Está em curso mais uma edição do Congresso de Medicina Popular, em Vilar de Perdizes. Até domingo, é possível visitar o certame criado pelo padre Fontes há quase três décadas. Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal, felicitou a «organização, os congressistas e todos aqueles que se deslocam a Montalegre neste fim-de semana».
O Congresso de Medicina Popular nasceu numa altura em que as tradições e a medicina popular, feita a partir de ervas e plantas que havia na região, estavam a cair no esquecimento. Desde então, este evento, onde o convencional e o alternativo se misturam, funciona como ponto de encontro de culturas, credos, medicinas, religiões e saberes. Até domingo, Vilar de Perdizes assume-se como um espaço para questionar métodos e crenças, novidades e antiguidades e uma ocasião para conhecer o país real, profundo, esquecido e marginalizado. Do leque de atrações, destacam-se as conferências e palestras de temáticas diversas, a feira onde se vende artesanato e produtos naturais, as sessões terapêuticas e a animação de rua. Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, marcou presença na abertura do evento. O edil afirmou que «é uma honra estar aqui» e salientou que «a autarquia tem que estar presente em tudo o que está relacionado com a divulgação e com a sustentabilidade do território». Por sua vez, Deolinda Silva, presidente da Associação de Defesa do Património, agradeceu «a todos aqueles que nos honram com a sua presença» e fez votos que «o congresso corresponda às expetativas». O primeiro dia do XXIX Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes contou com a visita dos candidatos a deputados pelo Partido Socialista ao parlamento, pelo círculo de Vila Real.