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3 milhões no mealheiro
26 Abril 2012
As contas da Câmara Municipal de Montalegre foram notícia no final do ano em vários órgãos de comunicação social. A dívida zero a fornecedores provocou os maiores elogios e apreciações. Porém, o espanto pela saúde financeira do município também despoletou a "má língua" que tentou desacreditar o feito. Como resposta, na última assembleia municipal, realizada neste mês de Abril, o presidente Fernando Rodrigues garantiu que não só a dívida a fornecedores continua controlada, como diminuiu a «dívida bancária» e colocou no mealheiro da autarquia três milhões de euros, dois a prazo e um de faturas já pagas a reembolsar pelo QREN.
Na última assembleia municipal de Montalegre um dos pontos de maior análise esteve centrado nas contas do executivo. Um esgrimir de argumentos entre as bancadas do qual resultou uma série de considerações. Como mote estiveram as várias noticias que saíram na comunicação social onde imperou o elogio à capacidade da autarquia em gerir as contas públicas. Entre as várias observações, interrogou-se como um concelho pequeno do interior, com uma vasta área territorial, consegue estar na linha da frente da gestão autárquica. Todavia, alguma comunicação social local, afeta à oposição, não alinhou no elogio preferindo desacreditar os dados avançados pela Câmara de Montalegre.
PRESIDENTE REFORÇA
DADOS AVANÇADOS
Fernando Rodrigues, presidente da autarquia, não só reafirmou tudo que tinha garantido anteriormente como juntou outros dados que, na ótica do edil, testemunham o bom trabalho que tem sido colocado no terreno: «continuamos com a dívida controlada a fornecedores e diminuímos a dívida bancária. Isto num tempo onde realizamos uma das maiores despesas de sempre. Isto significa que soubemos encontrar outras receitas para contrapor aos vários cortes que o Governo tem feito».
RIGOR E POUPANÇA
Dirigindo o discurso a todos os deputados, o autarca sublinhou: «verifica-se nesta gestão a continuidade de uma politica de rigor e a confirmação da tendência para poupar e até reforçar o nosso mealheiro que, nesta data, já chega a três milhões de euros. São dois milhões a prazo e um milhão de faturas pagas a reembolsar pelo programa QREN».
JORNAL LOCAL
CRITICADO
Sobre esta noticia merecem destaque duas intervenções das deputadas Ana Isabel Dias e Fátima Crespo. Ambas valorizaram o trabalho da autarquia de Montalegre, relatado em vários órgãos de comunicação social com exceção a um jornal conotado com a oposição. Sobre esta matéria, Ana Isabel Dias defendeu: «de forma surpreendente ou não, e porque o jornal do PSD conta tantas anedotas, que os seus responsáveis parece que perderam o sentido da realidade, alguém veio tentar baralhar e desmentir aquilo que aqui foi dito, e que os documentos comprovam e a realidade assegura: “A CÂMARA DE MONTALEGRE PASSOU O ANO COM DIVIDA ZERO A FORNECEDORES”. E vão continuando a tentar enganar as pessoas não se dando conta que a folheca de propaganda do PSD não tem servido de grande coisa. Querem denegrir a Câmara, mas os elogios à sua gestão vem de fora e o apoio popular é cada vez maior; querem ganhar votos, mas tem-nos perdido de eleição para eleição. Claro que não é propriamente para esclarecer o PSD nem os autores dos artigos, nem sequer a preocupação de que essas noticias tenham chegado a alguém que me fez vir aqui, porque sei que ninguém os leva a sério. O que eu quero aqui fazer novamente é reforçar o elogio à Câmara Municipal pelo rumo que traçou e mantém nas finanças da autarquia. Como se vê pelos relatórios e pela conta de gerência, a Câmara reduziu a dívida! E reduziu a dívida em 2011 tendo realizado uma despesa das mais elevadas de sempre. Quer isto dizer que a Câmara, mesmo em regime de austeridade, como diz o Sr. Presidente, fez obra, investiu na promoção, na cultura, na educação, na ação social, tanto como nos melhores anos de sempre. Fez despesa, pagou e ainda arranjou dinheiro de sobra para depositar a prazo! Ah! Volto a relembrar: e diminuiu a dívida a fornecedores e à banca! Ora, se isto é bom, porque (segundo alguns) acontece esporadicamente, por casualidade ou oportunidade (se calhar até por distração), melhor é saber que isto não é obra do acaso e temos todas evidências à nossa frente para sabermos que se trata de uma gestão estruturada e que tem esta exigência como linha mestra da sua ação (...) Renovo aqui os parabéns à nossa Câmara porque é um orgulho para todos termos uma Câmara com contas em dia, podendo agora acrescentar que a autarquia de Montalegre é um exemplo e que está na linha da frente da rota das boas práticas no que se refere às contas municipais».
Na mesma linha esteve o discurso da deputada Fátima Crespo: «é também por estas e por outras, por quem não gosta de engolir o sucesso das atividades levadas a cabo por este executivo, que aparecem noticias desagradáveis que só deixam ficar mal quem as publica. É lamentável que num editorial de um jornal regional se aproveite uma fotografia muito bem conseguida do edifício do município para lhe escarrapachar em cima "Pobre Concelho”, "Montalegre mais uma vez entre os últimos do país"; "rendas da EDP - Câmara defrauda expetativas", para não falar das páginas seguintes. Nenhum cidadão menos conhecedor do município de Montalegre daria crédito ao Povo de Barroso (jornal) se tiver em conta as notícias vindas a lume na comunicação social no que às contas em dia do município diz respeito, bem como à vitória alcançada com a EDP que o mesmo também tentou denegrir. E digo o "Povo de Barroso” (Jornal), porque o povo barrosão lhe reconhece, Sr. Presidente, a inteligência, o profissionalismo, a persistência, o dinamismo, a perspicácia e o mérito que o caraterizam e, mais ainda, o orgulho e o amor que tem dedicado à nossa terra. Com franqueza! Estará a direção deste jornal esgotada de imaginação ou de criatividade para oferecer aos leitores temas mais interessantes e verdadeiros? O que é que os preocupa? Creio que todos sabemos...».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44