles que não quiseram perder a oportunidade de “saber” o futuro ou levar um amuleto da sorte para casa. A fechar a última noite do evento, um espetáculo promovido pela companhia de teatro “Filandorra” veio colorir a noite, com exibições de fogo e muito humor. No final, a queimada foi abençoada pelo padre Fontes e ninguém foi embora sem beber o néctar que esconjura todos os males.
PATRIMÓNIO PRESERVADO
Orlando Alves, vice presidente da Câmara Municipal de Montalegre, definiu a edição como «bem vivida e bem participada pelos barrosões». O último dia juntou um número maior de pessoas, «devido à homenagem feita pelo povo ao mentor desta obra: o padre Fontes». Sem esquecer o contributo da organização, o autarca saudou a Associação da Defesa do Património de Vilar de Perdizes, assumindo que esta coletividade «teve um bom gesto ao agarrar esta iniciativa» e que «urge dar continuidade». O congresso é «património da terra e tem que ser preservado».
«ESPERO QUE CONTINUE»
Para o “pai” desta iniciativa, esta edição «foi favorável, com um número de expositores maior do que o previsto, devido à crise anunciada e sentida». Padre Fontes recordou ainda que «os oradores foram de qualidade e as palestras estiveram a um bom nível». Ao todo, «cerca de duas dezenas de oradores e 25 temas em debate». A participação foi de caráter internacional, com presenças oriundas «da Suécia, Alemanha, França e Espanha». Já com os olhos no futuro, deseja que o Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes «continue» e que «haja cada vez mais interesse e empenho da parte da autarquia, da junta de freguesia, da associação e da população de Vilar de Perdizes». Esta última é a que «mais beneficia e a parte que pode beneficiar mais». Para que isso aconteça, «têm que aproveitar a oportunidade única de vender produtos da terra, nesta época de colheita».
«TEMOS QUE MUDAR
MUITO MAIS»
Deolinda Silva, presidente da Associação de Defesa do Património de Vilar de Perdizes, contou que «este ano demos uma ajuda ao padre Fontes para realizar o Congresso de Medicina Popular». Foi uma «ajuda pequena para o público, mas grande para nós». Na realidade, confessou, é que «temos pouca experiência, fizemos um esforço enorme e os resultados estão à vista: as pessoas dizem que mudou um pouco, mas eu sou exigente e digo que temos que mudar muito mais». No entender de Deolinda Silva, é necessário «dar mais qualidade ao congresso, envolver as pessoas da aldeia, para que as pessoas de Vilar de Perdizes sintam que o Congresso é nosso». Ato contínuo, reforçou que «ninguém tem obrigação de fazer nada, o congresso é daqui e temos que arregaçar as mangas e fazer mais e melhor.
«É MUITO DIFÍCIL»
Com a organização pela primeira vez nas mãos, Deolinda Silva, em nome da associação, referiu que «apenas agora» se apercebeu do «quanto é difícil as pessoas participarem e se entregarem a este projeto». Com noção do longo caminho, assumiu que «apesar do esforço de todos os colegas, continuamos a ser poucos, pois precisamos de um envolvimento mais ativo da população». O feedback «é positivo, mas eu gostaria que, nos próximos anos, corresse melhor», afirmou. Lembrou ainda que «as pessoas que me antecederam fizeram um esforço terrível para colocar o congresso no topo e nós temos que agarrar essa missão».
«É PRECISO FAZER UMA ANÁLISE»
Realizada a vigésima sétima edição, Deolinda Silva partilhou que «mais importante que fazer um balanço, é preciso fazer uma análise». Esse estudo deve contemplar «o que falhou, o que já foi feito e o que é preciso fazer». Nessa linha, acrescentou que «é preciso uma análise pormenorizada e profunda para que isto mude e que assim consigamos fazer um congresso de qualidade, como já houve em tempos». Entusiasmada, garantiu que no que depender dela o «congresso nunca vai morrer» e ressalvou que «a Associação da Defesa do Património está com muita força e cheia de boa vontade de levar isto para a frente».
XXVII Congresso de Medicina Popular - Vilar de Perdizes
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44