Vilar de Perdizes, aldeia do concelho de Montalegre, recebeu, entre 2 e 4 de Setembro, a XXXª edição do Congresso de Medicina Popular. Durante três dias, ao dispor dos visitantes, a tradicional feira de produtos locais, com artesanato e especialidades da terra. A exposição e venda de plantas, no interior da antiga escola primária, foi um dos espaços mais procurados.
Nos 30 anos do Congresso de Medicina Popular, o programa cumpriu as expetativas e foi possível constatar que os conferencistas dedicaram especial importância à divulgação do saber popular e às propriedades das plantas. No segundo dia do evento, a destilação de plantas, como o limonete ou o loureiro, de que resultaram fragrâncias de óleo essencial, fez as delícias de quem assistiu. A queimada esconjurada pelo padre Fontes é sempre um dos momentos mais aguardados pelo público.
«ENVOLVIMENTO LOCAL»
Na opinião de Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, nas três décadas do congresso a organização deu-lhe um formato diferente que foi de encontro «ao que os visitantes esperavam». No entanto, o autarca lembra que é preciso um maior «envolvimento local» referindo que é um certame de divulgação da região e, por isso, de «visita obrigatória para os barrosões». Em nome da organização, Umbelina Moura, vice-presidente da associação de Defesa do Património de Vilar de Perdizes, considera que esta edição trouxe «menos gente» mas realça que «os expositores, visitantes e palestrantes ficaram muito satisfeitos com esta organização».
VILAR DE PERDIZES - XXX Congresso de Medicina Popular