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«Alguém andou a destruir a OPP no concelho!»
27 Abril 2012
A Cooperativa Agrícola de Montalegre foi a terceira e última coletividade do concelho a receber dinheiro da Câmara Municipal dirigido para a sanidade animal. Nas sessões que decorreram no salão nobre da autarquia, José Justo, presidente da Cooperativa Agrícola, apelou aos agricultores para não desistirem da agricultura. Em relação à falta de entendimento verificado entre as associações, Justo lembra que foi a Cooperativa que criou a OPP há 25 anos e que andou «alguém a destruir» uma conquista que hoje não mora em Montalegre.
GI CMM (Gabinete Imprensa da Câmara Municipal de Montalegre) - Como encara a presença da Cooperativa Agrícola de Montalegre neste conjunto de sessões?
José Justo (JJ) - «Nesta reunião foram chamados os agricultores que fazem a sanidade com a Cooperativa Agrícola de Montalegre. Há um protocolo que foi a Cooperativa que o celebrou com a Câmara Municipal. Foi também a Cooperativa que fez com que a autarquia apoiasse e pagasse a sanidade aos agricultores. Esse protocolo está a ser cumprido. Estamos aqui para cumprir aquilo que está estipulado na lei. Ao mesmo tempo estamos também a sensibilizar a Câmara Municipal para ver se nos aumenta ou reforça este apoio, na medida em que diz-se, neste momento ainda não há orçamento para pagar a sanidade. Parte era paga pelo Estado… se o Estado não pagar… a ver se a Câmara pode ajudar a lavoura de maneira a que o nosso agricultor que já está um pouco descapitalizado não ficasse ainda mais. No fim de contas, se tiver dinheiro fica cá, se não tiver tem que ir saber de outra vida».
GI CMM - Qual o ponto de situação da Cooperativa Agrícola de Montalegre?
JJ - «Foi a Cooperativa de Montalegre que criou a sanidade animal há 25 anos. A par disto criou outros serviços, como a ajuda ao rendimento. Até então fazia-se as coisas à mão e foi à custa de muito trabalho que posso dizer que Montalegre foi dos concelhos que melhor aproveitou os apoios ao agricultor. Neste momento estamos também a fazer formação profissional porque sem conhecimento não se pode andar para a frente. Nesse campo temos tido um grande êxito. Estamos a fazer aquilo que neste momento possa ser feito. Há coisas que se faziam anteriormente que agora não se pode fazer. Por exemplo, nós não podemos fazer a comercialização de determinados produtos que, no fim de contas, não são produzidos».
GI CMM - Montalegre perdeu a OPP (Organização de Produtores Pecuários). Por outro lado, existem no concelho três associações que não conseguem trabalhar juntas na tentativa, por exemplo, de recuperar esse trunfo. Como explica este "divórcio"?
JJ - «A união faz a força. Aliás, a pergunta não me devia ser feita a mim. Fomos nós que criamos a OPP em Montalegre. Alguém é que andou a destruí-la! É perguntar a esse alguém se realmente… qual é a disposição deles. Nós não fizemos nada para que houvesse a divisão. Aliás, nunca foi esse o meu lema e acho que até foram usadas aí algumas mentiras. Mas a mentira tem "perna curta" e estou convencido que, mais tarde ou mais cedo, vai haver solução e justiça».
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2018às 15:44