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Câmara desafia Presidente da República a condecorar o padre Fontes

26 Fevereiro 2020
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Embalado pela comemoração dos 80 anos do padre Fontes, o presidente da Câmara de Montalegre desafia publicamente o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a condecorar o padre Fontes. Neste pressuposto, Orlando Alves justifica o apelo dado «estarmos perante a encarnação do povo e da terra que o pariu e o viu nascer». O autarca acredita que o eco destas palavras chegará ao Palácio de Belém.


Finda a inauguração da exposição Alma Mater - palmilha os 80 anos da figura mais proeminente do concelho – o líder do município de Montalegre aproveitou a onda de parabenização ao padre Fontes para lançar publicamente o desafio ao topo da Presidência da República, um dos quatro órgãos de soberania. Nem mais. Orlando Alves incitou Marcelo Rebelo de Sousa para avançar na condecoração ao embaixador do Barroso.

ENCARNAÇÃO DO POVO

Empolgado pela forma como a exposição foi trabalhada e elogiada, Orlando Alves contextualiza o mote desta declaração pública à Presidência da República: «entendi que fazia todo o sentido deixar o desafio para que se faça chegar uma mensagem solene e respeitosa à Presidência da República que é tão solícita a condecorar pessoas que, por vezes, algum tempo depois, nos defraudam, e que, resultam, até, numa vulgarização das condecorações. Neste caso concreto, estamos a falar de um homem nobre, de uma figura excelsa, de um homem íntegro, de caráter, do povo».

IDENTIDADE BARROSÃ

A reboque, o autarca reforça os elogios à figura e a tudo que representa o pároco barrosão, nascido em Cambeses do Rio: «olhamos para ele e vemos a matriz identitária do homem de Barroso, rural». Face ao exposto, explica o edil, «o palácio não é só para os elementos da corte. O padre Fontes é a encarnação do povo e da terra que o pariu e o viu nascer. Fez questão de dar a conhecer a pátria barrosã. Se há pessoas que merecem o reconhecimento público, do mais alto magistrado da nação, essa figura é o padre Fontes.

DEVER DO PRESIDENTE

Orlando Alves tem fé que estas palavras ganhem ressonância: «lancei o desafio na esperança de que o senhor Presidente da República tenha essa atenção e cuidado, se possível já no próximo 10 de junho. Acredito que tudo fará para lhe atribuir a comenda de que é inteiramente merecedor». Ato contínuo, o presidente da Câmara de Montalegre faz questão de deixar esta ressalva: «não é uma provocação nem um desafio feito de forma ostensiva. Pelo país, há pessoas que dão o seu melhor para que as localidades onde fazem o seu percurso evoluam e sejam geradoras de sustentabilidade. A sustentabilidade destas terras de Barroso, centrada no padre Fontes, fez-se à volta da cultura, da matriz identitária a dos valores culturais da pátria barrosã. Penso que é merecedor desta sugestão que, muito respeitosamente, faço chegar a sua excelência o senhor Presidente da República que, naturalmente, não domina todos os perfis das pessoas importantes deste país». A terminar, Orlando Alves, defende que «como barrosão e responsável autárquico, que sente e vibra com todos os feitos do padre Fontes, tenho o dever de fazer chegar este alerta a quem de direito. Mais, condecorar o padre Fontes é agraciar a matriz identitária do homo barrosanis, o mundo rural e a região de Portugal consagrada pela ONU, Património Agrícola Mundial, única no país, terceira na Europa».