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II Festival de Teatro | "Lisístrata ou a greve do sexo"

Montalegre   ii festival de teatro  dia 6  1 600 839
06 Nov
Adicionar a calendário 2019-11-06 21:30:00 2019-11-06 21:30:00 Europe/Lisbon II Festival de Teatro | "Lisístrata ou a greve do sexo" Evento

II Festival de Teatro | "Lisístrata ou a greve do sexo"

Ao fim de 20 anos de guerra contra Esparta, Atenas estava mergulhada numa crise social e política e sem dinheiro. Grassavam a corrupção, a incompetência e a cobardia. A Grécia, no seu conjunto, enfraquecia, expondo-se à investida dos invasores que espreitavam do Norte. Era urgente parar a guerra, e Aristófanes usou a arma dacomédia em defesa da paz. Entre outras peças com esse objectivo, escreveu “Lisístrata”, nome que, traduzido à letra, significa, mulher que desbarata exércitos. Na peça, Lisístrata propõe às mulheres de toda a Grécia um método infalível para obrigar os maridos a acabarem com o conflito armado e a regressarem a casa: fechar as pernas e não abrir as bocas. As primeiras adversárias de tal “tortura” são as próprias mulheres. Alguma coisa, porém, haveria de mudar. Em 411 a.C, ano em que a peça foi escrita e representada, Atenas era uma democracia, mas apenas para uma minoria. As mulheres não tinham direitos políticos nem sociais. Viviam praticamente encerradas em casa, sujeitas ao poder e aos desmandos dos maridos. Durante longos períodos, por efeito da guerra, nem sequer a ”paga natural do casamento” recebiam. Aristófanes quis, sobretudo, chamar à atenção para as gravíssimas consequências do arrastar da Guerra do Peloponeso que punha gregos contra gregos.

ARISTÓFANES
(448 a.C. – 380 a.C.)
Aristófanes foi o mais importante autor de comédias daGrécia Antiga. Escreveu um total de 40 peças satíricas. Só 11 delas, porém, chegaram até nós completas: Os acarnenses (425 a. C), Os cavaleiros (424 a.C.), As nuvens (423 a.C.), As vespas ( 422 a. C.), A paz (421 a.C.), As aves (414 a.C.), Lisístrata (411 a.C.), As tesmoforiantes (411 a.C.), As rãs (405 a.C.), Assembleia de mulheres (392 a.C.) e Pluto (388 a.C.). Nada nem ninguém escapa à mordacidade das suas peças: chefes políticos, membros da Assembleia, tribunais, juízes, militares, autores de tragédias, poetas cómicos, filósofos, o povo em geral, os velhos, os jovens, as mulheres.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Direção técnica Paulo Pires
Som e Luz H. Chaves
Cenários e figurinos André Graça Gomes
Encenação Hermínio C. Fernandes
Elenco André Graça Gomes, Carolina Ponteira, Clara Cruz, Damásio Silva, Filipa Sacras, Graça Inácio, Graça Justo, Inês Mota, Joana Pires, Lúcia Moreno, Maria de Deus Barroso, Marina Costa Pereira, Paula Mota, Paulo Pires, Sandra Pereira, Tiago e Zélia Domingues